Leite e Creme de Amaranto

Leite de AmarantoO AMARANTO é rico em proteínas, nos aminoácidos lisina e metionina, tem três vezes mais fibras e ferro do que a aveia; potássio, fósforo, magnésio e vitaminas A, K, B6 e C e E o que a torna uma farinha bem nutritiva. É uma excelente fonte de cálcio. Ótimo para as pessoas que fazem dieta com restrição de lácteos.

O leite de amaranto é um leite básico assim como o leite de arroz sem graça para ser consumido puro, mas uma ótima base para fazer render os leites de coco, de amêndoas e de castanhas por exemplo.
Percebam que a aparência do leite é translúcida e amarelada.

Mas o melhor pra mim desta receita é o mingau com as sobras do amaranto. Claro que um cereal tão rico em nutrientes e caro, não pode ir para o lixo de jeito nenhum!

Este mingau pode ser servido em grande quantidade e quentinho como um mingau mesmo;
Pode ser colocado em potinhos individuais e servido gelado como sobremesa acompanhado ou não de sorvete;
Pode servir de cobertura para os waffles e para as panquecas;
Ou ainda pode ser servido como um delicioso creme para passar no pão!
Fica bom demais de qualquer jeito!

Leite de Amaranto:

- 1 xícara de grãos de amaranto;
- 8 xícaras de água;
- 1 pitada de sal.

Modo de fazer:

1º Em uma panela coloque o amaranto, o sal e 5 xícaras de água. Leve ao fogo e cozinhe por 20 minutos.

2º Retire do fogo, adicione as 3 xícaras de água restante e leve ao liquidificador. Bata no modo pulsar várias vezes até engrossar o caldo. Não bata muito, se bater demais fica com consistência mais grossa parecendo com amido.

3º Passe por um pano de algodão e exprema bastante para sair todo o líquido. Está pronto para uso. Pode guardar em geladeira por 4 dias.

cereal matinal amaranto
Mingau de Amaranto:

- A papa de amaranto que sobrou do leite;

- 1 xícara de leite vegetal, qualquer um de sua escolha;

- 1/2 xícara de açúcar ou o seu substituto (mascavo, demerara, glicose de mandioca, agáve, xylitol ou adoçante);

- 1 colher de chá de canela em pó;

- 1 colher de chá de baunilha;

- 1 maçã picadinha;

- 1/3 de xícara de passas sem sementes inteiras ou levemente trituradas.

Modo de fazer:

Ponha tudo em uma panela e cozinhe até formar um mingau. Sirva quente, morno ou gelado conforme as sugestões acima.

Cozinha Sem Glúten e Sem Leite by Claudia Marcelino is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil License.

sgsc

O tratamento do autismo, uma síndrome complexa que prejudica a capacidade de comunicação e interação social dos portadores, frequentemente consiste de uma série abrangente de programas educacionais, terapias e tratamentos comportamentais. Várias intervenções nutricionais também tem sido sugeridas, como a restrição de alguns alérgenos alimentares, o uso de probióticos e de suplementos nutricionais. Uma das intervenções atualmente mais populares, no entanto, é a dieta sem glúten e sem caseína (dieta SGSC) a qual, como o próprio nome diz, elimina todas as fontes de glúten (presente no trigo, cevada, centeio e aveia) e caseína (presente no leite e derivados) da alimentação. uma das hipóteses principais sobre os benefícios da dieta se baseia na idéia de que alguns dos sintomas autísticos possam ser consequência de um excesso de opióides (substâncias química com ação similar a da morfina) no organismo. A hipótese postula que a maior permeabilidade intestinal frequentemente observada em autistas permitiria que grandes peptídeos resultantes da digestão incompleta do glúten e da caseína – possam cruzar a membrana intestinal. Estes peptídeos poderiam atuar como os opióides produzidos naturalmente no organismo, entrando na corrente sanguínea e então alcançando o sistema nervoso central e que o excesso de opióides no sistema nervoso central poderia produzir alguns dos sintomas observados em indivíduos autistas. Assim, a retirada do glúten e da caseína da dieta produziria a melhoria dos sintomas em alguns dos portadores.

Os resultados de estudos científicos para investigar os efeitos da dieta SGSC na melhoria dos sintomas ainda são preliminares, uma vez que seria necessário ainda um maior número de participantes, bem como controles mais rigorosos da adoção da dieta pelos participantes e medidas diagnósticas padronizadas dos sintomas para que conclusões mais definitivas possam ser tiradas. Seguem abaixo os principais resultados:

Em um estudo conduzido em 2003, o qual envolveu 50 crianças com autismo, revelou (através de análises sanguíneas) que um número significativo destas crianças tinham anticorpos contra o glúten (gliadina) e a caseína (ou seja, havia uma reação auto-imune na presença destas substâncias)
- Em outro estudo envolvendo 20 participantes, demonstrou-se que embora mudanças tenham sido observadas nos dois grupos, o grupo de crianças autistas que adotou a dieta SGSC apresentou melhorias significativas no comportamento, cognição não verbal e coordenação motora em relação ao grupo de crianças que adotaram uma dieta padrão (com gluten e caseína).
- Finalmente, um estudo publicado no Journal of Autism and Related Disorders envolvendo 13 crianças e controles mais rigorosos analisou os efeitos da adoção da dieta por 12 semanas. Este estudo mostrou que, embora tenham sido observadas melhoras pontuais na linguagem e comportamento, não houveram diferenças significativas quando se comparam os sintomas do grupo de crianças seguindo ou não a dieta. É interessante notar, no entanto, que 7 das 13 famílias que participaram do estudo (e adotaram a dieta SGSC) notaram melhorias nos sintomas, diminuição da hiperatividade, melhoria na linguagem e menor frequência de comportamentos repetitivos, as quais, por seu caráter mais subjetivo, não foram consideradas pelos pesquisadores na análise dos resultados. Os autores reconhecem que um período mais longo do que 12 semanas possa ser necessário para que as melhorias se tornem mais aparentes.

Embora os resultados científicos ainda sejam preliminares e mais estudos ainda sejam necessários, a dieta SGSC possa ser uma possibilidade promissora de tratamento, porém as famílias e profissionais devem avaliar com muito cuidado todos os prós e contras da adoção da dieta antes de implementá-la:

  • A família terá condições de proporcionar à criança os alimentos sem glúten e sem caseína, frequentemente mais caros?
  • Há compromisso, de pelo menos um dos familiares, de manter registros precisos da alimentação do portador e possíveis mudanças nos sintomas?
  • Será possível manter a adoção rígida da dieta pelo portador em casa, e mesmo fora dela (como por exemplo na escola, em viagens, etc)?
  • Qual o estado de saúde da criança? Como este será monitorado (isto é importante, pois há registros de perda óssea e deficiências de aminoácidos em crianças que seguiram a dieta SGSC, indicando que o estado nutricional da criança deve ser acompanhado e em alguns casos, suplementos nutricionais e vitamínicos possam ser administrados pelo pediatra e / ou nutricionista)
  • · A criança tem um repertório alimentar já restrito o qual, se limitado ainda mais pelo dieta, poderia comprometer seu estado nutricional?

CMC para substutuir o glúten

CMC

CMC (substitui o glúten)

O glúten é uma proteína presente no trigo (mas não somente no trigo) e que dá maciez e elasticidade as massas tradicionais.
Como as nossas farinhas não tem glúten, os produtos tendem a esfarelar, secar e serem mais densos do que os seus correspondentes com glúten originando produtos massudos e pesados porque a massa não dá liga.
Para tentar minimizar o problema, precisamos de um agente aglutinante e espessante.
É aí que entra o CMC, um produto que desempenha este papel e relativamente fácil de ser achado.
Desta forma os produtos feitos em casa tem um aspecto mais comercial e bem cuidado, equivalendo as suas versões “normais” mais leves e macios.

C.M.C é  abreviatura de carboximetilcelulose um polímero hidrossolúvel derivado de celulose para uso alimentar. O produto é apresentado na forma de pó e tem coloração ligeiramente amarelada.
O C.M.C. tem como propriedade principal uma grande capacidade de absorção de água.
O produto funciona primordialmente como espessante neutro, porém é também emulsificante, agente de suspensão homogenizante e aglutinante. É utilizado em vários alimentos pela indústria alimentícia como bolos, sorvetes, cremes, glacês.

Em grandes cidades como o Rio e São Paulo, é possível achar o CMC a granel, rende mais e é bem mais barato, em lojas como a Casa Pedro http://www.casaspedro.com.br/ .
É assim que compro e estoco como na foto acima.

Em cidades menores é possível achar o CMC comercializado pela arcolor http://www.arcolor.com.br/ em lojas que vendam material para boleiras e produção de doces.
Para quem tem problemas de achar o CMC mesmo com todas as dicas, a opção que sobra é comprar a goma xantana na Sabor Alternativo, eles enviam pra qualquer parte do Brasil.

Não tem jeito, ou usa um,ou usa outro, nas mesmas quantidades.

Até mais!

Fonte: Cozinha Sem Glúten e Sem Leite by Claudia Marcelino is licensed under CC BY-NC-SA 2.5