Cândida e a Influência da Dieta

acucar

Os fungos crescem com o açúcar, principalmente a sacarose. O consumo de grandes porções de carboidratos refinados como balas, chocolates, bolos, biscoitos, pão branco, bebidas alcoólicas e cafeína podem levar a um supercrescimento da cândida. Mesmo o açúcar contido nas frutas e nos seus sucos, se consumidos em excesso, favorecem também o seu crescimento. O excesso de açúcar e de lipídios diminui a fagocitose de leucócitos e a função linfocitária, respectivamente, tornando o ambiente próprio para o seu ótimo crescimento. As deficiências nutricionais frente a uma alimentação desequilibrada e uma função digestiva precária também estimulam o seu crescimento.

Muitos alimentos, mesmo que considerados saudáveis, podem estar grandemente colonizados por fungos e suas toxinas. Estes incluem milho, amendoim, castanha de caju, e côco ralado. Fungos também podem ser encontrados na cevada, centeio, trigo, arroz, milho e em praticamente todos os grãos de cereais. Uma dieta rica em cereais e oleaginosas contaminadas, portanto aumentam a colonização de fungos no trato digestivo. Animais que se alimentam destes grãos contaminados também tem um crescimento de fungos aumentado e nós, portanto podemos ingeri-los de maneira indireta através do consumo de sua carne. Além disso, esses animais podem ter sido alimentados com antibióticos, o que de alguma forma pode influenciar no desequilíbrio da nossa ecologia intestinal.

A exposição a toxinas ambientais (pesticidas, herbicidas, petroquímicos e metais pesados) também aumenta a sua prevalência. Alguns estudos apontam para uma relação da cândida com uma sensibilidade aumentada ao mercúrio derivado dos amálgamas dentários e com uma prevalência aumentada de alergias alimentares.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

autismo social

“No dia 12 de março, a revista Arquivos de Doenças na Infância publicou uma nova pesquisa que não comprovou a teoria de que indivíduos autistas têm uma maior permeabilidade intestinal. O intestino hipermeável produziria toxinas que danificariam o sistema nervoso. O novo estudo utilizou técnicas analíticas confiáveis para comparar crianças autistas com outras crianças sem necessidades especiais. Amostras de urina foram comparadas e os resultados não mostraram nenhuma diferença significativa no conteúdo de peptídios nos diferentes grupos. Mesmo assim, os próprios autores do estudo acham necessário que outros experimentos sejam conduzido afim de analisar os efeitos das dietas livres de caseína e glúten na vida do autista.”

gluten

A Gliadorfina (ou gluteomorfina) é um peptídeo derivado do glúten e as caseomorfinas do leite. A gliadomorfina é composta de 7 amino ácidos que começam com o sufixo N-terminal tirosina-prolina  e tem a prolina nas posições 4 e 6, como indicado abaixo. As Beta caseomorfinas são peptídeos originários da beta caseina, compostos de 4 a 11 aminoácidos, todos começando com a tirosina na posição N-terminal (13,14) . Mais recentemente, Meisel e Fitzgerald descreveram uma variedade de peptideos que tem função opióide derivados de todos os grupos da caseina (alfa caseina, beta caseina e kappa caseina), e de outras proteinas do leite (alfa lactoalbumina, beta lactoglobulina) e da albumina do soro. As beta caseomorfinas foram as primeiras substâncias com forte poder opióide encontradas no sangue. Elas são degradadas pela dipetidil peptidase IV formando uma mistura de tirosina-prolina, fenilalanina-prolina-glicina, fenilalanina-prolina, e glicina16. Entretanto, as beta caseomorfinas são as mais estáveis em relação a degradação enzimática pela dipeptidil peptidase IV (15).

Dr. Reichelt17 na Noruega, e outros descobriram que amostras de urina de pessoas com autismo, déficit de atenção e hiperatividade, doença celíaca e esquizofrenia continham quantias altas do peptídeo caseomorfina.

Nutrição Funcional e Autismo

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O autismo é uma doença que vêm freqüentemente crescendo e há fortes indícios que seria por causa de fatores ambientais, já que a proporção desse aumento não pode ser justificado apenas pela genética, pois alterações genéticas sempre mantém a mesma proporção.

Muitos estudos, então, vêm tentando desvendar outros fatores que levam ao aparecimento desta doença. Dentre as alterações que constantemente aparecem em autistas estão alterações gastrintestinais, como a má digestão de certos alimentos, hiperpermeabilidade intestinal, o que facilita a passagem de alimentos mal digeridos pelo intestino, alcançando a corrente sanguínea, desencadeando reações alérgicas, e /ou inflamatórias, que ativam o nosso sistema imunológico.

O sistema imunológico é o segundo pilar que deve ser estudado quando se trata de autismo, que pode ser modulado, através de nutrientes, além de outras alternativas, como tratamentos antifúngicos, extremamente relacionados com esta patologia. E em terceiro lugar temos as alterações no sistema cerebral, que pode ser influenciado pelos outros fatores já descritos.

A desintoxicação de metais pesados também parece ser extremamente necessária em pacientes autistas, então, este deve ser mais uma linha de pesquisa na busca do tratamento destes pacientes.

Quando se pensa em nutrição para autistas dependerá muito das causas, história do desenvolvimento dos sintomas, se foi após uso de antibióticos, se foi após alguns tipos de vacinas, ou se não houve motivo aparente. Então o tratamento nutricional destes pacientes deve ser muito individualizado, e de preferência, depende de uma série de exames para identificação desde alergias alimentares (nunca desprezando sintomas clínicos), até a presença de crescimento de fungos no intestino e/ou aumento de toxinas ou compostos análogos (parecidos com os que encontramos normalmente no organismo), mas que interrompem ou prejudicam as vias metabólicas normais destes indivíduos.

Os alimentos que foram mais relacionados com o autismo são os que possuem glúten (trigo, cevada, centeio, aveia) e caseína (laticínios), mas outros também podem ser prejudiciais dependendo da individualidade bioquímica, como: ovos, tomate, berinjela, abacate, pimenta soja, milho e nozes.

Devem ser evitados aditivos químicos como os corantes, conservantes, nitratos, sódio e adoçantes. Portanto, evitar o consumo de alimentos industrializados e procurar uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos integrais e legumes. Além disso, é importante evitar consumir cafeína e nem bebidas alcoólicas.

Procurar manter os níveis de glicose no nosso sangue constantes, pois é importante para a função cerebral. Para isso, consumir alimentos a cada 3 horas em pequenas quantidades, assim, o organismo tem suprimento constante de energia e não vai ter picos e nem quedas de glicose ao longo do dia.

Uma dieta antioxidante que ajudará a eliminar as toxinas e nutrir o organismo, além de manter glicemia é fundamental. Estas condutas também auxiliarão no bom funcionamento do intestino que é fundamental nestes pacientes, tanto para melhorar a sensibilidade alimentar, quanto para diminuir hiperpermeabilidade intestinal e melhor a imunidade. A utilização de produtos antifúngicos também pela nutrição é de grande valia.

Com isso, podemos perceber que invariavelmente a nutrição está envolvida com o tratamento do autismo, sendo que, muitos profissionais acreditam que a nutrição individualizada nestes pacientes deve vir antes de outras alternativas, tanto pela sua melhora do quadro, quanto por preparar o organismo para responder melhor aos outros tipos de tratamentos.

Entrevista feita com Dr. Antonucci psiquitra DAN! Italiano.
Transmissão SOS Autismo. Entrevista na Prima Tivvù di Avelino do italiano Dr.Nicola Antonucci explicando intervenções biomédicas e a importância do tratamento do autismo. Ele decidiu estudar e ser um médico DAN! pela experiência própria de ter um filho com autismo. Agradeço a Prima Tivvù di Avelino pela liberação de reprodução deste material e pela sensibilidade demosntrada sobre o Autismo.

sistema-digestivo

Uma outra intervenção popular para o autismo é a dieta livre de Glúten e da caseína. Milhares de pais em todo o mundo colocaram suas crianças nesta dieta restrita e observaram melhoras dramáticas. Em conseqüência, muitas receitas foram publicadas em livros de receitas especializados, boletins de notícias, e na Internet.

Intestino Permeável.: Muitos indivíduos autistas têm intervalos intestinais permeáveis, e isto é referido frequentemente como leaky gut = “intestino permeável”. Parece haver muitas razões para o problema do intestino permeável em indivíduos autistas, tais como infecções por vírus, (por exemplo, o vírus do sarampo), infecção da levedura (isto é, um crescimento anormal da candida albicans), e uma redução na transferase do enxofre do fenol (PST; que linhas o intervalo intestinal e o protege da permeabilidade). Há também algumas especulações que os metais pesados no intervalo intestinal podem enfraquecer as membranas; e isto, por sua vez, pode causar o intestino permeável .

Para tratar as potenciais causas do intestino permeável:

Viral – Não há nenhuma droga que pode destruir os vírus no corpo mas há as drogas anti-virais que podem “retardar” os vírus.

Candida Albicans — Muitas crianças testaram positivo ao super crescimento da candida albicans e foram tratadas com medicamentos contra fungos (ver a seção candida albicans nesta edição).

Níveis baixos do PST — Alguns pais dão a suas crianças banhos de Sais de Epson para aumentar o nível do  PST.

•  As crianças estão recebendo também procedimentos do desentoxicação dos metais para livrar seu corpo de metais pesados em excesso.

Glúten e caseína. O Glúten é uma proteína e está presente nos alimentos, tais como o trigo, a cevada, o centeio e a aveia. A Caseína é também uma proteína e é encontrada em produtos tais como o leite, o sorvete, o queijo e o yogurt, enfim todos os derivados do leite. No intervalo intestinal, o Glúten e a caseína se transformam em peptídeos; e estes peptídeos se transformam em aminoácidos.

Atualmente, nós não sabemos porque a dieta livre do Glúten e da caseína ajuda a muitos indivíduos autistas. Uma teoria popular é que quando o Glúten e a caseína são transformados em peptídeos, eles podem passar com as imperfeições no intervalo intestinal. Estes peptídeos são denominados o gliadinomorphin (a quebra a proteína do glúten) e o casomorphin (a quebra da proteína da caseína). Ambos os peptídeos agem como a morfina no corpo. Estes podem também passar através da barreira do sangue-cérebro e causar um impacto negativo no desenvolvimento do cérebro.

Como indicado mais cedo, o tratamento o mais útil para este problema é colocar a criança em uma dieta livre de Glúten e da caseína. Quando colocadas na dieta, as crianças, especialmente com menos de 5 anos de idade, podem apresentar alguns sintomas. Isto é, se todos os alimentos com os ingredientes glúten e caseína forem removidos de repente da dieta da criança, isto poderia conduzir a sintomas do autismo, isto é, a primeira impressão seria que a criança estivesse muito pior. Lisa Lewis, Ph.D., mãe de uma criança autista que está envolvida ativamente na disseminação da informação sobre a dieta livre do glúten e da caseína, sugere que as crianças com menos de seis anos devem ser colocadas em uma dieta experimental por três meses para ver se há alguma melhora; e as crianças com seis anos e mais velhos devem ser colocadas em uma dieta experimental por seis meses.

Algumas pessoas sugerem que o estado de saúde do intervalo intestinal da criança deva ser examinado primeiramente; e se houver uma evidência de um intestino permeável,  então a criança deve ser colocada em uma dieta livre de Glúten e da caseína. O teste do Intestino Permeável é é a única maneira de determinar se uma criança tem um intestino permeável. Este teste envolve beber uma solução com sabor doce e então coletar amostras da urina. A maioria dos médicos podem administrar este teste. Os pais emitiram também amostras da urina de suas crianças aos laboratórios para testar para a presença dos peptídeos anormais associados com o glúten e com a caseína na urina. Entretanto, muitas pessoas sentem que estes testes não são necessários e sugerem que os pais devem simplesmente colocar a criança em uma dieta restrita e então observar se ou há alguma melhora na criança.

Traduzido por Simone Filomeno

Revisado por Dr Gentil Alves Jr. e Dr. João Felipe Franca.

Escrito por Stephen M. Edelson, Ph.D.

Centro Para o Estudo de Autismo, Salem, Oregon