autismo alimentaçao

Devido as excitotoxinas terem um papel tão importante no autismo, os pais de crianças autistas devem evitar alimentar as suas crianças com alimentos que contenham aditivos excitotóxicos, tais como MSG, proteína hidrolisada, proteínas de extratos vegetais, proteína de soja ou proteína se soja isolada, condimento natural, etc.

Há muitos nomes disfarçados para alimentos aditivados com glutamato. Um estudo recente igualmente mostrou que há uma interação entre determinados corantes alimentares e glutamato e aspartame que realça a neurotoxicidade significativamente.

Devem igualmente evitar óleos que provocam imune supressão, tais como os óleos ômega-6 (óleos do milho, de soja, de amendoim, de girassol). Hoje em dia, as pessoas neste país comem 50 vezes a quantidade destes óleos imuno supressores do que precisam para a saúde. Enquanto os óleos ômega-3 são saudáveis, o componente de EPA é significativamente imuno supressor e em conseqüência, a ingestão elevada deve ser evitada. Alguns estudos mostraram a função suprimida do linfócito (células de NK) com ingestão elevada de EPA.

É o componente de DHA que tem a maioria dos efeitos benéficos, especialmente com respeito ao reparo do cérebro e a redução inflamatória. O DHA inibe igualmente a excitotoxidade. Como a criança autista tem a inflamação intensa no cérebro, uma combinação de EPA e de DHA é preferível, com um índice mais baixo de EPA (não mais de 250mg).

O leite e os produtos de leite devem ser evitados e os alimentos que contêm a gliadina e o glúten devem igualmente ser evitados. Os alimentos de soja são igualmente responsáveis por um número significativo de alergias a alimentos assim como tem níveis elevados de glutamato, de fluoreto e de manganês.

O fluoreto deve ser evitado, especialmente na água para beber. A água é igualmente uma fonte significativa de alumínio na dieta (se adiciona como um agente de limpeza) e em água fluoretada os complexos do fluoreto com o alumínio dão forma ao composto fluoralumínio altamente neurotóxico.

A grande fonte dietética de alumínio são biscoitos, panquecas, chá preto e guloseimas de confeitaria feitas com fermento químico que podem conter alumínio.

A ingestão baixa de magnésio, que é comum nos Estados Unidos, é associada com os graus mais elevados de inflamação no corpo e com os níveis mais baixos da glutationa. Este fator igualmente aumenta a excitotoxidade, desde que o magnésio é um modulador natural do receptor de glutamato de NMDA. O consumo baixo de magnésio realça extremamente a sensibilidade do receptor de glutamato, agravando a excitotoxidade. O baixo consumo de magnésio igualmente abaixa níveis da glutationa no cérebro, o que aumenta a sensibilidade do cérebro à toxicidade do mercúrio. O maior consumo de magnésio, reduz a inflamação, levanta os níveis da glutationa e reduz a sensibilidade excitotóxica.

Um número grande de flavonóides são neuroprotetores, especialmente contra à inflamação e a excitotoxidade. Estes incluem a curcumina, a quercetina, o ácido elágico, a vitamina E natural, o flavonóide encontrado no chá branco, a teanina, o DHEA e o hesperidin. Todos estão disponíveis como suplementos e a maioria têm um perfil de segurança elevado.

Foods and Supplements For the Autistic Child  – Tradução Cláudia Marcelino

Nutrição Cerebral

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“Nutrição Cerebral” é o novo livro do Dr. Helion Póvoa, o precursor da medicina ortomoleluar no Brasil. Escrito em conjunto com o psiquiatra Juarez Callegaro a nutricionista Luciana Ayer e organizado pela jornalista Lucia Seixas – o livro mostra de que forma a falta de nutrientes no cérebro pode determinar o declínio da inteligência e, conseqüentemente, provocar depressão, doenças neurodegenerativas e até mesmo desvios de personalidade. Para os autores, maiores especialistas brasileiros no assunto, o equilíbrio nutricional do cérebro é a chave do nosso bem-estar. O livro revela como a medicina e a psiquiatria ortomoleculares podem se tornar ferramentas importantes na prevenção dos sofrimentos mentais, através da manutenção e amplificação da inteligência humana. Abaixo um resumo do capítulo 16 que trata da relação que existe entre nutrição e autismo.

Para Crianças Mais Felizes e Bondosas

Chegar ao mundo passando por um gestação tranquila, em que houve boa disponibilidade de nutrientes, é algo que aumenta as chances de felicidade de qualquer ser humano. Entretanto, como a evolução é o grande propósito da natureza, a infância, primeira etapa da vida, oferece uma oportunidade única de reparar eventuais danos da gravidez, para dar origem a uma existência feliz e criativa. A recuperação de danos é realizada, principalmente durante o sono do bebê e por isso os recém-nascidos precisam dormir tanto. Nessa fase o pequeno organismo está sob o predomínio do sistema vago, da acetilcolina, que acumula energia e produz o anabolismo. É a fase em que acontecem a reparações e a finalização da estrutura do bebê, inclusive as cerebrais.
Hoje se sabe que o metabolismo de uma criança é seis vezes mais rápido que o de um adulto. Essa descoberta, inclusive, foi a que deu o Prêmio Nobel ao cientista Pierre Le Compte du Nouy que desenvolveu modelos matemáticos de reparação de danos através de índices de cicatrização de feridas. Esse dado deixa clara a vulnerabilidade da saúde infantil e alerta para diversos perigos, inclusive o uso de medicamentos. Infelizmente, vem-se tornando comum a utilização abusiva de antibióticos e antiinflamatórios em crianças. Quase não se usa na pediatria básica dar lactobacilos para corrigir a flora intestinal das crianças e pouco se considera a importância do zinco para a formação do sistema imunológico e para a absorção e fixação das vitaminas, especialmente a vitamina A, que promove a resistência da pele e das mucosas. Por isso é tão comum que crianças apresentem infecções constantes, como as de ouvido. Na verdade, crianças com depressão imunológica sofrerão durante toda a vida, como se constata hoje na questão do autismo, distúrbio considerado como uma forma de esquizofrenia infantil. Crianças com autismo não conseguem se desenvolver normalmente em suas relações sociais e comportam-se de modo compulsivo e ritualista. Embora seja bem diferente do retardo mental, no autismo não acontece o desenvolvimento normal da inteligência. Preferir estar só é uma característica da criança autista, que não desenvolve intimidade com as pessoas e resiste às mudanças. Tem dificuldade de falar e muitas vezes não fala, assim como nem sempre entende o que lhe é dito. A doença é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas. O autismo costuma surgir por volta dos três anos de idade e com muita frequência em crianças com deficiência de zinco o que as torna muito vulneráveis às infecções. Por isso é muito comum que crianças autistas tenham um longo histórico de antibióticos, que, como sabemos, faz proliferar os microorganismos nocivos a flora intestinal.
Cerca de 50% das crianças autistas possuem a Candida albicans e, à medida que também não possuem zinco, acontece nelas a proliferação de outros germes cujas toxinas prejudicam o metabolismo, com sérios reflexos no cérebro. Além do zinco, outros minerais têm muita importância no autismo, como o cálcio. Na verdade o balanceamento do cálcio com os demais minerais no cérebro é fator de muito peso nessa doença. Existe portanto uma questão nutricional no autismo. Quando se utilizam alimentos no tratamento do autismo – e infelizmente poucos centros psiquiátricos o fazem atualmente –, o que se considera principalmente é a depressão imunológica provocada pela carência de zinco, que é agravada pelo excesso de carboidratos refinados. Como se sabe, esses dois fatores fazem proliferar tanto a Candida albicans como a Clostridium difficile,  cujas toxinas estão envolvidas também em outros distúrbios infantis, como o distúrbio do déficit de atenção (DDA). Como o autismo, o DDA vem aumentando significativamente em crianças nas últimas décadas. E as causas desse distúrbio infantil certamente podem estar nas questões alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína. Quando são absorvidas pelo intestino e passam para a corrente sanguinea, as proteínas mal digeridas do leite e do trigo podem produzir no liquor do cérebro derivados de substâncias estimulantes. É o que provoca a agitação típica do distúrbio do déficit de atenção (DDA) e a hiperatividade. É muito importante o fato de que os distúrbios mentais mais comuns da infância começam a ser relacionados com erros alimentares, e já existem diversas pesquisas provando que a utilização de smart nutrients pode produzir excelentes resultados na reversão de muitos desses distúrbios. No que diz respeito ao DDA, comprovou-se que o uso de ômega 3 associado à restrição de carboidratos refinados, corantes, chocolate, cafeína e gorduras trans e hidrogenadas, que fornecem excesso de ômega 6, pode dar ótimos resultados.
Existe uma relação na incidência da deficiência de ômega 3 como o DDA na infância, a esquizofrenia na adolescência, a depressão na vida adulta e a doença de Alzheimer na velhice.
A verdade é que à medida que aumenta na dieta infantil a quantidade de substâncias que podem gerar uma alteração neurológica, também crescem as chances de disfunções sérias no presente e no futuro. Quanto mais perde energia no lobo frontal, por falta de nutrientes, mais dificuldade a criança terá para adquirir conhecimentos e assimilar as lições que a vida oferece. Um outro cuidado fundamental que se deve ter com a saúde infantil diz respeito aos metais tóxicos. O mercúrio, por exemplo, que ainda aparece na fórmula de muitos agrotóxicos utilizados no Brasil, bloqueia as bombas injetoras que promovem a entrada da vitamina B12 no cérebro, o que pode causar distúrbios psiquiátricos graves também em crianças. Esse é um dado pouco difundido porque muitas pessoas psicóticas costumam apresentar níveis de B12 normais no sangue. Entretanto, quando a dosagem é realizada no liquor, os níveis da vitamina estão frequentemente baixos. O mesmo ocorre com o ácido fólico. Já o chumbo, comprovadamente, causa hiperatividade e DDA. Tal fato é levado tão a sério que em alguns países crianças em idade escolar devem fazer testes para verificar se estão ou não contaminadas por chumbo. Infelizmente essa prática não existe entre nós e muitas marcas de tintas ainda contêm chumbo em sua composição. Também verificou-se a presença do metal na tinta de brinquedos provenientes da China. Em alguns países, como os Estados Unidos, o cuidado com a contaminação por chumbo é tão grande que existe uma fiscalização rigorosa de solos para plantio, já que no passado a gasolina continha chumbo e muitas terras próximas a estrada estão hoje impregnadas com o metal. Também não se admite a construção de parques infantis em áreas contaminadas com chumbo. A relação entre as doenças modernas com os fatores nutricionais é bastante evidente e as poucas civilizações que ainda se alimentam de forma natural a reforçam.
Um componente da alimentação infantil que merece maiores considerações é certamente o açúcar refinado, pois é grave a permissividade com que ele é utilizado. Como vimos, o açúcar refinado faz perder cromo e ainda zinco pela urina, tornando as crianças mais predispostas à depressão e a problemas imunológicos, entre outros. A criança ainda não conhece o sabor dos alimentos e por isso a introdução de açúcar é totalmente desnecessária, assim como o sal nas comidas salgadas. É preciso dar às crianças a oportunidade de experimentar o sabor natural dos alimentos. Quanto melhor a criança se alimenta, maior a disponibilidade de nutrientes benéficos para seu cérebro.
Texto retirado do livro Nutrição Cerebral de Helion Póvoa, Juarez Callegaro e Luciana Ayer

o autismo sobre o olhar da terapia ocupacional

Autor: Ariela Goldstein

Muitas são as abordagens que podem guiar o trabalho do terapeuta ocupacional e são elas que definem seu raciocínio clínico e suas ações com o cliente. A abordagem que utilizamos neste guia é a da Integração Sensorial. A Integração Sensorial é a habilidade do sistema nervoso central de absorver, processar e organizar respostas adequadas às informações trazidas pelos sentidos; é “um processo neurológico que organiza as sensações do próprio corpo e do ambiente, de forma a ser possível o uso eficiente do corpo no ambiente.” Com a abordagem de Integração Sensorial em mente e o conceito de Terapia Ocupacional formado, construímos este guia de orientação para pais de autistas, pois os consideramos parceiros neste trabalho. Os pais são as pessoas ideais para nos dizer sobre como é o dia-a-dia de seu filho, seu comportamento, do que gostam ou do que não gostam. Auxiliá-los a conhecer e entender alguns comportamentos diferentes observados pode ajudá-los a lidar com as dificuldades nas situações do dia-a-dia. Este guia nos ajuda a ter uma visão diferenciada do comportamento do autista, à partir do momento em que passamos a conhecer e perceber melhor o mundo dos sentidos.

Livro: Uma Menina Estranha

uma menina estranhaDepoimento em que Temple Grandin, engenheira e bióloga autista, conta sua história. Foi somente quando já tinha quase trinta anos, por exemplo, que ela conseguiu olhar nos olhos de outra pessoa. É dela a frase que deu título ao livro de Oliver Sacks: “A maior parte do tempo eu me sinto como um antropólogo em Marte”.

Autismo – Cura Xemântica

equoterapia - o menino e o cavalo
TER FILHOS DIFERENTES NÃO É O MAIS IMPORTANTE
IMPORTANTE É AMAR OS FILHOS QUE TEMOS

A Cura Xamânica Guarani é uma poderosa ferramenta espiritual que potencia a sua Evolução e Consciência ao mesmo tempo que melhora o seu bem-estar e saúde física, emocional e mental. Este sistema é usado há 6.000 anos pelos Indios Guaranis da Amazônia, uma das culturas mais antigas do Planeta, pela sua eficácia.
A Cura Xamânica usa a imposição de mãos em conjunto com 28 símbolos sagrados ancestrais para cura de si próprio e de outros seres, sejam seres humanos, animais, plantas e a Terra. Tudo o que existe é energia. Nós como seres humanos somos também energia e influenciamos e somos influenciados por toda a energia que nos rodeia. Os Guaranis não acreditam na doença. Para eles os desequilíbrios são espirituais e são causados por forças externas e internas negativas. Quando essas forças são retiradas, então o corpo físico é libertado e o equilíbrio é restabelecido. Eles acreditam numa Força Maior que é o Amor. E é Amor que canalizam durante um tratamento e que tem um infinito poder curativo. Este sistema utiliza 28 símbolos, sendo que alguns deles destinam-se unicamente ao praticante do Amar o Amor. Este fato demonstra como o Amor-Próprio é uma das principais características deste sistema. Sempre foram colocadas ao dispor da Humanidade ferramentas de trabalho energético e a Cura Xamânica Guaraní é mais uma, sendo, segundo a minha experiência, uma das mais poderosas e eficazes, desde que usada com intenção pura, profundo respeito e Amor.

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Autismo - More than Words

Baixar Livro Mais do que Palavras

Autor: Fern Sussman

Para crianças com Transtorno do Espectro do Autismo, a comunicação é tão importante como para as outras crianças.

No entanto, elas enfrentam desafios especiais, devido ao seu estilo de aprendizagem e preferências sensoriais, o que geralmente torna difíceis a interação e a comunicação.

Felizmente há algumas coisas que tornam mais fáceis para o seu filho todos os tipos de aprendizagem, inclusive aprender a se comunicar.

As idéias deste livro preparam pais para ajudar seus filhos a aprender a interagir e se comunicar, usando situações que ocorrem naturalmente durando o dia.

Conteúdo Livro mais do que Palavras – Autismo

Introdução

1. Saiba mais sobre a Comunicação de seu filho

2. Defina metas usando o que você sabe sobre seu filho

3. Deixe-se conduzir pelo seu filho

4. Participem juntos

5. Promova interações usando Brincadeiras com Gente

6. Ajude seu filho a entender o que você diz

7. Use ajudas visuais

8. R.O.D.A. nas suas rotinas

9. Aproveite a música ao máximo

10. Que venham os livros!

11. Traga os brinquedos

12. Vamos fazer amigos

Fonte: http://omundodepeu.blogspot.com

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Baixar Livro O Autismo não está só na Cabeça

O Autismo não está só na Cabeça

Historicamente o autismo era considerado uma “misteriosa desordem do cérebro”, sugerindo que se inicia e termina no cérebro. Com o resultado de pesquisas de vários centros dedicados ao autismo e o trabalho pioneiro do ARI – Autism Research Institute analizando os comportamentos comuns entre autistas e procurando respostas em exames, emergiu uma perspectiva mais apropriada para o autismo como o cérebro sendo o resultado do funcionamento dos sistemas que envolvem o corpo humano. O autismo seria então o resultado de um organismo bioquimicamente desequilibrado.

Com essa perspectiva e de acordo com muitas pesquisas publicadas, existem 4 condições básicas impactadas no autismo e onde a dieta ajuda diretamente, melhorando assim as condições de como o autismo afeta o indivíduo:

1º Inflamação do intestino e Intestino Permeável;
2º Deficiência de Nutrientes;
3º Aumento de fungos;
4º Metilação e Sulfatação inadequada com aumento de toxicidade.

Vamos analisar um a um, em que afeta o autista e como ajudá-lo a melhorar.

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1º Inflamação do intestino e Intestino Permeável:

Inflamação no intestino pode ser causada por toxinas, alergia ou sensibilidade alimentar e crescimento desordenado de bactérias.
Isto pode causar dores em geral (dores de cabeça, gases, refluxo, azia, má digestão, constipação, diarréia…) que afetam o comportamento: auto-agressão, estereotipias mecânicas como situações variadas onde esteja sempre de bruços ou em posição de feto, beliscões no corpo e nos olhos, bater a cabeça, são sintomas comuns.

- Quando a digestão é pobre, o intestino muito permeável, os nutrientes dos alimentos não são adequadamente absorvidos. Isto leva a deficiência nutricional que pode afetar toda a função celular, inclusive uma baixa função cerebral.

- Opiáceos podem ser criados pela digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas de excesso de opiáceos: pensamentos conturbados e desfocados levando a falta de concentração e dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor, alteração dos sentidos com comportamentos inadequados e irritabilidade.

Como a dieta atua na inflamação intestinal:

Melhorando a digestão, reduzindo a inflamação e recuperando a integridade da mucosa intestinal. O comportamento, a linguagem e uma aparência mais saudável são as áreas onde notamos mais avanços.

Como agir

- Remova os alimentos que inflamam o intestino.
Glúten, caseína, soja, milho e ovos são os mais comuns. Açúcar e óleos refinados também contribuem para a inflamação. Os alimentos exatos que devem ser removidos dependem de exames de alergia alimentar de cada um. Glúten e caseína além de ser os alérgenos mais comuns, pois são largamente consumidos por nossas crianças, quando são retirados melhoram o trânsito intestinal e consequentemente a disponibilidade de nutrientes.

- Introduza alimentos que recuperam a mucosa intestinal.
Óleo de peixe, sementes de linhaça e castanhas em geral, possuem ômega 3 que tem propriedades anti-inflamatórias. Alimentos fermentados também ajudam a recuperar a mucosa.

- Introduza alimentos probióticos e prebióticos
Alimentos fermentados como o kefir e o chucrute, são alimentos que contém probióticos, bactérias do bem que ajudam a reduzir a inflamação e ajudam a restaurar o equilíbrio da flora intestinal.
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2º Deficiência de Nutrientes

A deficiência nutritiva é comum no autista devido a restrição e preferência alimentar, ou a baixa qualidade dos alimentos preferidos e consumidos. Já li vários textos utilizando uma expressão para os meninos de “carboman”, só consomem carboidratos refinados tipo massas e biscoitos.

Processos bioquímicos cerebrais complexos requerem o consumo de nutrientes e estes só estão disponíveis através do consumo da alimentação ou suplementação. Mesmo assim, o sistema gastrintestinal deve estar em bom funcionamento para que o alimento seja devidamente quebrado e absorvido. Para isso é necessário melhorar a digestão e incrementar os valores nutritivos dos alimentos consumidos.

A deficiência de nutrientes provoca uma percepção gustativa alterada e limitada e aliada a presença de metais pesados, provoca uma situação bastante comum no autismo – que é um distúrbio do paladar e onde vemos essas crianças consumirem produtos inapropriados e perigosos como: shampus, sabonetes, colas, tintas, tijolos…

Como agir

- Aumentando a qualidade e digestibilidade dos alimentos. Aumente a qualidade nutritiva praticando a pirâmide alimentar bem variada com os alimentos que fornecem realmente blocos construtores para o organismo.
Deixar grãos de molho aumenta a digestibilidade dos mesmos.

- Disfarce os vegetais para as “crianças difíceis”. Muitas crianças com autismo são difíceis de aceitar novos alimentos. Você pode esconder os vegetais em formas de purê em alimentos como: almôndegas, hamburgueres, molhos, muffins, panquecas, feijão…
Se for necessário, volte no tempo e vá apresentando os alimentos como se faz com um bebê. A comunidade Alimentação e Saúde Infantil tem dicas e cardápios valiosos.

- Adicione suplementação. As enzimas digestivas ajudam a quebrar os alimentos e deixar os nutrientes disponíveis para serem absorvidos. Através de um exame de fezes muito simples chamado coprologia funcional, seu médico pode saber quais alimentos não estão sendo devidamente processados e passar enzimas específicas de acordo. Você também pode suplementar com um complexo geral de multi enzimas. Mesmo assim, ainda pode ser difícil consumir os níveis terapêuticos adequados de nutrientes. Suplementar com multivitâminico, minerais, aminoácidos, ômegas, pode ser necessário.
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3º Aumento de fungos

Fungos são micro organismos poderosos que afetam o nível de energia, a claridade de pensamentos e a saúde intestinal. Quando há o crescimento desordenado de fungos, as toxinas produzidas entram na corrente sanguínea e seguem até o cérebro onde podem provocar sintomas como: alienação, falta de clareza mental e comportamento viciado. O crescimento de fungos é detonado pelo uso de antibióticos ou devido a um sistema imunológico desequilibrado e gera uma inflamação intestinal que requer persistência para ser controlada.

Como agir

- Retire os açúcares. A disbiose intestinal é medida através de exames num índice que vai de 1 a 5. Quando o indivíduo apresenta um índice menor que 4, geralmente reduzir drasticamente o consumo de açúcar e carboidratos refinados, aliados a procedimentos de melhora da digestão e aumento de probióticos, é o suficiente para controlar a situação. Quando a disbiose é maior que 4, geralmente é necessário tomar decisões dietéticas mais complexas. Até mesmo o açúcar de frutas, especialmente frutas secas e em sucos, pode ser um problema sério para alguns.

- Retire o fermento. Alimentos que contém fermento (fermento é fungo) como: pães, uvas, ameixas, carnes maturadas e vinagres, alimentam os fungos e devem ser removidos.

- Retire os amidos. Algumas famílias escolhem seguir a Dieta dos Carboidratos Específicos que elimina os amidos como: batatas, milho e grãos. Amidos se transformam em açúcar no organismo e alimentam as bactérias do mesmo jeito.

- Adicione alimentos fermentados. Alimentos fermentados contém bactérias probióticas vivas que combatem as bactérias patogênicas e ajudam a restaurar a integridade intestinal.

- Aumente a imunidade. Um tratamento com suplementos para aumentar a imunidade corporal, com acompanhamento médico, pode ser benéfico. Desta forma diminue-se a necessidade de consumo de medicação e antibióticos que fazem piorar ainda mais a situação.
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4º Metilação e Sulfatação inadequada com aumento de toxicidade

Metilação, Transulfatação e Sulfatação é um conjunto de atividades bioquímicas que não funcionam bem em muitas pessoas com autismo. Quando a metilação não funciona adequadamente, os neurotransmissores não podem ser metilados, portanto não são “ativados” como deveriam ser, aumentando ou detonando sintomas como: ansiedade, depressão, déficit de atenção e problemas com o sono.

Quando o processo de sulfatação não funciona bem, não é adequado, as toxinas e as químicas provenientes do ambiente e do consumo alimentar como: alumínio, mercúrio, glutamato, e toda sorte de ingredientes artificiais, não são eliminadas corretamente, provocando um acúmulo no organismo. A sulfatação inadequada enfraquece a barreira hemato encefálica e essas toxinas podem chegar até o cérebro e causar sintomas como: irritabilidade, agressão, hiperatividade e comportamento auto-lesivo. Além de aumentar as possibilidades de danos celulares e cerebrais.

Como agir

- Remova os alimentos que contém fenol.
Fenóis são encontrados em aditivos alimentares derivados do petróleo como: todos os corantes artificiais, sabores artificiais e preservativos. Até mesmo os fenóis de origem natural, chamados de salicilatos, presente nos alimentos tanto de origem convencional ou orgânica, devem ser eliminados quando uma séria deficiência de sulfatação é constatada. A lista de alimentos com salicilatos é grande e inclui alimentos como: uvas, pêssegos, cerejas, morangos, amoras, maçãs, amêndoas, mel …

- Evite os aditivos químicos.
Além dos preservativos, corantes e sabores artificiais como já citado, a retirada do glutamato monosódico, aspartame, nitritos e nitratos é crucial.

- Evite as toxinas provenientes da preparação dos alimentos.
O nível de toxina ingerido pode ser ainda maior com o uso de panelas de alumínio, enlatados, alimentos feitos em microondas com a utilização de recipientes plásticos ou armazenados em caixas plásticas.

- Dê preferência aos orgânicos.
Existem pesquisas comprovando que alimentos orgânicos tem maior quantidade de nutrientes do que os convencionais, além de você ficar livre de pesticidas e alimentos geneticamente modificados, ou antibióticos e hormônios quando come carne orgânica, aves e ovos caipiras.

- Adicione alimentos que dão suporte ao fígado.
Os antioxidantes dão suporte ao trabalho do fígado: beta caroteno, vit. A, C, E, B, ácido fólico e selênio. Alimentos ricos em enxofre são especialmente benéficos no processo de desintoxicação feito pelo fígado: brócolis, repolho, couve-flor…
Temperos como a canela e a curcuma também ajudam o fígado. A glutationa é um poderoso antioxidante e naturalmente abundante no fígado. Alimentos que dão suporte a níveis adequados de glutationa são: aspargos, melancia, brócolis, a erva silimarina, papaya e abacate.

- Aumente a Metilação e Sulfatação através de suplementação.
Doadores de metil e suplementos que dão sustentação ao processo de transulfatação, devem ser considerados. Vit. B12, folato, B6, DMG, TMG, magnésio e zinco são importantes nesses processos. Determinar quais suplementos são necessários, através de um acompanhamento médico e adicioná-los, pode ser de grande ajuda para reduzir o impacto do autismo.
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COMO COMEÇAR? COLOCANDO A DIETA EM PRÁTICA

Quanto mais lenta a mudança, mais segura você se sentirá e mais duradouras serão estas mudanças. A proposta é de reeducação alimentar seguindo os moldes das explicações anteriores Você pode começar por onde quiser e se sentir mais confortável, mas um bom roteiro seria:

1º- Retire toda a alimentação vazia.
Balas, pirulitos, refrigerantes, caramelos, jujubas, gelatinas, salgadinhos (amendoins confeitados, cheetos, doritos, baconzitos), pipocas… Pra quê serve tudo isso? Você estará fazendo um grande favor a seu filho!!
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2º- Higienize sua cozinha

Troque as panelas de alumínio por panelas de inox, vidro, ou ágata (estas devem ser mantidas sempre em perfeitas condições). Panelas de barro também são boas opções, mas não são práticas para a vida moderna.

-Utilize somente água mineral tanto para beber como para preparar os alimentos. O tratamento de água das grandes cidades inclui grandes quantidades de cloro para esterilizar a água, só que o cloro também esteriliza nossos intestinos, matando tanto as bactérias más quanto as boas deixando-nos sem defesas.

- Substitua a pasta de dentes com flúor por outra marca sem flúor. O flúor é altamente neurotóxico e não é raro ver autistas que comem pastas de dentes, meu filho era um. A água de muitas cidades também apresentam altos índices de flúor.

- Evite o uso do microondas ao máximo. Não cozinhe em materiais plásticos.

- Não armazene alimentos em potes plásticos, especialmente se estiverem quentes. O calor desprende toxinas do plástico que se transferem para os alimentos. Existem no mercado potes em inox ou vidro para armazenar os alimentos.
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3º- Diminua o uso dos alimentos industrializados

Diminua drasticamente o uso de alimentos industrializados ou exclua-os da dieta completamente, isto seria o ideal. Esses alimentos seriam: hambúrgueres, salsichas, embutidos, enlatados, sorvetes, nuggets, envazados do tipo: sopas de pacotinhos, caldos knorr, comidas prontas para ir ao forno, sucos de caixinhas e garrafas… Existem ótimas receitas substitutas de todas estas guloseimas e você pode congelá-las para facilitar o dia-a-dia.
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4º- Diminua o consumo de açúçar

Quando falamos no consumo de açúcar, não estamos falando apenas do açúcar branco, mas também e principalmente do consumo de carboidratos refinados: biscoitos, pães, pizzas, massas em geral, bolos, cereais matinais…

- Aumente o consumo de “comida verdadeira” e estabeleça horários definidos para 6 refeições diárias: café da manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia. Assim você diminuirá a falta de bobagens e a vontade de consumir alimentos inadequados.

- Aproveite este estágio para apresentar novos alimentos ao seu filho. Pode ser difícil, mas não desista. Até mesmo as crianças neurotípicas tem muitas dificuldades em aceitar novos sabores e texturas. Há pesquisas em que crianças precisam ser apresentadas a diferentes alimentos em média de 15 vezes antes de aceitá-lo. Persistir sem se descabelar é o lema.
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5º- Substitua o açúçar

Substitua o açúcar branco por stévia pura. Em alguns casos e ocasiões, pode-se utilizar açúcar mascavo orgânico ou mel direto do produtor, sem processamento industrial. Nesses casos, não ultrapasse o limite de 4 colheres de chá por dia no total.

- Não esqueça que em casos sérios de disbiose intestinal, procedimentos mais restritos em relação ao açúcar devem ser tomados. Nestes casos, há recomendações de dietas mais apropriadas.
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6º – Retire todo o leite animal e seus derivados

Substitua o leite animal por leite vegetal, tanto o leite consumido puro, como o leite utilizado na fabricação de outras receitas.
O leite utilizado em receitas é mais fácil de ser substituido.
Quando a criança bebe muito leite e é difícil de aceitar uma troca, a forma mais fácil é ir misturando o leite vegetal ao leite animal aos poucos, para ela ir se acostumando ao gosto, até que você consiga retirá-lo por inteiro.
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7º- Retire os alimentos com glúten

O glúten é encontrado em alimentos feitos com trigo, aveia, cevada, malte, centeio. No Brasil é fácil identificá-los pois todos os rótulos devem ter escrito se o alimento contém ou não contém glúten. Também existem ótimas receitas com todo tipo de pratos sem glúten. As opções de alimentos comprados prontos estão crescendo. Nossos grandes aliados são as lojinhas de produtos naturais. Se não encontrar os produtos que deseja, sugira ao dono ou gerente que passe a comercializá-los, muitos irão agradecer suas dicas.

Fonte:  http://blog.agencialumini.com / texto: Cláudia Marcelino

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Criado entre professores especializados e pais que definitivamente não sabem lidar com suas necessidades especiais, Christopher Boone tem 15 anos e sofre de Síndrome de Asperger, uma forma de autismo. Adora listas, padrões e verdades absolutas. Odeia amarelo e marrom e, acima de tudo, odeia ser tocado por alguém. Christopher nunca foi muito além de seu próprio mundo, não consegue mentir nem entende metáforas ou piadas. É também incapaz de interpretar a mais simples expressão facial de qualquer pessoa. Um dia, Christopher encontra o cachorro da vizinha morto no jardim, é acusado do assassinato e preso. Depois de uma noite na cadeia, decide descobrir quem matou Wellington, o cachorro, e escreve um livro, relatando suas investigações.

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Estratégias Práticas para Pais e Profissionais
Esta obra sobre os cuidados com a criança autista é um recurso ideal para as famílias e também para os profissionais que trabalham com eles. Em linguagem clara e simples, os autores explicam a natureza dessa condição e suas variações, e abordam problemas comuns vivenciados em atividades do cotidiano como comer, dormir e ir ao banheiro. Além disso, sugerem estratégias para lidar com crises repentinas de raiva ou mau humor, e apresentam alternativas para melhorar as aptidões sociais e de comunicação.
Com base em pesquisas atuais e muitos exemplos de casos, os autores analisam, passo a passo, cada problema e suas causas, propondo várias soluções.

Sobre os autores

Chris Williams é psicóloga clínica infantil e consultora.
Barry Wright é psiquiatra infantil e de adolescentes e também consultor.

Ambos trabalham no NHS em York. Atuam em sua profissão e trabalham com crianças portadoras de transtornos do espectro do autismo e suas famílias há mais de 10 anos. Trabalham em conjunto com uma equipe multidisciplinar na avaliação, diagnóstico e intervenção, e lidam com crianças e jovens da primeira infância ao início da vida adulta portadores de autismo em vários graus. Gostam, sobretudo, de desenvolver e usar uma faixa abrangente de intervenções para apoiar as famílias nesse processo e ajudar seus pacientes a solidificarem seus pontos fortes.

nascido em um dia azul

Daniel Tammet nasceu em Londres a 31 de Janeiro de 1979. Uma quarta-feira. E todas as quartas-feiras são, para ele, azuis. Daniel gosta da data do seu nascimento, porque é constituída pelos números mais belos: os números primos – 31, 19, 197, 97, 79, 1979 – apenas divisíveis, em resto 0, por 1 e por si próprios.

Daniel vê estes números como seixos numa praia, todos diferentes – e é assim que os reconhece. Muitos seixos juntos acabam por pintar uma paisagem única, de formas, texturas e cores. E foi assim que conseguiu decorar, visualizando, a maior sequência do número Pi dita por um ser humano. Pi – a razão do perímetro de uma circunferência em relação ao seu diâmetro – parece ser infinito, e esse fato torna-o num mistério e num desafio para a comunidade científica. Daniel esteve em Oxford, a debitar, para juízes e audiência, durante cinco horas e nove minutos, uma sequência de 22.514 dígitos de Pi sem nenhum erro.

Daniel Tammet cumpriu este desafio para chamar a atenção e angariar fundos para o acompanhamento e investigação do autismo. É que ele próprio teve muita dificuldade em conseguir atar os sapatos – e em vencer a barreira do desagradável som do escovar dos dentes. É incapaz de conduzir um carro

Em criança, o isolamento das outras crianças e a dificuldade em comunicar eram já a marca do seu autismo, agravado pelas crises de epilepsia. Daniel convive com uma forma suave do autismo – a síndrome de Asperger - com a particularidade de se revelar ainda, nele, como o síndrome do Savant. Operações que envolvam cálculos matemáticos são feitas no seu cérebro desde muito pequeno, através de relações que – isto é que torna o caso de Daniel, entre outros fatos, extraordinário – ele consegue explicar, e que lhe surgem como visualizações.

O amor incondicional e encorajamento dos seus pais, a par de uma necessidade de ter uma vida independente leva-o a oferecer-se como professor de inglês, para comunidades desfavorecidas. É enviado para um dos países mais carentes ex-repúblicas soviéticas: a Lituânia. Rapidamente aprende o lituano.

Daniel Tammet exprime-se ainda em francês, alemão, espanhol, islandês (que aprendeu numa semana) e esperanto. E inventou uma Língua: o Mänti – que se desenvolve como uma árvore de conceitos. Criou, juntamente com o seu companheiro de vida, o site OPTIMNEM , onde propõe tutorias linguísticas.

Para Daniel, o importante não é viver com os outros, mas viver entre os outros. Uma viagem – guiada pelo próprio – ao interior de uma das mais fascinantes mentes dos dias de hoje. Nascido num Dia Azul é uma história exemplar de sucesso, que começa na pequena infância, quando Daniel era incapaz de fazer amigos e era gozado pelos outros, até à idade de jovem adulto, em que aprendeu já a controlar-se e a viver de forma independente, se apaixonou, experimentou uma conversão religiosa ao cristianismo e, mais recentemente, se tornou uma celebridade.