Tratamento do Autismo

Tratamento do Autismo

Existe uma epidemia de autismo?

Dr. Bernard Rimland, Ph.D.D., do Instituto de pesquisa sobre autismo, fez a seguinte pergunta: “Existe uma epidemia de autismo?” Seus dados mostrados na Tabela 1 mostram que, entre 1965 e 1969, somente 1 % dos pais que o contataram lhe perguntaram a respeito de autismo em crianças abaixo de três anos. Porém, entre 1994 e 1995, este número aumentou para 17%. Presumivelmente, este aumento de porcentagem pode ser atribuído a 2 fatores: 1) um maior conhecimento sobre autismo por parte dos médicos e pais, levando a um diagnóstico mais precoce e/ou 2) uma maior incidência de autismo numa faixa etária mais jovem. Além disso, uns grandes números de profissionais, incluindo pediatras e psiquiatras especializados em autismo, verificaram um aumento da incidência do autismo. O Dr. William Crook , um pediatra que iniciou sua carreira em 1950, apesar de conhecer os sintomas de autismo desde aquela época, não encontrou nenhum caso de autismo até 1973 ( em 24 anos depois de ter começado sua carreira). Depois disso, ele sentiu que a incidência de autismo aumentou muito. Muitos outros profissionais que trabalham no campo do autismo, pensam que houve um aumento na incidência desse transtorno. O conhecimento desse aumento é crítico para determinar se o autismo é causado por fatores genéticos ou ambientais. Se o autismo fosse causado por fator genético, a incidência deveria ser constante. Além disso, a porcentagem de indivíduos com autismo em uma faixa etária particular deveria ser a mesma. Assim, se a incidência de autismo em crianças com três anos é de 1/1000, a incidência de autismo em indivíduos com 50 anos deveria ser a mesma.

Ano

% menor que 3 anos

Numero

1965-69

1

919

1970-79

5

4184

1980-89

5

4018

1990-93

8

6785

1994-95

17

13916

Felizmente, dados semelhantes têm sido relatados na Islândia (2). A Islândia é um país ideal para esta avaliação, já que uma única instituição confirmou todos os casos de autismo em todo o país e que os pesquisadores pessoalmente confirmaram todos os casos diagnosticados, a variabilidade dos dados é minimizada. Os investigadores verificaram que a incidência de autismo dobrou nos últimos 20 anos. Além disso, a relação homem/mulher aumentou significativamente no mesmo período. Este estudo é extremamente importante, pois mostra que outros fatores, além da genética, podem estar causando autismo. Quais poderiam ser esses fatores não genéticos?

Dados mais atualizados mostram a incidência extraordinária de casos de autismo em todos os estados norte americanos.

Incidência de Autismo derivada do Departamento de Educação Especial dos Estados Unidos.

Kontstantareas e Homatidis (3), da Universidade de Guelp em Ontario ao Canadá, encontraram uma alta correlação entre a prevalência de infecção no ouvido e incidência de autismo. Eles verificaram que quanto menor uma criança sofria de uma infecção no ouvido, maior a probabilidade que essa criança sofreria de uma forma mais severa do autismo. Eles também descobriram que o aumento da incidência de infecções no ouvido estava associado às formas mais severas, ao invés de formas mais leves do autismo. Muitos estudos semelhantes têm sido aceitos no campo do Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Estes estudos também mostram que a infecção no ouvido numa fase precoce da vida resulta em uma incidência muito maior de Hiperperatividade (4-8). Roberts e Cols (4) relatam que a otite média recorrente durante a infância esteve correlacionada com o aumento da distração dos estudantes, posteriormente na vida. Outros estudos (5-8) correlacionam a otite média recorrente com índices de inteligência (QI) aumento da repetição escolar, aumento do déficit de atenção e problemas de comportamento na escola.

Os grupos de pesquisas tanto do autismo quanto do TDAH assumem que esse desenvolvimento anormal é causado pela dificuldade auditiva causada pela infecção de ouvido. Minha interpretação destes fatos é que o desenvolvimento anormal é causado por subprodutos anormais das leveduras e bactérias resistentes que são absorvidas pelo intestino, causadas pelo uso excessivo de antibióticos. Os últimos capítulos tratarão deste problema com maior detalhe.

Fonte: livro ”Tratamento Biológico do Autismo e TDAH” Dr. William Shaw

Site: www.autismoinfantil.com.br

Entrevista com Dr. William Shaw, pesquisador mundialmente reconhecido como um dos profissionais mais ativos na área do autismo. Doutor em Bioquímica e Fisiologia Humana. Certificado em Química Clínica e Toxicologia. É o autor do livro “Tratamentos Biológicos do Autismo e PDD” traduzido a mais de 10 línguas e que tem ajudado na difusão dos tratamentos do espectro autista no mundo inteiro. É o diretor do Laboratório Great Plains, o qual especializa-se em testes para pessoas com autismo e transtornos relacionados. Deu uma brilhante palestra no I Encontro Médico Internacional de Autismo e Transtornos do Desenvolvimento.

imunoglobulina G

Alergia ou Reação de Substância química?

Intolerância a certas comidas, especialmente glúten (derivados do trigo) e caseína (proteína do leite), é uma ocorrência comum entre crianças com desenvolvimento atrasado. Porém antes de adotar uma dieta de eliminação, muitos pais consultam um alergista para determinar se a dieta é necessária. Surpreendentemente, depois de muitos testes, é descoberto que a criança freqüentemente não é alérgica a qualquer comida. Alguns pais escolhem eliminar glúten e proteínas de caseína mesmo assim, e acham que sua criança responde com melhora na atenção, habilidade de dormir melhor e a habilidade de falar melhor. Como esta melhoria é possível se a criança não era alérgica em primeiro lugar? A resposta está relacionada ao entendimento da diferença entre alergias e outros tipos de reações químicas dentro do corpo.

IgE vs Reações de IgG

São alergias definidas como reações específicas dentro do sistema imunológico que involve um anticorpo chamado imunoglobulina E (IgE). Respostas imediatas como colméias, congestão ou inchação tipicamente são o resultado de atividade de IgE. Testes improvisados tradicionais identificam sinais de IgE como pólen ou amendoim que podem causar sintomas que variam desde simples aborrecimento até a morte. Respostas muito diferentes são reações de alergia atrasadas. Se elas acontecerem mais de duas horas depois de ingerir um alimento, podem ser o resultado de imunoglobulina G (IgG) em vez de atividade de IgE. Reações de IgG podem causar sintomas como perturbações de sono, urina na cama subseqüente, sinusite e infecção do ouvido, ou mau humor. Os exames de sangue em vez de exames improvisados são os únicos a verificar alergias de IgG. Se seu médico corretamente disser que testes de IgG não são confiáveis, diga que você está ciente deste fato, mas que está interessado nos resultados. O teste pode fornecer informação sobre alimentos que podem estar causando distúrbios ao sistema imunológico de sua criança. Onde imunoglobulinas estão envolvidas, a palavra “alergia” pode ser usada legitimamente para descrever sintomas depois da exposição. Uma reação a glúten ou caseína às vezes aparece em teste de sangue IgG ou IGA  e é então, chamada de “alergia.” Esta conclusão pode ser enganosa, porque a razão mais provável para caseína e intolerância de glúten é a digestão pobre. A função digestiva pobre tem vários causas. Pode resultar de um intestino imaturo em crianças e do uso de antibióticos pesados ou a falta da proteína que digere a enzima DPP4. A possível relação entre a falta de enzima DPP4 e os sintomas de PDD/autismo foi a recente descoberta de Dr. Alan Friedman nos Laboratórios Johnson & Johnson. Sem enzimas digestivas essenciais, como DPP4, proteínas parcialmente digeridas como glúten e caseína podem vazar no sangue. Proteínas parcialmente digeridas têm configurações estranhas e imitam outras moléculas complexas como a endorfina. Endorfina é proteínas do sistema nervoso que agem como analgésicos. Glúten parcialmente digerido ou proteínas de caseína podem se ligar para agir como analgésicos (ópio) receptores e sintomas de comportamento causando contato de olho pobre, irritabilidade, ou desconecção com o mundo. Digestão pobre pode ou não extrair uma resposta de imunoglobulina. Pode causar sintomas de inflamação, como irritabilidade intestinal, ao invés diarréia e dores de estômago. Estas reações não são tecnicamente alergias. Nem é tecnicamente ativação opiata, uma verdadeira alergia. Quando IgG ou IgE que acham leite ou sensibilidade de glúten, é porque as mensagens químicas que tecem pelo corpo tropeçaram no sistema de alergia.

Fonte: http://www.greatplainslaboratory.com/

Autismo e o Sistema Orgânico

autismo sistema organico

Dieta Sem Glúten e Sem Caseína no Autismo. Por Que Fazer ?

I Encontro Médico Internacional de Autismo e Transtornos do Desenvolvimento

Palestrante:
Dra Geórgia Regina Macedo de Meneses Fonseca
*Pediatra, Homeopata, Especialista em Saúde Mental
*Pesquisadora em Autismo da Federação Brasileira de Homeopatia
*Membro do Programa Estadual de Homeopatia da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro
*Ganhadora do Primeiro Prêmio Orgulho Autista 2005 em pesquisa alternativa
*Mãe de Juliana, 9 anos, com autismo

Dra. Geógia começou sua palestra explicando que vários pais chegam em seu consultório, desesperados e sem saber o que fazer, com seus filhos agitadíssimo, como mostra a figura acima. Nos identificamos muito com a figura e caímos na risada. Lu era assim antes da dieta. Então ela continuou sua explicação citando os vários mitos sobre Dieta x Autismo: dieta só serve para emagrecimento; intestino não tem na a ver com o cérebro; autismo é uma doença genética, é uma doença psiquiátrica ou de origem psicológica; pais desesperados aceitam fazer qualquer coisa pelos filhos; todos os autistas melhoram espontaneamente, médicos que aceitam essas intervenções praticam pseudociência (a dieta não foi cientificamente comprovada). A partir daí iniciou a explicação do porque se fazer a Dieta SGSC Para isso, faremos uma viagem no corpo humano e explicaremos aqui, a partir das informações de Dra Geórgia, a ótica que a biomedicina nos dá a respeito dos terríveis vilões: Sr. Glúten e Sra. Caseína! Antigamente via-se o autismo como um tripé: social, interesse e comunicação.

Social: Significa a dificuldade em relacionar-se com os outros, (a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas).

Comunicação: Dificuldade em utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal (gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.)

Interesse: Se caracteriza por rigidez e inflexibilidade e se estende às várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da pessoa. Isto pode ser exemplificado por comportamentos obsessivos e ritualísticos, compreensão literal da linguagem, falta de aceitação das mudanças e dificuldades em processos criativos.

Hoje o conceito de autismo está amplo e ele é dividido em 4 pontos: social, interesse, comunicação e SISTEMA ORGÂNICO.

Para entenderem o que o Sistema Orgânico abrange, apresentamos abaixo sintomas que maioria dos autistas possuem:

  • CONSTIPAÇÃO
  • DIARRÉIA
  • DOR ABDOMINAL
  • GASES
  • REFLUXO
  • FADIGA
  • ANSIEDADE
  • SONO ALTERADO
  • HIPERATIVIDADE
  • INSENSIBILIDADE DOLOROSA
  • PROCESSAMENTO SENSORIAL

Esses sintomas vêm sendo estudado e muitas descobertas têm sido apresentadas como as que mostramos a seguir. Nos anos 80 alguns pesquisadores começaram a notar que o comportamento de vários animais submetidos à influência de drogas opióides como morfina e heroína eram similares aos comportamentos de alguns autistas. Dr. Jaak Panksepp propôs que autistas poderiam ter, naturalmente, elevados níveis de componentes de drogas opióides no seu sistema nervoso. Logo depois o Dr. Christopher Gillberg encontrou provas da existência de elevados níveis de substâncias parecidas com endorfinas no fluído cerebrospinal de alguns autistas. Estes níveis são mais elevados em autistas que são mais insensíveis à dor e que demonstram um comportamento mais agressivo.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

entrevista1

Revista Veja – 30/09/09 – páginas amarelas

Muitos já ouviram falar em TDA mas não sabem que o transtorno é um espectro do autismo.

A psiquiatra conta como sofreu com o déficit de atenção na infância e como aprendeu a conviver com o transtorno que atinge 6% da população em idade escolar

A psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva, 43 anos, especializou-se em traduzir para uma linguagem acessível o universo misterioso dos transtornos mentais. Seu último livro, Mentes Perigosas, apresentou as muitas faces dos psicopatas e há 44 semanas faz parte da lista dos mais vendidos de VEJA. Ela já havia feito uma primeira incursão vitoriosa. Seu Mentes Inquietas, sobre o transtorno do déficit de atenção (TDA), vendeu 200 000 cópias e está sendo relançado. Nesta entrevista, Ana Beatriz fala de sua experiência, da importância do diagnóstico precoce e afirma que, embora não tenha cura, o transtorno permite uma vida normal e criativa.

Como a senhora descobriu que tem o transtorno do déficit de atenção?
Eu já estava no 3º ano da faculdade de medicina. Tinha 19 anos. Fui a um seminário em Chicago sobre depressão. Consegui errar tudo: cheguei um dia e uma hora atrasada para a primeira aula. Como não apareci, minha inscrição foi cancelada. A atendente da faculdade viu meu desespero e disse que eu poderia me transferir para outro curso, com início naquele dia. O professor era John Ratey, papa do déficit de atenção. Ele começou a detalhar o transtorno e pensei que estivesse falando sobre mim. Chegou a ser incômodo. Quando a aula acabou, fui atrás dele conversar sobre meu comportamento desde a infância. No dia seguinte fiz um teste que revelou que eu tinha TDA em grau grave. Ele então me disse: “Sobreviver, você já sobreviveu. Sabe se virar, frequenta uma boa faculdade. Mas você mata um leão por dia”. Comecei então o tratamento.
Foi um divisor de águas. Senti-me como um míope que põe o primeiro par de óculos e percebe que o mundo é cheio de detalhes. Usei a medicação por cinco anos consecutivos. Hoje, quando escrevo um livro, volto a tomá-la no último mês. É a hora em que junto todas as informações e preciso ter mais senso crítico.

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O que provoca o TDA?
A pessoa que tem o transtorno nasce com uma alteração no funcionamento do lobo frontal. Essa seção do cérebro é um maestro do comportamento humano, uma área em que se cruzam sistemas neurais ligados à razão. Entre outras ações, regula a velocidade e a quantidade de pensamentos. No TDA, esse filtro funciona com eficiência menor. O resultado é a hiperatividade mental e, consequentemente, a perda de foco, de objetividade. Quem nasce com TDA não tem problema de inteligência, mas de administrar o tempo, fixar a atenção, dar continuidade ao que inicia. O transtorno é muito mais comum do que se imaginava. Segundo a Associação de Psiquiatria Americana, 6% da população em idade escolar tem esse padrão de funcionamento mental nos Estados Unidos. No Brasil, as pesquisas apontam uma média próxima a essa.

O que provoca essa alteração do funcionamento do cérebro?
É um transtorno químico, causado pela baixa de dois neurotrasmissores: a dopamina e a noradrenalina. Essa alteração diminui a ação filtrante do lobo frontal. A genética já mostrou ter papel importante, mas fatores externos acabam interferindo na evolução do transtorno. Se não é cercada por uma organização mínima, a pessoa pode ter sérios prejuízos em sua qualidade de vida. tdah_3

Como o transtorno interferiu em sua trajetória pessoal?
Sempre achei que havia algo errado comigo. Na escola, tinha horror a ditado. Meu coração disparava: sabia que precisava prestar atenção ao que a professora dizia e, simultaneamente, observar se não estava cometendo erros ao escrever. Nessas horas, eu me sentia a criança mais burra da sala. Fora do colégio, também sofria. Uma vez meu pai, que é professor, corrigiu tanto meu diário que botei fogo nas páginas depois. Vivia com as pernas roxas de tanto cair e bater nos móveis. Meu armário era uma bagunça absurda. Tenho uma irmã cinco anos mais velha, centrada, organizada. Durante muito tempo, dei a ela parte da minha mesada para que arrumasse meu armário. Todas as vezes que minha mãe reclamava comigo, eu concordava, entendia que ela tinha razão. Mas eu não sabia como tudo isso acontecia. No início da adolescência, bateu uma vontade enorme de mudar. Eu era uma criança falante e me fechei. Fiquei retraída, quietinha, para não errar. Vivia no meu quarto, lendo. Isso foi dos 12 aos 16 anos. Na infância me chamavam de pinga-fogo, porque eu não parava. Na adolescência, quando me tranquei, virei Bia Sid (de sideral). Às vezes, achava que era burra. Por outro lado, sabia que tinha conhecimento e imaginação. Acabava o dia com dor de cabeça de tanto pensar. Era uma angústia.

Mas a senhora hoje é uma psiquiatra bem-sucedida. Como conseguiu isso?
O diagnóstico foi libertador. Passei a me observar. Com a medicação, comecei a fazer mais rápido o que antes demandava muito esforço. Foquei na psiquiatria. No meu trabalho, nada me escapa hoje. Tenho um filme na cabeça sobre cada paciente. Quem tem TDA presta uma atenção acima da média naquilo que desperta seu interesse verdadeiro. É o que a gente chama de hiperfoco. Por isso, acho injusto falar de déficit de atenção. O que existe é uma atenção instável.
O menino com TDA pode sofrer na escola, mas desenhar muito bem ou tocar piano de ouvido, se essa for a sua paixão. Por isso, é fundamental que os pais descubram os talentos do filho e o estimulem a fazer aquilo de que realmente gosta. Para quem tem TDA, isso funciona como remédio.

Como sua família enfrentou o problema?
Minha mãe creditava meu comportamento a falhas do método pelo qual fui alfabetizada. Meu pai achava que era preguiça. Mas eles eram compreensivos, porque sabiam que eu não fazia nada de propósito e era honesta, sincera, assumia os erros. Voei de bicicleta no carro do vizinho e meu pai pagou o conserto sem reclamar. Quando eles buscaram um diagnóstico para meu comportamento, os médicos disseram que eu tinha uma disritmia e me passaram um remédio. Devido à sonolência que causou, parei logo de tomar essa medicação. Ainda bem.

dda-300x229Por natureza, as crianças costumam ser agitadas e inquietas. Quando os pais devem desconfiar que o filho sofre do transtorno?

Na infância, desatenção e impulsividade são normais. Mas, em geral, estão relacionadas a algum motivo específico: porque a criança dormiu mal, está preocupada com alguma coisa, apaixonou-se pela primeira vez. O que acontece é que uma criança com TDA tem esse comportamento de maneira constante e mais intensa. Ela já nasce com o cérebro funcionando dessa maneira e, antes dos 7 anos, é possível perceber isso. Na infância, existe uma profusão de sintomas – e não são notas baixas. O lençol não para na cama porque a criança se mexe demais durante a noite. Também pode falar dormindo. Os professores mandam recados dizendo que aquele aluno é extremamente inteligente, mas isso não se traduz nas avaliações. A criança também é excluída das brincadeiras na escola, porque tem dificuldade de esperar a vez nos jogos em grupo e manter a atenção nas tarefas. Olhar a agenda e os cadernos também ajuda muito: eles refletem a organização do pensamento e como a criança anota as observações que professores fazem durante as aulas. A condição fundamental para o diagnóstico de TDA é a hiperatividade mental. Ninguém adquire TDA ao longo da vida. Quem tem o transtorno já nasceu com esse tipo de funcionamento cerebral. É o histórico que leva ao diagnóstico preciso.

Como foi sua vida escolar?
Nunca repeti ano. Conseguia passar nas provas finais ou na recuperação. Nessa hora, meus pais assumiam uma função, digamos, mais executiva. Eles me ajudavam a me organizar, e aí eu estudava como louca. Quando existe planejamento, vai tudo bem com a pessoa que tem TDA.

O que a senhora aconselha a quem descobre que o filho tem TDA?
A primeira coisa é ver o grau de sofrimento dessa criança, o nível de desconforto. É preciso ir à escola conversar com professores, ouvir a babá. A partir daí, dar oportunidade à própria criança para que ajude no tratamento, participe. Tenho um paciente que enlouquecia a família. Depois de usar medicação por dois anos e ter uma melhora estupenda, ele disse: “Já tenho noção de como é meu cérebro funcionando da maneira que tem de ser e queria parar de tomar o remédio, tentar do meu jeitinho”. Ele ganhou uma percepção de seu comportamento. Outra coisa que os pais devem entender é que ser justo em questão educacional não é tratar os filhos todos da mesma maneira. Eles têm de ver o que cada um precisa. No caso do TDA, é fundamental dar ênfase à disciplina. Inclusive com a mesada. Como ele tende a gastar tudo de uma vez, o dinheiro tem de ser liberado aos poucos, para criar um limite e cumpri-lo. Com meus pacientes, por exemplo, costumo assinar um contrato toda vez que quero alguma coisa. Sempre funciona.

A senhora conta a seus pacientes no consultório que tem TDA?
Sim, e principalmente as crianças ficam muito aliviadas. Outro dia atendi um paciente que batia a cabeça na parede. A mãe pensou que o filho estivesse louco. E eu disse a ele: “É para tentar parar o excesso de pensamento, né? A cabeça pesa mesmo, mas não é assim que vai melhorar”. Ele ficou impressionado porque eu entendia exatamente o que ele estava sentindo. No livro, publiquei experiências minhas com nomes trocados. Como as da estudante de fonoaudiologia que achava que tinha alguma falha de caráter porque se distraía nas aulas, pegava cadernos emprestados com amigas, tirava notas boas e se achava uma fraude.

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Quais são as tendências mais modernas no tratamento do transtorno?
Antes, só existia o metilfenidato (a Ritalina). Mas 15% dos pacientes não respondem bem a ele. É uma substância que surte efeito quando a desorganização e a falta de foco são os fatores que mais atrapalham a vida. Ao longo desta década, a bupropiona, substância usada no tratamento para parar de fumar, mostrou-se muito eficiente também para TDA. A atomoxetina, um tipo de antidepressivo, também passou a ser usada – principalmente nos casos em que depressão e ansiedade se manifestam junto. Costumo dizer que a melhor medicação é a eficaz com a menor dose. Mesmo no tratamento de adultos, começo com dose de criança. E avalio o tratamento complementar necessário. A terapia cognitivo-comportamental tem-se mostrado muito eficaz.

Existe prescrição exagerada de medicamentos hoje?
Sim. Não se deve prescrever remédio de TDA em um momento de desatenção ou para aumentar a concentração no ano de vestibular, por exemplo. O excesso de informação pode levar o cérebro à exaustão, e a pessoa fica sujeita a distrações, falhas de memória. Mas isso é fruto de uma sobrecarga circunstancial. Quando acaba, os sintomas desaparecem. O que acontece é que, por desinformação, alguns pais solicitam a medicação antes de uma investigação cuidadosa sobre o funcionamento mental do filho. Em quem não tem TDA, o remédio cria um efeito falso, dá apenas vigor numa situação de cansaço extremo.

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TDA tem cura?
Não tem cura, mas há grandes chances de um final feliz. No momento em que você entende sua engrenagem, passa a dominá-la em vez de ser dominado por ela. Aí pode até levar vantagens. O excesso de pensamento – que causa exaustão, desorganização e esquecimento – também traz ideias. Existem ideias boas e más. O grande aliado de quem sofre de TDA é um caderninho. Em qualquer lugar, eu anoto pensamentos que já deram origem a capítulos de livros. Mesmo para ideias sem sentido, é vital ter organização. Dali pode sair algo realmente inovador.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

Os Metais Tóxicos no Autismo

metais e autismo

OS METAIS TÓXICOS EM AUTISMO E TDHA

Em diferentes debates científicos sobre o autismo e meios de comunicação, se tem falado de uma epidemia dentro do espectro autista. Podemos encontrar uma criança autista nascendo a cada 3 horas, segundo relatos no estado da Califórnia.

O que está acontecendo?
Uma das respostas mais fortes, dadas pelos cientistas, é que o risco ambiental nesta doença é igual ao risco genético.

Ao se falar em risco ambiental, devemos considerar 3 aspectos principais:
1- uso indiscriminado de antibióticos;
2- Vacinas múltiplas;
3- Contaminação química: Metais pesados e outros contaminantes

O que são metais pesados?
São metais de alto peso molecular que entram no organismo por inalação, ingestão ou exposição cutânea. São bioacomulados, que se podem unir a moléculas dentro do organismo e por serem de difícil excreção, vão passando através da cadeia alimentar; e quando os metais entram e se acumulam nos tecidos do organismo, mais rápido do que o organismo pode excretar, é criado um estado de intoxicação desenvolvendo assim danos aos tecidos e células nervosas.

Com certeza, estamos expostos aos metais pesados, mas a fragilidade nas crianças autistas e TDHA, são maiores, mas por que é tão alta?

Podemos citar diversos fatores :
Sistema imunológico comprometidos
Existem danos nas vias de detoxificação
Bio-acumulação de toxinas multiplas ( amalgámas dentárias.. )
Alta exposição ( vacinas, pintura de unha -esmalte…)
Exposição em fases críticas ao nascimento( pre e pos natal)

Como saber se seu filho tem intoxicação com metais?
Existem muitas possíveis manifestações, porém é difícil reconhecer pela simples observação, pois se requer uma analise de metais no cabelo. Exame que comprova estes contaminantes, principalmente o mércurio, alumínio, chumbo, cobre.

Estas intoxicações, se expressam em grande quantidade no comportamento dentro do espectro autista.

Como podemos eliminar os metais pesados?
Através de uma técnica chamada quelação, que consiste na remoção por meio de um quelante (íon químico) , fazendo com que estes, sejam excretados na urina e nas fezes.

A quelação do Mércurio, como todos os outros são feitos através de um longo período, mas, com um tratamento nutricional e médico, podemos notar melhora na atenção, linguagem e motricidade, a fase do tratamento.
Os metais pesados e suas fontes principais de intoxicação, estão descritos na tabela abaixo:

Metal tóxico
Fontes principais

Alumínio (não é metal pesado)
Latas, utensilios de cozinha, antitranspirantes, antiácidos

Antimônio
Usado en pijamas, sabão, tendas resistentes ao fogo. Produtos antiparasitários

Arsênico
Como arsenato de cobre em conservadores de madeira para jogos infantis. fumaça de cigarro

Cádmio
Pigmentos, pinturas, pilhas recarregáveis

Níquel
Botões,zippers, instrumentos odontológicos. fumaça de cigarro

Estanho
Pastas de dentes, pinturas corrosivas de embarcações marinhas provocando intoxicação de peixes e mariscos

Chumbo
Altamente tóxico!: provoca dano cerebral e do sistema nervoso..
Pinturas, combustão de hidrocarburadores. Água em tubo de chumbo (parte hídrica em construções antigas )

Mercúrio
Altamente Tóxico! Tanto a forma inorgânica como orgânica .
Pode cruzar a placenta e penetrar no cérebro do embrião provocando dano cerebral severo.
Mercúrio inorgânico: minério, incineração de dejetos médicos. Atividades industriais.

Mercúrio orgânico: Consumo de salmão, atum, Amalgamas dentárias da gestante que passa para o feto.

Etilmercurio como conservante em vacinas principalmente múltiplas.

É importante assistência de profissionais como médicos e nutricionistas, para o tratamento da quelação e também para uma dieta sem glúten e caseína.

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O autismo é um transtorno do desenvolvimento, que manifesta-se tipicamente antes dos 3 anos de idade. Este transtorno compromete todo o desenvolvimento psiconeurológico, afetando a comunicação, (fala e entendimento) e o convívio social, apresentando em muitos casos um retardo mental. Segundo pesquisas, cerca de 60% dos indivíduos autistas apresentam epilepsias.

Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (=conjunto de sintomas) e foi primeiro classificado em 1943 por Leo Karner. Hans Asperger pesquisou e em 1944 classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do Autismo, a grosso modo, um autismo brando. Ao conjunto de determinadas variações, chamamos de Espectro do Autismo, pois somam-se as características autísticas, outras específicas de cada grupo de outros sintomas.

Em recente estatística publicada pela revista americana Time Magazine (Maio/2002), a incidência de autismo atualmente é 1 em cada 175 nascimentos sendo 4 meninos para 1 menina. Como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classe sociais, em todo o mundo.

O autismo é geralmente diagnosticado por um médico neuropediatra ou por um psiquiatra especializado em autismo.

Ainda não se tem uma causa específica, mas há várias suspeitas de possíveis causas e as pesquisas não param.

Recentes estudos apontam a contaminação por mercúrio (thimerosal) e outros metais pesados como possíveis causas. Em alguns países já é proibido o uso de vacinas com thimerosal e outros agentes portadores de mercúrio na fabricação de vacinas.

Os critérios de diagnósticos mais aceitos são avaliações completas com base na DSM IV (da Associação Americana de Psiquiatria) ou CID 10 (publicado pela Organização Mundial de Saúde), disponíveis na área de downloads deste site. Lembre-se o diagnóstico deve ser feito por profissional especializado.

Alguns espectros mais conhecidos de autismo são:

Síndrome de Angelman
Síndrome de Asperger
Síndrome do X Frágil
Hiperlexia
Síndrome de Landau Kleffner
Distúrbio Obsessivo-Compulsivo
Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento
Síndrome de Rett
Síndrome de Prader-Willi
TDA Transtorno do Déficit de Atenção/hiperatividade

IMPORTANTE

  • Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar medicamentos.
  • As informações disponíveis no blog possuem apenas caráter educativo.