Bolinhos de Linhaça

Bolinhos de Linhaça

Bolinho de Linhaça

Você quer oferecer um alimento gostoso para o seu filho que além de tudo ainda é saudável e ajuda a combater ou prevenir doenças?
Este bolinho é assim: gostoso e funcional graças a adição da linhaça moída.Os benefícios da linhaça são extensos. Dentre eles destaca-se:

- Rica em fibras solúveis atuando como uma vassoura no intestino, limpando o lûme intestinal, carregando toxinas e contaminadores e com isso previne ou melhora uma série de doenças;
- Contém muitos agentes anti-cancerígenos;
- Diminui as taxas de colesterol e ajuda a controlar a glicose no sangue;
- É excelente fonte de ômegas sendo rica em ômega 3 o que lhe confere propriedades antioxidantes, antinflamatórias, de renovação celular e protetora do sistema nervoso;
- Ainda é fonte de vitaminas B1, B2, C, E, caroteno, ferro, zinco, alguma quantidade de potássio, magnésio, fósforo e cálcio.

Então…
Não espere muito para fazer esta receitinha e incluí-la no seu cardápio!

Bolinhos Morenos de Linhaça:

- 1 xícara de farinha de arroz branca ou integral
- 3/4 de xícara de farinha de linhaça dourada (moa as sementes na hora)
- 1 colher das de sopa de fermento químico
- 1 xícara de açúcar ou o seu substituto
- 1/4 de xícara de óleo
- 1 xícara de água ou leite vegetal
- 1 colher das de chá de baunilha
- goiabada cremosa para o recheio

Modo de fazer:

1º Pré-aqueça o forno a 180º

2º Junte todos os ingredientes e misture até formar uma massa. Distribua-a em forminhas para brevidades ou bolo colombinho untadas e enfarinhadas.

3º Asse por 20 minutos ou até que ao enfiar um palito, este saia limpo. Deixe esfriar.

4º Com a ajuda de uma bomba de confeitar injetora, injete um filete de goiabada no centro dos bolinhos. Sirva!

Fonte: Cozinha Sem Glúten e Sem Leite by Claudia Marcelino is licensed under CC BY-NC-SA 2.5

LEITE DE ARROZ

LEITE DE ARROZ

O leite de arroz é bastante neutro em sabor, compatível com qualquer utilização na cozinha e com matéria-prima presente na casa de qualquer família. É um leite vegetal de fácil digestão, podendo ser misturado a todos os outros para realçar seu sabor ou suavizar o de outro que seja mais forte.

- 2 xícaras de arroz, qualquer tipo, sem lavar
- 10 xícaras de água mineral ou 2 litros e meio
- 1/2 colher das de chá de sal
- Metade de uma fava de baunilha

Modo de fazer:

1º Leve ao fogo a água com o arroz, o sal e a metade da fava de baunilha cortada ao meio, por 15 minutos, não mais que isso.

2º Passe o arroz com a água do cozimento pelo liquidificador, utilizando o modo pulsar em três pulsadas rápidas para apenas quebrar os grãos sem formar uma papa. Se você esperar o arroz esfriar ele cozinhará mais e absorverá mais água e mesmo produzindo o leite da forma descrita, ele ficará bem grosso.

3º Peneire mexendo delicadamente no arroz apenas para sair o líquido. Está pronto para ser utilizado.

Repare que na foto o leite da jarra é mais translúcido. Este é o leite de arroz puro. O do copo está misturado com leite de amêndoas e fica um branco mais leitoso.

Nota:

Adicionando cálcio:

Você pode adicionar cálcio ao leite misturando uma colher de chá de pó de casca de ovo ou cálcio de ostras em pó, encontrados em boas lojas de produtos naturais. Se misturá-lo a um pouco de leite de avelãs ele já estará enriquecido de cálcio, pois as avelãs são ricas em cálcio, mais até do que o leite de vaca.

Adicionando ômega 3:

Para fazer um leite enriquecido com ômegas, adicione 1 colher das de sopa de óleo de linhaça, ou de nozes, ou de canola prensados à frio e depois de pronto. Estes óleos não são os óleos de cozinha encontrados em supermercados. São vendidos em lojas de produtos naturais em pequenas garrafas de vidro.

Fonte: Cozinha Sem Glúten e Sem Leite by Claudia Marcelino is licensed under CC BY-NC-SA 2.5

sem gluten

Autismo: tratamento com dieta

O tratamento do autismo – uma síndrome complexa que prejudica a capacidade de comunicação e interação social dos portadores – frequentemente consiste de uma série abrangente de programas educacionais, terapias e tratamentos comportamentais. Várias intervenções nutricionais também tem sido sugeridas, como a restrição de alguns alérgenos alimentares, o uso de probióticos e de suplementos nutricionais. Uma das intervenções atualmente mais populares, no entanto, é a dieta sem glúten e sem caseína (dieta SGSC) a qual, como o próprio nome diz, elimina todas as fontes de glúten (presente no trigo, cevada, centeio e aveia) e caseína (presente no leite e derivados) da alimentação.Um artigo recentemente publicado na revista Nutrition and Clinical Practice, pela Dra. Jenniger Elder, faz uma revisão do status médico e científico da dieta, e traz recomendações para que as famílias dos portadores e profissionais de saúde possam decidir pela adoção – ou não – da dieta.

- Em um estudo conduzido em 2003, o qual envolveu 50 crianças com autismo, revelou (através de análises sanguíneas) que um número significativo destas crianças tinham anticorpos contra o glúten (gliadina) e a caseína (ou seja, havia uma reação auto-imune na presença destas substâncias)
- Em outro estudo envolvendo 20 participantes, demonstrou-se que embora mudanças tenham sido observadas nos dois grupos, o grupo de crianças autistas que adotou a dieta SGSC apresentou melhorias significativas no comportamento, cognição não verbal e coordenação motora em relação ao grupo de crianças que adotaram uma dieta padrão (com gluten e caseína).
- Finalmente, um estudo publicado no Journal of Autism and Related Disorders envolvendo 13 crianças e controles mais rigorosos analisou os efeitos da adoção da dieta por 12 semanas. Este estudo mostrou que, embora tenham sido observadas melhoras pontuais na linguagem e comportamento, não houveram diferenças significativas quando se comparam os sintomas do grupo de crianças seguindo – ou não – a dieta.

É interessante notar, no entanto, que 7 das 13 famílias que participaram do estudo (e adotaram a dieta SGSC) notaram melhorias nos sintomas, diminuição da hiperatividade, melhoria na linguagem e menor frequencia de comportamentos repetitivos (as quais, por seu caráter mais subjetivo, não foram consideradas pelos pesquisadores na análise dos resultados). Os autores reconhecem que um período mais longo do que 12 semanas possa ser necessário para que as melhorias se tornem mais aparentes.

  • O glúten e a caseína contém proteínas que ao serem digeridas tranformam-se em compostos opiáceos com poder de gerar uma certa dependência. Estes compostos são as gluteomorfinas e caseomorfinas.
  • Alguns indivíduos autistas (20%) apresentam sintomas gastrintestinais como diarréias frequentes. O intestino destes indivíduos também costuma ser mais permeável causando uma absorção dos compostos opiáceos. Quando os indivíduos apresentam esta absorção exagerada a quantidade de compostos opiáceos na urina é bastante aumentada.
  • Tais compostos atingem o cérebro causando estados mentais compatíveis com intoxicação por drogas opiácias, como a morfina, a codeína e a heroína. Estudos mostram que camundongos que receberam doses elevadas de caseomorfinas tiveram áreas do cérebro alteradas. Porém não tenho conhecimento de nenhum estudo que comprove que caseomorfinas e gluteomorfinas possam causar sintomas do autismo em seres humanos.
  • Mesmo assim, alguns estudos mostram que quando a caseína e o glúten são removidos da dieta os indivíduos não mais sentem os efeitos dos compostos opiáceos e seu comportamento melhora significativamente. Outros estudos não mostram nenhuma relação entre dieta e autismo.
  • Pesquisas controladas estão sendo realizadas no momento e devem estar disponíveis até o próximo ano.

Fonte: http://www.vidasemglutenealergias.com