Levedura e Fungos Autismo e Asperger

Levedura e Fungos Autismo e Asperger

Controle das Leveduras e Fungos no Autismo e Asperger

Em caso de autismo ou síndrome de asperger, é importante o controle das leveduras e fungos tratando assim a permeabilidade do intestino para fazer a restauração da flora bacteriana, para evitar que as proteínas passem diretamente para o sangue pois algumas delas interferem a nível imunológico.

As leveduras e as bactérias vivem juntas no trato intestinal e não é surpreendente que algumas vezes haja tanta sinergia como cooperação e competição entre as espécies.

Por exemplo, os estudos têm mostrado que a Candida Albicans mantém o estabelecimento de infecção pelo Staphylococcus aureus em ratos. Além disso, o tratamento da proliferação bacteriana com antifúngicos leva à proliferação bacteriana, se as bactérias benéficas não forem usadas ao mesmo tempo.

Além disso, tem se mostrado que a E. Coli, uma bactéria intestinal comum e o Saccharamyces podem trocar informações genéticas através de uma peça de DNA chamada de plasmídeo, levando a possibilidade de que uma maquiagem genética de fungos comuns podem eventualmente ser contaminados pelos genes das bactérias intestinais. Um efeito inibitório das bactérias Pseudomonas no crescimento bacteriano tem sido relatado e pode ser avaliado como uma terapia potencial, se uma espécie adequada e segura deste bacteriário puder ser desenvolvida.

Tratamento do Autismo

Tratamento do Autismo

Existe uma epidemia de autismo?

Dr. Bernard Rimland, Ph.D.D., do Instituto de pesquisa sobre autismo, fez a seguinte pergunta: “Existe uma epidemia de autismo?” Seus dados mostrados na Tabela 1 mostram que, entre 1965 e 1969, somente 1 % dos pais que o contataram lhe perguntaram a respeito de autismo em crianças abaixo de três anos. Porém, entre 1994 e 1995, este número aumentou para 17%. Presumivelmente, este aumento de porcentagem pode ser atribuído a 2 fatores: 1) um maior conhecimento sobre autismo por parte dos médicos e pais, levando a um diagnóstico mais precoce e/ou 2) uma maior incidência de autismo numa faixa etária mais jovem. Além disso, uns grandes números de profissionais, incluindo pediatras e psiquiatras especializados em autismo, verificaram um aumento da incidência do autismo. O Dr. William Crook , um pediatra que iniciou sua carreira em 1950, apesar de conhecer os sintomas de autismo desde aquela época, não encontrou nenhum caso de autismo até 1973 ( em 24 anos depois de ter começado sua carreira). Depois disso, ele sentiu que a incidência de autismo aumentou muito. Muitos outros profissionais que trabalham no campo do autismo, pensam que houve um aumento na incidência desse transtorno. O conhecimento desse aumento é crítico para determinar se o autismo é causado por fatores genéticos ou ambientais. Se o autismo fosse causado por fator genético, a incidência deveria ser constante. Além disso, a porcentagem de indivíduos com autismo em uma faixa etária particular deveria ser a mesma. Assim, se a incidência de autismo em crianças com três anos é de 1/1000, a incidência de autismo em indivíduos com 50 anos deveria ser a mesma.

Ano

% menor que 3 anos

Numero

1965-69

1

919

1970-79

5

4184

1980-89

5

4018

1990-93

8

6785

1994-95

17

13916

Felizmente, dados semelhantes têm sido relatados na Islândia (2). A Islândia é um país ideal para esta avaliação, já que uma única instituição confirmou todos os casos de autismo em todo o país e que os pesquisadores pessoalmente confirmaram todos os casos diagnosticados, a variabilidade dos dados é minimizada. Os investigadores verificaram que a incidência de autismo dobrou nos últimos 20 anos. Além disso, a relação homem/mulher aumentou significativamente no mesmo período. Este estudo é extremamente importante, pois mostra que outros fatores, além da genética, podem estar causando autismo. Quais poderiam ser esses fatores não genéticos?

Dados mais atualizados mostram a incidência extraordinária de casos de autismo em todos os estados norte americanos.

Incidência de Autismo derivada do Departamento de Educação Especial dos Estados Unidos.

Kontstantareas e Homatidis (3), da Universidade de Guelp em Ontario ao Canadá, encontraram uma alta correlação entre a prevalência de infecção no ouvido e incidência de autismo. Eles verificaram que quanto menor uma criança sofria de uma infecção no ouvido, maior a probabilidade que essa criança sofreria de uma forma mais severa do autismo. Eles também descobriram que o aumento da incidência de infecções no ouvido estava associado às formas mais severas, ao invés de formas mais leves do autismo. Muitos estudos semelhantes têm sido aceitos no campo do Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Estes estudos também mostram que a infecção no ouvido numa fase precoce da vida resulta em uma incidência muito maior de Hiperperatividade (4-8). Roberts e Cols (4) relatam que a otite média recorrente durante a infância esteve correlacionada com o aumento da distração dos estudantes, posteriormente na vida. Outros estudos (5-8) correlacionam a otite média recorrente com índices de inteligência (QI) aumento da repetição escolar, aumento do déficit de atenção e problemas de comportamento na escola.

Os grupos de pesquisas tanto do autismo quanto do TDAH assumem que esse desenvolvimento anormal é causado pela dificuldade auditiva causada pela infecção de ouvido. Minha interpretação destes fatos é que o desenvolvimento anormal é causado por subprodutos anormais das leveduras e bactérias resistentes que são absorvidas pelo intestino, causadas pelo uso excessivo de antibióticos. Os últimos capítulos tratarão deste problema com maior detalhe.

Fonte: livro ”Tratamento Biológico do Autismo e TDAH” Dr. William Shaw

Site: www.autismoinfantil.com.br

pão sem gluten

Receita de Pão sem glúten e sem leite indicado para autistas

INGREDIENTES

3 ovos
1/2 copo (requeijão) de óleo
1 1/2 copo(requeijão) de farinha de arroz
1 copo yogurte de soja (+/- 200gr.)
1 colher sopa de açúçar
1 colher de chá de sal
1 colher sopa de fermento em pó químico ( pó royal)
PREPARO
Pré-aqueça o forno a 180C.
Bater todos ingredientes no lidiquificador (colocando por último o fermento).
Untar uma forma de pão com óleo (ou margarina) e polvilhar com farinha de arroz. Colocar a massa e passar por cima gema com um fio de óleo.
Esta receita não contém glútem nem leite (caseína) .

Assar por mais ou menos 45 min. O tempo varia conforme a o tipo de forno, se for elétrico é bem mais rápido.

Essa receita é indicada para dieta de portadores de autismo e síndrome de asperger

Fonte:  Receita da Cleci – http://www.delishvillesemgluten.com

sem gluten

Autismo: tratamento com dieta

O tratamento do autismo – uma síndrome complexa que prejudica a capacidade de comunicação e interação social dos portadores – frequentemente consiste de uma série abrangente de programas educacionais, terapias e tratamentos comportamentais. Várias intervenções nutricionais também tem sido sugeridas, como a restrição de alguns alérgenos alimentares, o uso de probióticos e de suplementos nutricionais. Uma das intervenções atualmente mais populares, no entanto, é a dieta sem glúten e sem caseína (dieta SGSC) a qual, como o próprio nome diz, elimina todas as fontes de glúten (presente no trigo, cevada, centeio e aveia) e caseína (presente no leite e derivados) da alimentação.Um artigo recentemente publicado na revista Nutrition and Clinical Practice, pela Dra. Jenniger Elder, faz uma revisão do status médico e científico da dieta, e traz recomendações para que as famílias dos portadores e profissionais de saúde possam decidir pela adoção – ou não – da dieta.

- Em um estudo conduzido em 2003, o qual envolveu 50 crianças com autismo, revelou (através de análises sanguíneas) que um número significativo destas crianças tinham anticorpos contra o glúten (gliadina) e a caseína (ou seja, havia uma reação auto-imune na presença destas substâncias)
- Em outro estudo envolvendo 20 participantes, demonstrou-se que embora mudanças tenham sido observadas nos dois grupos, o grupo de crianças autistas que adotou a dieta SGSC apresentou melhorias significativas no comportamento, cognição não verbal e coordenação motora em relação ao grupo de crianças que adotaram uma dieta padrão (com gluten e caseína).
- Finalmente, um estudo publicado no Journal of Autism and Related Disorders envolvendo 13 crianças e controles mais rigorosos analisou os efeitos da adoção da dieta por 12 semanas. Este estudo mostrou que, embora tenham sido observadas melhoras pontuais na linguagem e comportamento, não houveram diferenças significativas quando se comparam os sintomas do grupo de crianças seguindo – ou não – a dieta.

É interessante notar, no entanto, que 7 das 13 famílias que participaram do estudo (e adotaram a dieta SGSC) notaram melhorias nos sintomas, diminuição da hiperatividade, melhoria na linguagem e menor frequencia de comportamentos repetitivos (as quais, por seu caráter mais subjetivo, não foram consideradas pelos pesquisadores na análise dos resultados). Os autores reconhecem que um período mais longo do que 12 semanas possa ser necessário para que as melhorias se tornem mais aparentes.

  • O glúten e a caseína contém proteínas que ao serem digeridas tranformam-se em compostos opiáceos com poder de gerar uma certa dependência. Estes compostos são as gluteomorfinas e caseomorfinas.
  • Alguns indivíduos autistas (20%) apresentam sintomas gastrintestinais como diarréias frequentes. O intestino destes indivíduos também costuma ser mais permeável causando uma absorção dos compostos opiáceos. Quando os indivíduos apresentam esta absorção exagerada a quantidade de compostos opiáceos na urina é bastante aumentada.
  • Tais compostos atingem o cérebro causando estados mentais compatíveis com intoxicação por drogas opiácias, como a morfina, a codeína e a heroína. Estudos mostram que camundongos que receberam doses elevadas de caseomorfinas tiveram áreas do cérebro alteradas. Porém não tenho conhecimento de nenhum estudo que comprove que caseomorfinas e gluteomorfinas possam causar sintomas do autismo em seres humanos.
  • Mesmo assim, alguns estudos mostram que quando a caseína e o glúten são removidos da dieta os indivíduos não mais sentem os efeitos dos compostos opiáceos e seu comportamento melhora significativamente. Outros estudos não mostram nenhuma relação entre dieta e autismo.
  • Pesquisas controladas estão sendo realizadas no momento e devem estar disponíveis até o próximo ano.

Fonte: http://www.vidasemglutenealergias.com

Chocotone Sem glúten e Sem leite

chocotone sem gluten e sem leite

Ingredientes:

- 2 xícaras da mistura de farinha sem glúten (2 xíc. de farinha ou creme de arroz, 2/3 de xíc. de fécula de batata, 1/3 de xíc. de polvilho doce);

- 1/2 colher das chá de sal;
- 1/4 de xícara de chá de açúcar granulado;
- 1 1/2 colheres das de chá de CMC;
- 2 colheres das de chá de fermento biológico seco;
- 1 xícara de água mineral morna + 1 colher das de sopa;
- 1 ovo;
- 1 1/2 colheres das de sopa de creme vegetal;
- 1/2 colher das de sopa de essência de panettone;
- 1/2 xícara de mini gotas de chocolate.
Modo de fazer:
1º Em uma vasilha média, adicione todos os ingredientes secos e misture com um batedor de ovos.
2º Adicione a água morna e bata em velocidade baixa para misturar.
3º Junte o ovo levemente batido com o creme vegetal e a essência. Bata em velocidade baixa para misturar. Aumente a velocidade da batedeira para o máximo e bata por mais 3 minutos.
4º Com uma colher, misture as gotas de chocolate.
5º Despeje a massa em uma forma para panettone de 500g untada com creme vegetal. Deixe descansar em local quente (forno microondas fechado) por aproximadamente 40 minutos ou até que a massa atinja 1cm da borda.
6º Enquanto a massa está crescendo, posicione a grade no centro do forno e pré-aqueça o forno em temperatura máxima por 10 min.
7º Leve o Chocotone ao forno, sobre uma assadeira e, asse-o por 3o min. Após 20 min. de cozimento, abaixe para forno médio.
8º Após retirá-lo do forno, pincele creme vegetal sobre a casca para que ela fique mais macia.

Bom apetite!

Servido morno é mais gostoso :)
Fonte:  Claudia Marcelino, ativista no campo do autismo e mãe de Maurício. Estará lançando em breve o livro ? Autismo: Aceitação sim, conformismo não! – Usando a alimentação no tratamento do autismo. http://dietasgsc.blogspot.com/
 

leveduras_1

Como a sensibilidade de glúten/caseina comum no autismo e outras doenças se relaciona ao problema de levedura ou eles são assuntos separados?

Parece haver alguma relação entre os dois problemas médicos. Glúten e caseina são proteínas. Glúten é uma das proteínas principais no trigo. Caseina é a proteína principal do leite e queijo mas é um elemento aditivo em uma grande variedade de outras comidas como sopa e comidas congeladas. Se estas proteínas forem absorvidas antes de serem digeridas completamente, os pedaços indigestos de proteína entram no cérebro e prendem-se a receptores opiatos nas áreas do cérebro que controla a fala e outras áreas do cérebro e prejudica a função do cérebro. Estes pedaços de proteína chamados de peptídeos são eventualmente eliminados na urina onde eles são medidos.
O teste é chamado de teste de peptídeo urinário. Eu suspeito que não haveria problema com estas moléculas se a levedura fosse controlada e eu estou tentando obter uma concessão para testar esta hipótese. Entretanto, eu lhe aconselho que faça o teste de glúten/caseina peptídeo urinário ou o teste de alergia a alimento IgG o mais cedo possível para trigo e subprodutos do leite. A eliminação destas comidas é um processo difícil e eu aconselharia fazer o teste de peptídeo urinário antes de implementar a dieta. Eu penso que você estará mais motivado a implementar a dieta se você souber que há um problema definido e que não pode ser controlado através de outros meios.

Fonte: http://www.greatplainslaboratory.com

leveduras_2Alergias alimentares poderia ser relacionado ao problema de levedura?

Sim, alergias a alimentos podem ser relacionadas a problemas de levedura. A levedura pode existir em duas formas: Uma única célula flutuante ou uma forma de colônia. Quando levedura forma colônias, elas secretam enzimas como phospholipase e proteases que quebram o forro da área intestinal para prender a colônia de levedura à parede intestinal. Os buracos feitos pelo produto de levedura formam uma condição chamada síndrome de vazamento do intestino, no qual moléculas de comida indigestas são absorvidas na circulação sangüínea gerando alergias a alimentos. Uma vez que o problema de levedura subjacente é controlado, os buracos no intestino serão curados. Então menor quantidade comida indigesta entra no sangue e o número de alergias a alimento diminuirá.

autismo alimentaçao

Devido as excitotoxinas terem um papel tão importante no autismo, os pais de crianças autistas devem evitar alimentar as suas crianças com alimentos que contenham aditivos excitotóxicos, tais como MSG, proteína hidrolisada, proteínas de extratos vegetais, proteína de soja ou proteína se soja isolada, condimento natural, etc.

Há muitos nomes disfarçados para alimentos aditivados com glutamato. Um estudo recente igualmente mostrou que há uma interação entre determinados corantes alimentares e glutamato e aspartame que realça a neurotoxicidade significativamente.

Devem igualmente evitar óleos que provocam imune supressão, tais como os óleos ômega-6 (óleos do milho, de soja, de amendoim, de girassol). Hoje em dia, as pessoas neste país comem 50 vezes a quantidade destes óleos imuno supressores do que precisam para a saúde. Enquanto os óleos ômega-3 são saudáveis, o componente de EPA é significativamente imuno supressor e em conseqüência, a ingestão elevada deve ser evitada. Alguns estudos mostraram a função suprimida do linfócito (células de NK) com ingestão elevada de EPA.

É o componente de DHA que tem a maioria dos efeitos benéficos, especialmente com respeito ao reparo do cérebro e a redução inflamatória. O DHA inibe igualmente a excitotoxidade. Como a criança autista tem a inflamação intensa no cérebro, uma combinação de EPA e de DHA é preferível, com um índice mais baixo de EPA (não mais de 250mg).

O leite e os produtos de leite devem ser evitados e os alimentos que contêm a gliadina e o glúten devem igualmente ser evitados. Os alimentos de soja são igualmente responsáveis por um número significativo de alergias a alimentos assim como tem níveis elevados de glutamato, de fluoreto e de manganês.

O fluoreto deve ser evitado, especialmente na água para beber. A água é igualmente uma fonte significativa de alumínio na dieta (se adiciona como um agente de limpeza) e em água fluoretada os complexos do fluoreto com o alumínio dão forma ao composto fluoralumínio altamente neurotóxico.

A grande fonte dietética de alumínio são biscoitos, panquecas, chá preto e guloseimas de confeitaria feitas com fermento químico que podem conter alumínio.

A ingestão baixa de magnésio, que é comum nos Estados Unidos, é associada com os graus mais elevados de inflamação no corpo e com os níveis mais baixos da glutationa. Este fator igualmente aumenta a excitotoxidade, desde que o magnésio é um modulador natural do receptor de glutamato de NMDA. O consumo baixo de magnésio realça extremamente a sensibilidade do receptor de glutamato, agravando a excitotoxidade. O baixo consumo de magnésio igualmente abaixa níveis da glutationa no cérebro, o que aumenta a sensibilidade do cérebro à toxicidade do mercúrio. O maior consumo de magnésio, reduz a inflamação, levanta os níveis da glutationa e reduz a sensibilidade excitotóxica.

Um número grande de flavonóides são neuroprotetores, especialmente contra à inflamação e a excitotoxidade. Estes incluem a curcumina, a quercetina, o ácido elágico, a vitamina E natural, o flavonóide encontrado no chá branco, a teanina, o DHEA e o hesperidin. Todos estão disponíveis como suplementos e a maioria têm um perfil de segurança elevado.

Foods and Supplements For the Autistic Child  – Tradução Cláudia Marcelino

Terapia da Fala e o Autismo

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Os problemas de comunicação das crianças autistas podem ter uma grande variação e podem depender do desenvolvimento social e intelectual do indivíduo. Alguns podem ser completamente incapazes de falar enquanto outros tem um vocabulário bem desenvolvido e podem falar sobre uma série de tópicos do seu interesse. Qualquer programa terapêutico deve começar pelo ponto em que as habilidades linguísticas da criança se encontra.

Embora algumas crianças autistas tenham pouco ou nenhum problema com a pronúncia das palavras, a maioria tem efetivamente dificuldades em utilizar a linguagem. Até aquelas crianças que não tem problemas em articular as palavras, exibem dificuldades no uso da linguagem pragmática como saber o que dizer, como dizer e quando dizer tanto quanto interagir socialmente com as pessoas. Muitos que falam, dizem coisas sem contexto ou informação. Outros repetem o que ouviram (ecolalia) ou discursos que memorizaram em algum momento. Algumas crianças autistas falam cantando ou usando uma voz mecânica como se fossem robôs.

Terapia da Fala ou Fonoaudiologia

A Terapia da Fala é a ciência que tem como objeto de estudo a comunicação humana, no que se refere ao seu desenvolvimento, aperfeiçoamento, distúrbios e diferenças, em relação aos aspectos envolvidos na função auditiva periférica e central, na função vestibular, na função cognitiva, na linguagem oral e escrita, na fala, na fluência, na voz, nas funções orais/faciais e na deglutição.

A intervenção precoce e continuada do terapeuta da fala nos Distúrbios do Desenvolvimento, é fundamental para que o quadro clínico apresentado pelos indivíduos portadores do Transtorno Autista evolua satisfatoriamente, no que tange à sua comunicação geral, e em especial, para o desenvolvimento de sua linguagem receptiva e expressiva, oral, gestual e escrita, capacitando–o para compreender, realizar demandas e agir sobre o ambiente que cerca.
Entretanto, o profissional deve ser um profundo conhecedor do desenvolvimento normal infantil/juvenil e do desenvolvimento atípico do portador de autismo. Também deve ser capaz de diagnosticar, avaliar (porque é possível avaliar os autistas, sim, mesmo os não-verbais!), e planear uma terapia individualizada e específica. Deve ser um profissional atualizado e consonante com a comunidade científica internacional, e nunca se deixar levar por novidades e idéias que não têm o menor valor científico (como as dos anos 60: mães geladeira, e dos anos 70: autismo = psicose!!!).

A terapia da fala poderá ter como base, o programa TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Communication handicapped Children), desenvolvido pelo departamento TEACCH da Universidade da Carolina do Norte, USA. Também poderá utilizar o recurso PECS (Picture Exchange Communication System), o ABA (Applied Behavior Analysis), e as técnicas de intervenção de Lovaas, sempre com vista ao treino e desenvolvimento da linguagem e da comunicação.

Embora nenhum tratamento seja efetivo em normalizar a fala, os melhores resultados são conseguidos com o início da terapia na idade pré-escolar e que envolve a família junto com os profissionais. O mérito é conseguir que a criança utilize a comunicação funcional, ou seja, que a criança se faça entendida. Para uns a comunicação verbal é possível e alcançável. Para outros, a comunicação por gestos ou por utilização de símbolos ou figuras já é de grande valia. Avaliações periódicas devem ser feitas para encontrar as melhores abordagens e restabelecer as metas de cada criança.

tratamento do autismo

Atualmente existem várias correntes terapêuticas que podem ser usadas isoladas ou conjuntamente. Todas têm críticos e defensores. Um método pode ser muito útil para uma criança e inútil para outra. Cabe aos pais decidirem qual adaptar e por quanto tempo, já que também é possível que um método chegue até determinado ponto e estacione. O importante é não parar de tentar, de pesquisar e de lutar. Aqui vão alguns dos mais conhecidos:

Terapia Ocupacional

É comum concentrar-se no melhoramento das habilidades motoras perfeitas, ou habilidades motoras sensoriais que incluem o equilíbrio (sistema vestibular), a consciência da posição de corpo (sistema proprioceptivo), e toque (sistema táctil). Depois de o terapeuta identificar um problema específico, a terapia pode incluir atividades de integração sensoriais como: massagem, toque firme, balançar, e saltos.

www.cot.co.uk

Terapia da fala

É reconhecido que as crianças autistas têm dificuldades com a língua, mas é claro que as aproximações tradicionais que acentuam o domínio das propriedades formais da língua são basicamente impróprias: as crianças treinadas para falar não ocasionam uma transformação do seu comportamento. A criança autista tem de aprender não apenas a falar, mas a usar a língua socialmente para comunicar. Isto inclui o conhecimento como manter uma conversação, entender o que outra pessoa em uma conversação entende e acredita, e sintonizar aos sinais linguísticos de outra pessoa, como expressão facial, o tom de voz e a expressão corporal. É importante lembrar-se de que a comunicação é tão “não-verbal” como é verbal, e as pessoas autistas têm grande dificuldade a entender a “não-verbal”.

www.aslip.co.uk

TEACCH

O TEACCH é um programa especial de educação talhado para as necessidades individuais de aprendizagem da criança autista, baseado no desenvolvimento do quotidiano. Baseado no fato das crianças autistas serem frequentemente aprendizes visuais, o TEACCH traz uma clareza visual ao processo de aprendizagem, buscando a receptividade, a compreensão, a organização e a independência. A criança trabalha num ambiente altamente estruturado que deve incluir organização física dos móveis, áreas de atividades claramente identificadas, murais de rotina e trabalhos baseados em figuras e instruções claras de encaminhamento. A criança é guiada por uma sequência de atividades muito clara e isso ajuda que ela fique mais organizada.
Acredita-se que um ambiente estruturado para uma criança autista crie uma forte base para a aprendizagem. Embora o TEACCH não foque especificamente nas habilidades sociais e comunicativas tanto quanto outras terapias, ele pode ser usado junto com essas terapias para torná-las mais efetivas.
www.teacch.com

O Programa son-rise

O Programa Son-Rise propõe a implementação de um programa dirigido pelos pais na residência da criança ou adulto com autismo. As sessões individuais (um-para-um) são realizadas em um quarto especialmente preparado com poucas distrações visuais e auditivas, contendo brinquedos e materiais motivadores que sirvam como instrumento de facilitação para a interação e subsequente aprendizagem. Devido às diferenças neurológicas apresentadas por uma criança com autismo, os pais aprendem um novo estilo de interação que difere de como eles se relacionam com crianças de desenvolvimento típico. O Programa Son-Rise é lúdico. A ênfase está na diversão. Isto significa que os pais, facilitadores e voluntários seguem os interesses da criança e oferecem atividades divertidas e motivadoras nas quais a criança esteja empolgada para participar. O mesmo se aplica para o trabalho com um adulto. As atividades são adaptadas para serem motivadoras e apropriadas ao estágio de desenvolvimento específico do indivíduo, qualquer que seja sua idade. Uma vez que a pessoa com autismo esteja motivada para interagir com um adulto, este adulto facilitador poderá então criar interacções que a ajudarão a aprender todas as habilidades do desenvolvimento que são aprendidas através de interacções dinâmicas com outras pessoas (por exemplo, o contacto visual “olho no olho”, as habilidades de linguagem e de conversação, o brincar, a imaginação, a criatividade, as subtilezas do relacionamento humano). O Programa Son-Rise instrui os pais na criação destas efectivas interacções com a criança ou adulto de forma que eles possam dirigir o programa de seus filhos e ajudá-los durante todas as interacções diárias com eles.

Texto completo: http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Programa/Programa.html

Método de Lovaas / A.B.A

A terapia de Lovaas refere-se ao modelo de tratamento desenvolvido por Ivar Lovaas, doutor em filosofia, na Clínica UCLA do Tratamento Comportamental de Crianças, e é pela maior parte o programa de modificação de comportamento. Doctor Lovaas trabalhou com crianças autistas durante mais de 30 anos, ele ajudou algumas crianças. Mas a técnica por ele usada baseia-se num treino de um para um com a criança durante 40 horas por semana. ABA é a aplicação da ciência chamada Análise do Comportamento. É uma técnica de intervenção educacional estruturada usada no delineamento de programas de tratamento individualizados. Uma parte crucial do processo é saber o tempo todo onde o indivíduo está (saber o que ele pode e não pode fazer) e desenvolver estratégias para ensinar novas habilidades específicas. Uma das etapas principais é decidir que comportamentos-chave irão ajudar a criança a levar uma vida mais plena. Existe a concepção de que os défices no autismo resultariam primariamente de um bloqueio de “aprendizagem”. Os pais são parte importante no ensino de seus próprios filhos e a generalização das habilidades também é uma parte principal do ensino. A intervenção compreensiva deveria ser realizada em todos os lugares, em todo momento disponível. Deveriam ser praticados e generalizados em situações naturais. Os programas da ABA são delineados para trabalhar com pessoas em situações de um para um, dando ao indivíduo o máximo de atenção. Os programas enfatizam mais a importância de duas áreas: da imitação e agentividade, porém a mais importante de todas é a motivação.

Texto completo: http://autismoemfoco.googlepages.com

P.E.C.S

Sistema de Comunicação de troca de fotos. O Sistema de Comunicação de troca de fotos foi desenvolvido como pacote de tratamento alternativo / aumentativo que permite que crianças não-verbais e adultos com o autismo e outros défices de comunicação iniciem a comunicação. Resumidamente consiste no mostrar de uma imagem a uma criança/adulto com autismo de forma a esta identificar materialmente o conteúdo presente na imagem (ex. foto de prato=pegar num prato ou comer).

www.pecs.com

FLOORTIME

No Floortime, os pais entram numa brincadeira que a criança goste ou se interesse e seguem aos comandos que a própria criança lidera. A partir dessa ligação mútua, os pais ou o adulto envolvido na terapia, são instruídos em como mover a criança para atividades de interação mais complexa, num processo conhecido como ” abrindo e fechando círculos de comunicação”. O Floortime não separa ou foca nas diferentes habilidades da fala, habilidades motoras ou cognitivas, mas guia essas habilidades propriamente, enfatizando o desenvolvimento emocional. A intervenção é chamada Floortime porque os adultos vão para o chão, para poder interagir com a criança no seu nível e com contacto visual directo (olho no olho).
The “Greenspan” floor time model

Higashi (Terapia de Vida Diária)

A Terapia de Vida Diária, explorada por doutor Kiyo Kitahara na Escola Higashi no Japão, fornece uma educação onde se acentua a educação física vigorosa e as artes. A escola está aberta a estudantes com idades compreendidas entre os 3 e os 22 anos. Estes podem ser autistas ou com desordem de desenvolvimento, com exceção dos pessoas deficiências múltiplas, fisicamente inválidos, retardados mentais severos/profundos, depressivos, ou pessoas com outros tipos de desordens. O método foi desenvolvido no Japão e importado nos EUA. Ele inclui elementos normalmente encontrados na educação de crianças autistas, mas coloca a atenção excepcional ao exercício físico.

www.autismopipa.com.br