Levedura e Fungos Autismo e Asperger

Levedura e Fungos Autismo e Asperger

Controle das Leveduras e Fungos no Autismo e Asperger

Em caso de autismo ou síndrome de asperger, é importante o controle das leveduras e fungos tratando assim a permeabilidade do intestino para fazer a restauração da flora bacteriana, para evitar que as proteínas passem diretamente para o sangue pois algumas delas interferem a nível imunológico.

As leveduras e as bactérias vivem juntas no trato intestinal e não é surpreendente que algumas vezes haja tanta sinergia como cooperação e competição entre as espécies.

Por exemplo, os estudos têm mostrado que a Candida Albicans mantém o estabelecimento de infecção pelo Staphylococcus aureus em ratos. Além disso, o tratamento da proliferação bacteriana com antifúngicos leva à proliferação bacteriana, se as bactérias benéficas não forem usadas ao mesmo tempo.

Além disso, tem se mostrado que a E. Coli, uma bactéria intestinal comum e o Saccharamyces podem trocar informações genéticas através de uma peça de DNA chamada de plasmídeo, levando a possibilidade de que uma maquiagem genética de fungos comuns podem eventualmente ser contaminados pelos genes das bactérias intestinais. Um efeito inibitório das bactérias Pseudomonas no crescimento bacteriano tem sido relatado e pode ser avaliado como uma terapia potencial, se uma espécie adequada e segura deste bacteriário puder ser desenvolvida.

Tratamento do Autismo

Tratamento do Autismo

Existe uma epidemia de autismo?

Dr. Bernard Rimland, Ph.D.D., do Instituto de pesquisa sobre autismo, fez a seguinte pergunta: “Existe uma epidemia de autismo?” Seus dados mostrados na Tabela 1 mostram que, entre 1965 e 1969, somente 1 % dos pais que o contataram lhe perguntaram a respeito de autismo em crianças abaixo de três anos. Porém, entre 1994 e 1995, este número aumentou para 17%. Presumivelmente, este aumento de porcentagem pode ser atribuído a 2 fatores: 1) um maior conhecimento sobre autismo por parte dos médicos e pais, levando a um diagnóstico mais precoce e/ou 2) uma maior incidência de autismo numa faixa etária mais jovem. Além disso, uns grandes números de profissionais, incluindo pediatras e psiquiatras especializados em autismo, verificaram um aumento da incidência do autismo. O Dr. William Crook , um pediatra que iniciou sua carreira em 1950, apesar de conhecer os sintomas de autismo desde aquela época, não encontrou nenhum caso de autismo até 1973 ( em 24 anos depois de ter começado sua carreira). Depois disso, ele sentiu que a incidência de autismo aumentou muito. Muitos outros profissionais que trabalham no campo do autismo, pensam que houve um aumento na incidência desse transtorno. O conhecimento desse aumento é crítico para determinar se o autismo é causado por fatores genéticos ou ambientais. Se o autismo fosse causado por fator genético, a incidência deveria ser constante. Além disso, a porcentagem de indivíduos com autismo em uma faixa etária particular deveria ser a mesma. Assim, se a incidência de autismo em crianças com três anos é de 1/1000, a incidência de autismo em indivíduos com 50 anos deveria ser a mesma.

Ano

% menor que 3 anos

Numero

1965-69

1

919

1970-79

5

4184

1980-89

5

4018

1990-93

8

6785

1994-95

17

13916

Felizmente, dados semelhantes têm sido relatados na Islândia (2). A Islândia é um país ideal para esta avaliação, já que uma única instituição confirmou todos os casos de autismo em todo o país e que os pesquisadores pessoalmente confirmaram todos os casos diagnosticados, a variabilidade dos dados é minimizada. Os investigadores verificaram que a incidência de autismo dobrou nos últimos 20 anos. Além disso, a relação homem/mulher aumentou significativamente no mesmo período. Este estudo é extremamente importante, pois mostra que outros fatores, além da genética, podem estar causando autismo. Quais poderiam ser esses fatores não genéticos?

Dados mais atualizados mostram a incidência extraordinária de casos de autismo em todos os estados norte americanos.

Incidência de Autismo derivada do Departamento de Educação Especial dos Estados Unidos.

Kontstantareas e Homatidis (3), da Universidade de Guelp em Ontario ao Canadá, encontraram uma alta correlação entre a prevalência de infecção no ouvido e incidência de autismo. Eles verificaram que quanto menor uma criança sofria de uma infecção no ouvido, maior a probabilidade que essa criança sofreria de uma forma mais severa do autismo. Eles também descobriram que o aumento da incidência de infecções no ouvido estava associado às formas mais severas, ao invés de formas mais leves do autismo. Muitos estudos semelhantes têm sido aceitos no campo do Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Estes estudos também mostram que a infecção no ouvido numa fase precoce da vida resulta em uma incidência muito maior de Hiperperatividade (4-8). Roberts e Cols (4) relatam que a otite média recorrente durante a infância esteve correlacionada com o aumento da distração dos estudantes, posteriormente na vida. Outros estudos (5-8) correlacionam a otite média recorrente com índices de inteligência (QI) aumento da repetição escolar, aumento do déficit de atenção e problemas de comportamento na escola.

Os grupos de pesquisas tanto do autismo quanto do TDAH assumem que esse desenvolvimento anormal é causado pela dificuldade auditiva causada pela infecção de ouvido. Minha interpretação destes fatos é que o desenvolvimento anormal é causado por subprodutos anormais das leveduras e bactérias resistentes que são absorvidas pelo intestino, causadas pelo uso excessivo de antibióticos. Os últimos capítulos tratarão deste problema com maior detalhe.

Fonte: livro ”Tratamento Biológico do Autismo e TDAH” Dr. William Shaw

Site: www.autismoinfantil.com.br

metais toxicos

Quelação
(Ou desintoxicação de metais pesados)
Trata-se de uma terapia simples e utilizada há vários anos com muito sucesso por milhares de famílias nos Estados Unidos e Europa.  Consiste num protocolo de administração de agentes queladores, produtos capazes de se agregarem a minerais tóxicos e excretá-los do organismo através das fezes e urina.

Autismo x Mercúrio
A terapia de quelação tem demonstrado excelentes resultados em indivíduos autistas.  Já é sabido que os autistas tem uma predisposição para reter mercúrio no organismo provocando sérios danos principalmente ao sistema nervoso central.  O mercúrio é a segunda substância mais tóxica do planeta, e tem por característica se instalar no cérebro.  Daí a importância de se desintoxicar o organismo.  A terapia dura em média de 6 meses a 2 anos, dependendo da quantidade de mercúrio acumulado no cérebro.

Agentes Queladores
E consiste basicamente na administração de agentes queladores como ALA (alpha lipoic acid) que é um antioxidante e/ou DMSA (

dimercapto succinic acid).   Muitos pais decidiram por não utilizar o DMSA devido ao risco de danos ao fígado.   Nos EUA o ALA é vendido sem receita médica, podendo ser adquirido em supermercados, lojas de vitaminas e farmácias.   Já o DMSA é de uso controlado e necessita de receita médica para ser adquirido.

Thimerosal x Vacinas
Já é sabido que os autistas são mais sensíveis a certos agentes tóxicos do que outras, em especial ao mercúrio, utilizado em vacinas infantis sob a forma de Thimerosal que é usado como conservante em vacinas múltiplas (mais de uma vacina num mesmo frasco), vacinas multidose (várias doses extraídas de um mesmo frasco), vacinas para gripe, sprays nasais, etc.   Nos Estados Unidos, desde 2001 está proibida a produção de vacinas contendo Thimerosal como conservante.

Quelação no Brasil
No Brasil, esta terapia ainda é nova, enquanto que em outros países já é utilizada com muito sucesso já há alguns anos. Os profissionais indicados para acompanhamento seriam os chamados médicos ortomoleculares, porém não conhecemos no Brasil profissionais desta especialidade que sigam os protocolos DAN (DAN Protocol) e Protocolo Andy (Andy Protocol) amplamente utilizados nos Estados Unidos.

Exames
A partir da realização de exames como o mineralograma (feito com amostras de fios de cabelo) e outros de sangue e fezes pode-se fazer a contagem do nível dos minerais, essenciais, etc. presentes no organismo.   E com isso determinar a necessidade ou não de agentes queladores e/ou compostos vitamínicos específicos.  É recomendado o acompanhamento médico para verificar o progresso na desintoxicação, o que normalmente consista na realização de exames de fezes e urina para detectar o que (minerais tóxicos) e quanto está sendo excretado.

Nos Estados Unidos
O tratamento está sendo amplamente utilizado nos EUA com muito sucesso.  Crianças autistas tem apresentado melhoras significativas no seu quadro geral, muitas delas, inclusive, voltando a falar e recuperando outras habilidades relacionadas ao desenvolvimento, chegando até mesmo a deixarem de ser “rotuladas” com autistas.

Para maiores detalhes sobre assuntos relacionados a quelação, tais como: mineralograma, regras de contagem, protocolo, lista de médicos, etc. basta clicar nos links.


Nota:
As informações aqui constantes não representam aconselhamento médico, refletem única e exclusivamente a opinião do autor.  Para esclarecer suas dúvidas ou recomendar tratamento, sugerimos que procure um profissional.

Fonte: http://www.autistas.org

equoterapia 3

O uso do cavalo como instrumento facilitador na fonoaudiologia

Por: Tatiana Lermontov

A Equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de Saúde, Educação e Equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou de necessidades especiais (ANDE, 1999). O cavalo é utilizado como um meio de se alcançar os objetivos terapêuticos. Ela exige a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e de todas as articulações. O movimento rítmico, preciso e tridimensional do cavalo, que ao caminhar se desloca para frente / trás, para os lados e para cima / baixo, pode ser comparado com a ação da pelve humana no andar, permitindo a todo instante entradas sensoriais em forma de propriocepção profunda, estimulações vestibular, olfativa, visual, auditiva e cinestésica. O praticante da equoterapia é levado a acompanhar os movimentos do cavalo, tendo que manter o equilíbrio e coordenação para movimentar simultaneamente tronco, braços, ombros, cabeça e o restante do corpo, dentro de seus limites. O movimento tridimensional do cavalo provoca um deslocamento do centro gravitacional do paciente, desenvolvendo o equilíbrio, a normalização do tônus, o controle postural, a coordenação, a redução de espasmos, respiração, e informações proprioceptivas, estimulando não apenas o funcionamento de ângulos articulares, como o de músculos e circulação sangüínea. Na fonoaudiologia sabemos que para produção da fala (condução da linguagem) precisamos ter um tônus postural adequado, padrões normais de movimento, ritmo, posicionamento correto de cabeça e corpo, controle respiratório, coordenação fono-respiratória. O movimento tridimensional do cavalo influencia diretamente em músculos do controle postural, nos músculos da cavidade oral, nos músculos da laringe e nos músculos da respiração. Portanto, temos a ação direta do cavalo favorecendo na adequação de tônus, da postura, da sensibilidade, da propriocepção e da respiração. Em paralelo, temos o profissional de fonoaudiologia atuando na equipe de Equoterapia. Com seus conhecimentos ele vai procurar adaptar os exercícios da sua área para a sessão de Equoterapia, de acordo com as necessidades de cada paciente, aproveitando a estimulação no meio ambiente e do cavalo, proporcionando uma terapia lúdica e prazerosa.Os exercícios articulatórios podem ser realizados desde o momento que se pede ao paciente para jogar um beijo para o cavalo se locomover, assim como o estalar de língua, que pode representar o barulho do animal andando. Durante toda a sessão, usa-se da musicoterapia e das onomatopéias para estimulação de fala, da linguagem e do eriquecimento de vocabulário.

Outro aspecto trabalhado pelo profisional da fonoaudiologia é a Psicomotricidade. O deslocamento do cavalo impõe ao praticante um movimento doce, ritmado, repetitivo e simétrico. Para manter o equilíbrio, o tônus muscular deve adaptar-se alternadamente ao tempo de repouso e de atividade. Significa reconhecer uma atitude corporal pelo senso postural, depois reajustar sua posição. Com isso, ele é conduzido a uma melhor compreensão de seu esquema corporal. Os exercícios psicomotores não são um fim em si mesmos, mas um meio para atingir a integração do sujeito no meio físico e social, trabalhando a relação que se estabelece entre a consciência do sujeito e o mundo que o cerca.

Diversos exercícios psicomotores podem ser utilizados na Equoterapia para ajudar na reabilitação.

A coordenação motora engloba os movimentos amplos, finos, e a dissociação de movimentos. Já de início, ao montar o cavalo, estamos trabalhando movimento amplo e dissociação, pois o praticante tem que lançar a perna direita por cima do dorso do animal. Jogar bola, abraçar, pegar na orelha ou no rabo do cavalo, assim como dar banho e escovar são alguns exemplos para movimentos amplos e dissociação de movimentos. Estes últimos são também importantes na relação afetiva que a criança começa estabelecer com o animal, proporcionando melhora na auto-estima e auto-confiança, independência e senso de responsabilidade. O segurar a rédia com as mãos já estimula os movimentos finos, como fazer trança e pegar pequenos objetos presos na crina do cavalo ou então pegar folhinhas das árvores, visto que o trabalho é feito em ar livre, o que ajuda na motricidade fina. A estimulação do esquema corporal é feita na mesma forma do consultório com suas devidas adaptações, através de nomeação, função e comparação das partes dos corpo do animal com o da criança. Posteriormente, consegue-se verificar a imagem com desenhos, que são feitos sobre a garupa do cavalo.

A lateralidade também já começa a ser estimulada quando o praticante monta, pois normalmente subimos pelo lado esquerdo do animal. Adaptamos basicamente os mesmos exercícios na Equoterapia. Guiar o cavalo sozinho, por exemplo, já requer uma noção de lateralidade para que não se erre o $caminho estabelecido pelas terapeutas.

Por ser um trabalho ao ar livre, as percepções olfativa e auditiva são estimuladas junto a natureza. O relinchar do cavalo, a buzina do carro e o som da ferradura do animal, assim como o cheiro do estrume, da comida, do remédio são mostrados ao praticante. Todas as funções intelectivas, como memória, atenção, análise e síntese, organização do pensamento, orientação e organização espacial e temporal, figura-fundo, percepção visual, relação espacial, coordenação viso-motora, ritmo, estão sendo estimuladas durante qualquer tipo de exercício. Dependendo da necessidade de cada praticante, uma função será mais enfatizada através de atividades específicas e adaptadas.

Na Equoterapia se faz necessária a integração de uma equipe transdisciplinar onde é fundamental o conhecimento sobre a patologia, como também sobre os efeitos da estimulação advindas do movimento tridimensional do animal no praticante. É preciso também ter habilidade suficiente para entender as necessidades deste, facilitando o processo da terapia.

A Fonoaudióloga, como integrante desta equipe transdisciplinar, tem sua atuação na avaliação e diagnóstico do praticante, verificação e encaminhamento para exames específicos, quando necessário, além de, juntamente com a equipe, traçar o processo terapêutico, os planos de sessão específicos da fonoaudiologia, orientar e informar os pais sobre sua atuação na equipe, trocar informações entre outros profisionais da área fonoaudiológica que atendam o praticante fora do setting equoterápico e fazer reavaliações constantes.

Todo trabalho com o ser humano é melhor realizado quando diferentes profissionais trabalham cada um em sua disciplina, mas com objetivo geral semelhante, buscando a coesão, a complementação e o enriquecimento do tratamento. Cabe à fonoaudióloga utilizar o cavalo como um recurso terapêutico, aplicando seus conhecimentos para desenvolver uma variedade de benefícios físicos, mentais, sociais, educacionais e comportamentais.

* Tatiana Lermontov é Fonoaudióloga, sócia do Centro de Equoterapia Pratique

equoterapia

Por: Águeda Marques Mendes

“A aprendizagem ocorre como um resultado da interação entre o aluno e seu ambiente. Sabe-se que a aprendizagem ocorreu quando se observa que há modificação no desempenho escolar.”
Robert Gagné

Para que ocorra aprendizagem é necessário que haja interação entre o indivíduo e seu ambiente, sendo que a qualidade dessa interação vai afetar diretamente a qualidade da aprendizagem. Nesse processo, fatores como a capacidade de manter a atenção concentrada, a capacidade de estabelecer vínculos afetivos e a autoconfiança assumem um papel de relevada importância. Partindo dessa premissa, a Equoterapia se insere muito bem no contexto da aprendizagem, principalmente no que diz respeito às crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem nas áreas da leitura, escrita, matemática, psicomotricidade ou social. A terapêutica começa a acontecer no momento em que o aluno entra em contato com o animal. Inicialmente, o cavalo representa um problema novo com o qual o praticante terá que lidar, aprendendo a maneira correta de montar ou descobrindo meios para fazer com que o animal aceite seus comandos (como, por exemplo, levá-lo aos lugares em que deseja ir). Essa relação, por si só, já contribui para o desenvolvimento da sua autoconfiança e afetividade, além de trabalhar limites, uma vez que nessa interação existem regras que não poderão ser infringidas. Outro aspecto a ser destacado é o fato de que a Equoterapia requer do praticante a atenção concentrada durante os trinta minutos em que a sessão se desenvolve. Este é um fator bastante importante para o bom desempenho do aluno na escola, pois a atenção, segundo estudiosos como Vítor da Fonseca, é a base do aprendizado. Atenta, a pessoa seleciona o que quer aprender e guardar em sua memória para utilizar posteriormente. Além disso, essa terapia auxilia o praticante a se organizar em relação ao seu espaço (o seeting terapêutico ou picadeiro), a desenvolver a seqüencialidade de seus atos até montar e comandar o cavalo, a aprimorar percepções auditivas, visuais, táteis cinestésicas, proprioceptivas, a desenvolver o equilíbrio, a postura, a lateralidade, as motricidades ampla e fina, o esquema e conscientização corporal e contribui, inclusive, para o enriquecimento de seu vocabulário. Com todos esses fatores associados durante o trabalho desenvolvido na Equoterapia, o praticante é motivado e estimulado a adquirir novos conhecimentos e a manter todos os seus sentidos ativados, o que o prepara para um melhor aprendizado da leitura, escrita e matemática.

* Águeda Marques Mendes é Pedagoga, Pós-Graduanda em Psicopedagogia.
Coordenadora do Centro de Equoterapia Porto Alegre – CEPA

equoterapia 2

Por: Karina Cury C. Macedo

A Equoterapia vem proporcionando excelentes resultados no que diz respeito a aprendizagem, memorização, concentração, cooperação, socialização, organização do esquema corporal, aquisição das estruturas têmporo-espaciais, além de estimular o equilíbrio e regular o tônus muscular.

Mas, o que é Equoterapia? A Associação Nacional de Equoterapia (ANDE – BRASIL) em 1999, define essa terapia como “(…) um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar na áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais”.

Na Equoterapia o cavalo envia informações sensoriais ao praticante que por sua vez busca respostas adaptativas apropriadas a estes estímulos. O objetivo não é ensinar técnicas de equitação específica e sim estabelecer melhores funções neurológicas e melhor processamento sensorial.

A utilização do cavalo, como instrumento terapêutico nos proporciona um movimento que é tridimensional, variável, rítmico e repetitivo. A variedade de movimentos disponíveis pelo cavalo favorece o terapeuta a graduar a quantidade de informações sensoriais a serem enviadas ao praticante, associadamente a outras técnicas terapêuticas para chegar a um objetivo comum.

Mas como essas informações sensoriais podem de fato ajudar? O conhecimento é algo estabelecido através de conexões (sinapses) realizadas entre os neurônios. As informações chegam ao cérebro de forma “pulverizada” (em várias regiões ao mesmo tempo) através de vias de input e essas informações “marcam” redes neuroniais. As “marcas” são feitas pelas sinapses através de estímulos como desafios, novas situações, adaptações, etc. Neurônios estimulados e utilizados, fixam-se como instrumento do pensamento durante um período crítico e, com isso, fazem novas conexões para que outras informações sejam armazenadas. As conexões formadas podem levar a uma mudança na arquitetura cerebral o que causa uma série de novos ajustes, dando-se, assim, o desenvolvimento do cérebro. Os neurônios aumentam ou diminuem sua atividade, de acordo com a excitação ou inibição de impulsos elétricos com outros neurônios a eles conectados. (Cielo, 1998).

Conforme o tipo de informação recebida por um neurônio, ele se “especializará” naquele tipo de informação, produzindo um determinado neurotransmissor, o qual, vai reagir de determinada forma para aquele estímulo. Desta forma, o cérebro se molda de acordo com o padrão formado pelas redes de neurônios e é capaz de juntar, sempre que necessário, os fragmentos de informações em uma imagem mental, a qual, podemos identificar. (Damásio, 1998).

A partir daí, podemos fazer a ligação com a Equoterapia, no momento em que as adaptações fazem parte desta terapia, pois, os circuitos cerebrais “(…) não são apenas receptivos aos resultados da primeira experiência, mas repetidamente flexível e suscetíveis de serem modificados por experiências contínuas. Alguns circuitos são remodelados várias vezes ao longo da vida do indivíduo, de acordo com as alterações que o organismo sofre (Damásio,1998).

Assim, podemos ter, na Equoterapia, uma criança com dificuldade de equilíbrio. Durante a sessão, existe a necessidade de manter-se equilibrada sobre o dorso do cavalo. A necessidade de equilíbrio também aparece quando precisamos transferir o peso de uma perna para a outra, para andarmos. As conexões feitas para haver equilíbrio são provalvemente, as mesmas, porém, se modificam de acordo com a necessidade do momento. Isso se dá por acreditar-se que a marcação das redes ocorre em função da estimulação constante, a qual, quando ativada, forma um padrão de ativação elétrica correspondente àquela informação solicitada (Avila).

Enquanto estamos montando, o cérebro está em constante atividade para que os ajustes posturais, motores, respiratórios, etc, sejam feitos. Isso coloca o praticante em alerta e sua atenção trabalha a nosso favor, permitindo que sejam feitas as estimulações necessárias.

E o que tem a ver a Fonoaudiologia com tudo isso? No acaso da Fonoaudiologia, procura-se propor situações de comunicação. Aproveitando o cavalo e o ambiente terapêutico diferenciado, podemos trabalhar desde o aumento do vocabulário até, em casos mais graves, gestos comunicativos.

Para que ocorra a produção da fala também é necessário a adequação do tônus postural, ritmo, posicionamento correto de cabeça e corpo, sem esquecer a importância da coordenação fono-respiratória. E é o movimento tridimensional que o cavalo produz que influenciará diretamente nestes músculos, controlando a postural, os músculos da cavidade oral, os músculos da laringe e a respiração.

Além disso, como já citado anteriormente, no momento em que estamos cavalgando, ocorre uma intensa atividade sináptica, e com os sinais de input e autput ocorrendo a todo momento, as informações às quais o praticante está exposto, fixam-se nas redes com maior facilidade.

Através destas explicações pode-se agora entender o porque que a Equoterapia vem proporcionando excelentes resultados beneficiando vários portadores de deficiências e/ou necessidades especiais.

* Karina Cury C. Macedo é Fonoaudióloga,
Instrutora de Equitação e Equoterapeuta

Equoterapia 1

A Equoterapia pode ser definida como um método científico aplicado como terapia na Saúde e na Educação, que utiliza o CAVALO, numa abordagem multiprofissional e interdisciplinar, buscando o desenvolvimento e o crescimento bio-psico-social de praticantes que necessitem impulsionar suas potencialidades e minimizar suas deficiências para viverem melhor. A Equoterapia emprega o cavalo e as técnicas de equitação como agentes e princípios promotores de ganhos físicos, psíquicos e sociais. Esse tipo de atividade terapêutica facilita e exige a participação do cavaleiro, como um todo, contribuindo assim, para o aprimoramento da força muscular, do relaxamento, da conscientização do próprio corpo e o desenvolvimento aperfeiçoado do equilíbrio e da coordenação.

A Equoterapia adota quatro momentos fundamentais, sendo eles:

Programas Básicos

  • Hipoterapia – o cavalo como instrumento cinesioterapêutico. O cavalo se torna um instrumento dotado de ritmo, oscilação e corpo. Encontramos dois níveis de atuação: deficiente em situação apodal, quadrípede e bípede, ou ainda, psicoses graves, insuficiência mental e distúrbios relacionais.
  • Reeducação eqüestre – é a fase em que o cavalo é tido como instrumento pedagógico. Utiliza-se da arte eqüestre, com fins pedagógicos objetivando pacientes que já possuem alguma autonomia. Seu objetivo é a capacidade de conduzir o cavalo, adotando recursos pedagógicos como reforço visando os conceitos educativos.
  • Pré-esporte – o cavalo como promotor da realidade social. Atividade na qual os praticantes trabalham individualmente ou em grupos, com o objetivo de organizar o espaço e o tempo e para preparar-se para a sua inserção na sociedade. Nesta fase são ensinados o trote e o galope.
  • Esporte – o cavalo como promotor da inserção social. Onde o praticante é inserido (ou reinserido) na sociedade, esta fase promove a socialização e uma melhora na estruturação da personalidade. Assim, os jovens podem ter acesso a vários esportes eqüestres e participarem de diversas modalidades. Atualmente, existe o Hipismo Adaptado, forma de esporte para as pessoas portadoras de necessidade especiais, no qual participam praticantes de todo o Brasil.

son rise

Perguntas de pais e profissionais relativas à implementação do Programa Son-Rise® com crianças e adultos com autismo. Sean Fitzgerald e Mariana Tolezani respondem aqui às perguntas mais frequentes. Esperamos com esta página contribuir para a maior compreensão dos princípios, implantação e aperfeiçoamento do Programa Son-Rise desenvolvido por cada família e profissional.

Pergunta: Quando nosso filho solicita ajuda ele balbucia “hummm” “hummm” “hummm” (aumentando o volume e a intensidade, ele vai apertando os botões). Buscamos atendê-lo, ou seja, damos o auxílio solicitado por ele. Como devemos agir nessas ocasiões, continuar a atender ou não atender mesmo que leve a um aumento de stress de todos em casa e dele mesmo?

Resposta: Parece que “hummm” “hummm” é uma comunicação para ele. É ótimo que ele esteja se comunicando com você!

Primeiro, lide com “hummm” “hummm” como uma comunicação. Sinta-se e demonstre-se empolgado com isto! Responda ao som com uma celebração e uma ação – especialmente após ele ter ficado em isolamento por um tempo e estiver começando a interagir e se comunicar novamente.

Como um segundo passo, finja não entender quando estiver respondendo. Se você achar que ele quer uma bebida, o celebre pelo som e rapidamente pegue um carrinho e dê para ele. Quando ele empurrar o carrinho demonstrando não o querer e disser “hummm” “hummm” de novo, pegue a bebida e fale (modele) claramente a palavra “BEBIDA”, faça uma pequena pausa e dê a bebida para ele. Ele perceberá que você quer ajudá-lo, que está sendo responsivo com ele e que um som ou palavra diferente vai ajudá-lo a conseguir a bebida mais rapidamente.

Em seguida, quando ele estiver realmente muito motivado (poderia ser durante uma brincadeira/atividade favorita ou por sua bebida ou comida favorita) e você perceber que ele está relativamente mais flexível (ao contrário dos momentos em que ele está mais rígido e menos aberto às suas contribuições), após fingir não entendê-lo e oferecer o objeto incorreto, modele o nome do objeto ou ação que você acha que ele quer e faça uma pausa sem oferecer aquilo para ele. Dê a oportunidade para ele tentar fazer novos sons. O incentive a fazer os sons uma, duas, três, quatro, até cinco vezes. Ele verá que você ainda está tentando ajudá-lo, mas que leva mais tempo para conseguir algo quando ele não faz o som relacionado àquele objeto. De qualquer jeito, ele ainda consegue o objeto!

Sempre que ele fizer um som diferente de “hummm” “hummm”, celebre (elogie, faça festa) e ofereça uma resposta (ação/objeto) imediata. Faça isso mesmo que o som diferente não apresente nenhum fonema da palavra que você está modelando e solicitando que ele fale. Por exemplo, você pede para ele dizer “bebida” e ele diz “mo”. O mais importante é que ele comece a fazer novos sons.

Divirta-se com isso. Seja paciente, mantenha-se entusiasmado e acredite em seu filho. E, por último, não foque apenas na solicitação de linguagem com seu filho. De vez em quando, deixe de lado as solicitações de linguagem, e concentre-se em solicitar que ele participe fisicamente, como por exemplo, “levante o seu pé para ganhar cócegas!”, “sente-se na cadeira e eu trago a bebida”, “dê o prato para mim e eu trago a comida”, etc. Estas solicitações permitirão que seu filho se sinta confiante para ter sucesso nas suas participações em interações, em um momento em que ainda é difícil para ele ter esse êxito na área da linguagem.

Fonte: http://www.inspiradospeloautismo.com.br

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O Autismo não está só na Cabeça

Historicamente o autismo era considerado uma “misteriosa desordem do cérebro”, sugerindo que se inicia e termina no cérebro. Com o resultado de pesquisas de vários centros dedicados ao autismo e o trabalho pioneiro do ARI – Autism Research Institute analizando os comportamentos comuns entre autistas e procurando respostas em exames, emergiu uma perspectiva mais apropriada para o autismo como o cérebro sendo o resultado do funcionamento dos sistemas que envolvem o corpo humano. O autismo seria então o resultado de um organismo bioquimicamente desequilibrado.

Com essa perspectiva e de acordo com muitas pesquisas publicadas, existem 4 condições básicas impactadas no autismo e onde a dieta ajuda diretamente, melhorando assim as condições de como o autismo afeta o indivíduo:

1º Inflamação do intestino e Intestino Permeável;
2º Deficiência de Nutrientes;
3º Aumento de fungos;
4º Metilação e Sulfatação inadequada com aumento de toxicidade.

Vamos analisar um a um, em que afeta o autista e como ajudá-lo a melhorar.

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1º Inflamação do intestino e Intestino Permeável:

Inflamação no intestino pode ser causada por toxinas, alergia ou sensibilidade alimentar e crescimento desordenado de bactérias.
Isto pode causar dores em geral (dores de cabeça, gases, refluxo, azia, má digestão, constipação, diarréia…) que afetam o comportamento: auto-agressão, estereotipias mecânicas como situações variadas onde esteja sempre de bruços ou em posição de feto, beliscões no corpo e nos olhos, bater a cabeça, são sintomas comuns.

- Quando a digestão é pobre, o intestino muito permeável, os nutrientes dos alimentos não são adequadamente absorvidos. Isto leva a deficiência nutricional que pode afetar toda a função celular, inclusive uma baixa função cerebral.

- Opiáceos podem ser criados pela digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas de excesso de opiáceos: pensamentos conturbados e desfocados levando a falta de concentração e dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor, alteração dos sentidos com comportamentos inadequados e irritabilidade.

Como a dieta atua na inflamação intestinal:

Melhorando a digestão, reduzindo a inflamação e recuperando a integridade da mucosa intestinal. O comportamento, a linguagem e uma aparência mais saudável são as áreas onde notamos mais avanços.

Como agir

- Remova os alimentos que inflamam o intestino.
Glúten, caseína, soja, milho e ovos são os mais comuns. Açúcar e óleos refinados também contribuem para a inflamação. Os alimentos exatos que devem ser removidos dependem de exames de alergia alimentar de cada um. Glúten e caseína além de ser os alérgenos mais comuns, pois são largamente consumidos por nossas crianças, quando são retirados melhoram o trânsito intestinal e consequentemente a disponibilidade de nutrientes.

- Introduza alimentos que recuperam a mucosa intestinal.
Óleo de peixe, sementes de linhaça e castanhas em geral, possuem ômega 3 que tem propriedades anti-inflamatórias. Alimentos fermentados também ajudam a recuperar a mucosa.

- Introduza alimentos probióticos e prebióticos
Alimentos fermentados como o kefir e o chucrute, são alimentos que contém probióticos, bactérias do bem que ajudam a reduzir a inflamação e ajudam a restaurar o equilíbrio da flora intestinal.
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2º Deficiência de Nutrientes

A deficiência nutritiva é comum no autista devido a restrição e preferência alimentar, ou a baixa qualidade dos alimentos preferidos e consumidos. Já li vários textos utilizando uma expressão para os meninos de “carboman”, só consomem carboidratos refinados tipo massas e biscoitos.

Processos bioquímicos cerebrais complexos requerem o consumo de nutrientes e estes só estão disponíveis através do consumo da alimentação ou suplementação. Mesmo assim, o sistema gastrintestinal deve estar em bom funcionamento para que o alimento seja devidamente quebrado e absorvido. Para isso é necessário melhorar a digestão e incrementar os valores nutritivos dos alimentos consumidos.

A deficiência de nutrientes provoca uma percepção gustativa alterada e limitada e aliada a presença de metais pesados, provoca uma situação bastante comum no autismo – que é um distúrbio do paladar e onde vemos essas crianças consumirem produtos inapropriados e perigosos como: shampus, sabonetes, colas, tintas, tijolos…

Como agir

- Aumentando a qualidade e digestibilidade dos alimentos. Aumente a qualidade nutritiva praticando a pirâmide alimentar bem variada com os alimentos que fornecem realmente blocos construtores para o organismo.
Deixar grãos de molho aumenta a digestibilidade dos mesmos.

- Disfarce os vegetais para as “crianças difíceis”. Muitas crianças com autismo são difíceis de aceitar novos alimentos. Você pode esconder os vegetais em formas de purê em alimentos como: almôndegas, hamburgueres, molhos, muffins, panquecas, feijão…
Se for necessário, volte no tempo e vá apresentando os alimentos como se faz com um bebê. A comunidade Alimentação e Saúde Infantil tem dicas e cardápios valiosos.

- Adicione suplementação. As enzimas digestivas ajudam a quebrar os alimentos e deixar os nutrientes disponíveis para serem absorvidos. Através de um exame de fezes muito simples chamado coprologia funcional, seu médico pode saber quais alimentos não estão sendo devidamente processados e passar enzimas específicas de acordo. Você também pode suplementar com um complexo geral de multi enzimas. Mesmo assim, ainda pode ser difícil consumir os níveis terapêuticos adequados de nutrientes. Suplementar com multivitâminico, minerais, aminoácidos, ômegas, pode ser necessário.
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3º Aumento de fungos

Fungos são micro organismos poderosos que afetam o nível de energia, a claridade de pensamentos e a saúde intestinal. Quando há o crescimento desordenado de fungos, as toxinas produzidas entram na corrente sanguínea e seguem até o cérebro onde podem provocar sintomas como: alienação, falta de clareza mental e comportamento viciado. O crescimento de fungos é detonado pelo uso de antibióticos ou devido a um sistema imunológico desequilibrado e gera uma inflamação intestinal que requer persistência para ser controlada.

Como agir

- Retire os açúcares. A disbiose intestinal é medida através de exames num índice que vai de 1 a 5. Quando o indivíduo apresenta um índice menor que 4, geralmente reduzir drasticamente o consumo de açúcar e carboidratos refinados, aliados a procedimentos de melhora da digestão e aumento de probióticos, é o suficiente para controlar a situação. Quando a disbiose é maior que 4, geralmente é necessário tomar decisões dietéticas mais complexas. Até mesmo o açúcar de frutas, especialmente frutas secas e em sucos, pode ser um problema sério para alguns.

- Retire o fermento. Alimentos que contém fermento (fermento é fungo) como: pães, uvas, ameixas, carnes maturadas e vinagres, alimentam os fungos e devem ser removidos.

- Retire os amidos. Algumas famílias escolhem seguir a Dieta dos Carboidratos Específicos que elimina os amidos como: batatas, milho e grãos. Amidos se transformam em açúcar no organismo e alimentam as bactérias do mesmo jeito.

- Adicione alimentos fermentados. Alimentos fermentados contém bactérias probióticas vivas que combatem as bactérias patogênicas e ajudam a restaurar a integridade intestinal.

- Aumente a imunidade. Um tratamento com suplementos para aumentar a imunidade corporal, com acompanhamento médico, pode ser benéfico. Desta forma diminue-se a necessidade de consumo de medicação e antibióticos que fazem piorar ainda mais a situação.
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4º Metilação e Sulfatação inadequada com aumento de toxicidade

Metilação, Transulfatação e Sulfatação é um conjunto de atividades bioquímicas que não funcionam bem em muitas pessoas com autismo. Quando a metilação não funciona adequadamente, os neurotransmissores não podem ser metilados, portanto não são “ativados” como deveriam ser, aumentando ou detonando sintomas como: ansiedade, depressão, déficit de atenção e problemas com o sono.

Quando o processo de sulfatação não funciona bem, não é adequado, as toxinas e as químicas provenientes do ambiente e do consumo alimentar como: alumínio, mercúrio, glutamato, e toda sorte de ingredientes artificiais, não são eliminadas corretamente, provocando um acúmulo no organismo. A sulfatação inadequada enfraquece a barreira hemato encefálica e essas toxinas podem chegar até o cérebro e causar sintomas como: irritabilidade, agressão, hiperatividade e comportamento auto-lesivo. Além de aumentar as possibilidades de danos celulares e cerebrais.

Como agir

- Remova os alimentos que contém fenol.
Fenóis são encontrados em aditivos alimentares derivados do petróleo como: todos os corantes artificiais, sabores artificiais e preservativos. Até mesmo os fenóis de origem natural, chamados de salicilatos, presente nos alimentos tanto de origem convencional ou orgânica, devem ser eliminados quando uma séria deficiência de sulfatação é constatada. A lista de alimentos com salicilatos é grande e inclui alimentos como: uvas, pêssegos, cerejas, morangos, amoras, maçãs, amêndoas, mel …

- Evite os aditivos químicos.
Além dos preservativos, corantes e sabores artificiais como já citado, a retirada do glutamato monosódico, aspartame, nitritos e nitratos é crucial.

- Evite as toxinas provenientes da preparação dos alimentos.
O nível de toxina ingerido pode ser ainda maior com o uso de panelas de alumínio, enlatados, alimentos feitos em microondas com a utilização de recipientes plásticos ou armazenados em caixas plásticas.

- Dê preferência aos orgânicos.
Existem pesquisas comprovando que alimentos orgânicos tem maior quantidade de nutrientes do que os convencionais, além de você ficar livre de pesticidas e alimentos geneticamente modificados, ou antibióticos e hormônios quando come carne orgânica, aves e ovos caipiras.

- Adicione alimentos que dão suporte ao fígado.
Os antioxidantes dão suporte ao trabalho do fígado: beta caroteno, vit. A, C, E, B, ácido fólico e selênio. Alimentos ricos em enxofre são especialmente benéficos no processo de desintoxicação feito pelo fígado: brócolis, repolho, couve-flor…
Temperos como a canela e a curcuma também ajudam o fígado. A glutationa é um poderoso antioxidante e naturalmente abundante no fígado. Alimentos que dão suporte a níveis adequados de glutationa são: aspargos, melancia, brócolis, a erva silimarina, papaya e abacate.

- Aumente a Metilação e Sulfatação através de suplementação.
Doadores de metil e suplementos que dão sustentação ao processo de transulfatação, devem ser considerados. Vit. B12, folato, B6, DMG, TMG, magnésio e zinco são importantes nesses processos. Determinar quais suplementos são necessários, através de um acompanhamento médico e adicioná-los, pode ser de grande ajuda para reduzir o impacto do autismo.
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COMO COMEÇAR? COLOCANDO A DIETA EM PRÁTICA

Quanto mais lenta a mudança, mais segura você se sentirá e mais duradouras serão estas mudanças. A proposta é de reeducação alimentar seguindo os moldes das explicações anteriores Você pode começar por onde quiser e se sentir mais confortável, mas um bom roteiro seria:

1º- Retire toda a alimentação vazia.
Balas, pirulitos, refrigerantes, caramelos, jujubas, gelatinas, salgadinhos (amendoins confeitados, cheetos, doritos, baconzitos), pipocas… Pra quê serve tudo isso? Você estará fazendo um grande favor a seu filho!!
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2º- Higienize sua cozinha

Troque as panelas de alumínio por panelas de inox, vidro, ou ágata (estas devem ser mantidas sempre em perfeitas condições). Panelas de barro também são boas opções, mas não são práticas para a vida moderna.

-Utilize somente água mineral tanto para beber como para preparar os alimentos. O tratamento de água das grandes cidades inclui grandes quantidades de cloro para esterilizar a água, só que o cloro também esteriliza nossos intestinos, matando tanto as bactérias más quanto as boas deixando-nos sem defesas.

- Substitua a pasta de dentes com flúor por outra marca sem flúor. O flúor é altamente neurotóxico e não é raro ver autistas que comem pastas de dentes, meu filho era um. A água de muitas cidades também apresentam altos índices de flúor.

- Evite o uso do microondas ao máximo. Não cozinhe em materiais plásticos.

- Não armazene alimentos em potes plásticos, especialmente se estiverem quentes. O calor desprende toxinas do plástico que se transferem para os alimentos. Existem no mercado potes em inox ou vidro para armazenar os alimentos.
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3º- Diminua o uso dos alimentos industrializados

Diminua drasticamente o uso de alimentos industrializados ou exclua-os da dieta completamente, isto seria o ideal. Esses alimentos seriam: hambúrgueres, salsichas, embutidos, enlatados, sorvetes, nuggets, envazados do tipo: sopas de pacotinhos, caldos knorr, comidas prontas para ir ao forno, sucos de caixinhas e garrafas… Existem ótimas receitas substitutas de todas estas guloseimas e você pode congelá-las para facilitar o dia-a-dia.
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4º- Diminua o consumo de açúçar

Quando falamos no consumo de açúcar, não estamos falando apenas do açúcar branco, mas também e principalmente do consumo de carboidratos refinados: biscoitos, pães, pizzas, massas em geral, bolos, cereais matinais…

- Aumente o consumo de “comida verdadeira” e estabeleça horários definidos para 6 refeições diárias: café da manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia. Assim você diminuirá a falta de bobagens e a vontade de consumir alimentos inadequados.

- Aproveite este estágio para apresentar novos alimentos ao seu filho. Pode ser difícil, mas não desista. Até mesmo as crianças neurotípicas tem muitas dificuldades em aceitar novos sabores e texturas. Há pesquisas em que crianças precisam ser apresentadas a diferentes alimentos em média de 15 vezes antes de aceitá-lo. Persistir sem se descabelar é o lema.
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5º- Substitua o açúçar

Substitua o açúcar branco por stévia pura. Em alguns casos e ocasiões, pode-se utilizar açúcar mascavo orgânico ou mel direto do produtor, sem processamento industrial. Nesses casos, não ultrapasse o limite de 4 colheres de chá por dia no total.

- Não esqueça que em casos sérios de disbiose intestinal, procedimentos mais restritos em relação ao açúcar devem ser tomados. Nestes casos, há recomendações de dietas mais apropriadas.
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6º – Retire todo o leite animal e seus derivados

Substitua o leite animal por leite vegetal, tanto o leite consumido puro, como o leite utilizado na fabricação de outras receitas.
O leite utilizado em receitas é mais fácil de ser substituido.
Quando a criança bebe muito leite e é difícil de aceitar uma troca, a forma mais fácil é ir misturando o leite vegetal ao leite animal aos poucos, para ela ir se acostumando ao gosto, até que você consiga retirá-lo por inteiro.
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7º- Retire os alimentos com glúten

O glúten é encontrado em alimentos feitos com trigo, aveia, cevada, malte, centeio. No Brasil é fácil identificá-los pois todos os rótulos devem ter escrito se o alimento contém ou não contém glúten. Também existem ótimas receitas com todo tipo de pratos sem glúten. As opções de alimentos comprados prontos estão crescendo. Nossos grandes aliados são as lojinhas de produtos naturais. Se não encontrar os produtos que deseja, sugira ao dono ou gerente que passe a comercializá-los, muitos irão agradecer suas dicas.

Fonte:  http://blog.agencialumini.com / texto: Cláudia Marcelino

Download Livro O Autismo não está só na Cabeça

Nutrição Funcional e Autismo

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O autismo é uma doença que vêm freqüentemente crescendo e há fortes indícios que seria por causa de fatores ambientais, já que a proporção desse aumento não pode ser justificado apenas pela genética, pois alterações genéticas sempre mantém a mesma proporção.

Muitos estudos, então, vêm tentando desvendar outros fatores que levam ao aparecimento desta doença. Dentre as alterações que constantemente aparecem em autistas estão alterações gastrintestinais, como a má digestão de certos alimentos, hiperpermeabilidade intestinal, o que facilita a passagem de alimentos mal digeridos pelo intestino, alcançando a corrente sanguínea, desencadeando reações alérgicas, e /ou inflamatórias, que ativam o nosso sistema imunológico.

O sistema imunológico é o segundo pilar que deve ser estudado quando se trata de autismo, que pode ser modulado, através de nutrientes, além de outras alternativas, como tratamentos antifúngicos, extremamente relacionados com esta patologia. E em terceiro lugar temos as alterações no sistema cerebral, que pode ser influenciado pelos outros fatores já descritos.

A desintoxicação de metais pesados também parece ser extremamente necessária em pacientes autistas, então, este deve ser mais uma linha de pesquisa na busca do tratamento destes pacientes.

Quando se pensa em nutrição para autistas dependerá muito das causas, história do desenvolvimento dos sintomas, se foi após uso de antibióticos, se foi após alguns tipos de vacinas, ou se não houve motivo aparente. Então o tratamento nutricional destes pacientes deve ser muito individualizado, e de preferência, depende de uma série de exames para identificação desde alergias alimentares (nunca desprezando sintomas clínicos), até a presença de crescimento de fungos no intestino e/ou aumento de toxinas ou compostos análogos (parecidos com os que encontramos normalmente no organismo), mas que interrompem ou prejudicam as vias metabólicas normais destes indivíduos.

Os alimentos que foram mais relacionados com o autismo são os que possuem glúten (trigo, cevada, centeio, aveia) e caseína (laticínios), mas outros também podem ser prejudiciais dependendo da individualidade bioquímica, como: ovos, tomate, berinjela, abacate, pimenta soja, milho e nozes.

Devem ser evitados aditivos químicos como os corantes, conservantes, nitratos, sódio e adoçantes. Portanto, evitar o consumo de alimentos industrializados e procurar uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos integrais e legumes. Além disso, é importante evitar consumir cafeína e nem bebidas alcoólicas.

Procurar manter os níveis de glicose no nosso sangue constantes, pois é importante para a função cerebral. Para isso, consumir alimentos a cada 3 horas em pequenas quantidades, assim, o organismo tem suprimento constante de energia e não vai ter picos e nem quedas de glicose ao longo do dia.

Uma dieta antioxidante que ajudará a eliminar as toxinas e nutrir o organismo, além de manter glicemia é fundamental. Estas condutas também auxiliarão no bom funcionamento do intestino que é fundamental nestes pacientes, tanto para melhorar a sensibilidade alimentar, quanto para diminuir hiperpermeabilidade intestinal e melhor a imunidade. A utilização de produtos antifúngicos também pela nutrição é de grande valia.

Com isso, podemos perceber que invariavelmente a nutrição está envolvida com o tratamento do autismo, sendo que, muitos profissionais acreditam que a nutrição individualizada nestes pacientes deve vir antes de outras alternativas, tanto pela sua melhora do quadro, quanto por preparar o organismo para responder melhor aos outros tipos de tratamentos.