leveduras_2Alergias alimentares poderia ser relacionado ao problema de levedura?

Sim, alergias a alimentos podem ser relacionadas a problemas de levedura. A levedura pode existir em duas formas: Uma única célula flutuante ou uma forma de colônia. Quando levedura forma colônias, elas secretam enzimas como phospholipase e proteases que quebram o forro da área intestinal para prender a colônia de levedura à parede intestinal. Os buracos feitos pelo produto de levedura formam uma condição chamada síndrome de vazamento do intestino, no qual moléculas de comida indigestas são absorvidas na circulação sangüínea gerando alergias a alimentos. Uma vez que o problema de levedura subjacente é controlado, os buracos no intestino serão curados. Então menor quantidade comida indigesta entra no sangue e o número de alergias a alimento diminuirá.

Nutrição da Criança Autista

circulacao

O autismo é um distúrbio neurológico com deterioração progressiva na interação social e na linguagem das pessoas afetadas, apresentando padrões repetitivos de comportamento. Ainda sem causa conhecida, esta desordem apresenta anormalidades no sistema límbico e cerebelar, estruturas importantes no controle motor e emocional do ser humano. Além desta anormalidade, observa-se também, alteração metabólica direcionadas para a importância de alguns nutrientes da alimentação do paciente autista. Isto se deve, principalmente, à detecção de elevados níveis de algumas substâncias no sangue dos pacientes, que são: gluteomorfina e caseomorfina, peptídeos derivados da proteína do glúten e da caseína respectivamente. Estes peptídeos apresentam similaridade às substâncias opióides e às suas ações no sistema nervoso central. Também promovem outros efeitos, tais como: redução do número de células nervosas do sistema nervoso central e inibição de alguns neurotransmissores. De acordo com os dados observados, as substâncias opióides são derivadas de algumas proteínas da alimentação comum, tais como: o glúten e a caseína. Assim a terapia nutricional específica voltada para o paciente autista torna-se um dos primeiros pontos a ser discutido como tratamento. Portanto, com a eliminação padronizada e controlada dos alimentos que promovem a formação das substâncias similares aos opiódes da dieta dos autistas, percebe-se melhora significativa na sociabilidade e comunicação destes pacientes, bem como, uma redução dos efeitos de abstinência destes compostos. Diante de todas as implicações do distúrbio neurológico e metabólico do autista, este tratamento deve ser aplicado de forma interativa e multidisciplinar, sendo a nutrição um importante contribuinte no somatório para melhoria nas características e nos sintomas da desordem autista. Segundo informações do “Centro de Tratamento Pfeiffer (PTC)”, os autistas apresentam, entre outras alterações, um defeito na função da proteína metalotionina que tem como função básica, a detoxificação de metais pesados, anormalidade esta que aparenta ser genética, tornando, o cérebro do autista extremamente sensitivo para metais tóxicos e outras substâncias ambientais

Esta proteína está, também, envolvida diretamente no desenvolvimento e maturação cerebral e do trato gastrintestinal nos primeiros anos de vida do ser humano. Por outro lado, a função diminuída da proteína metalotionina dificulta também, a entrada de alguns minerais nas células (8). Entre eles estão o cobre e o zinco que são responsáveis pela maturação intestinal, função imune e crescimento celular. De fato, algumas das principais evidências observadas no autismo são as anormalidades neurológicas e metabólicas. Diante disso, várias investigações têm sido direcionadas para a função de alguns nutrientes na alimentação do autista, objetivando uma melhora nos sintomas da desordem neurológica, e, tornando o tratamento nutricional um dos primeiros pontos que devem ser observados nas crianças autistas.

Nos últimos 30 anos, alguns autores têm relatado entre outros problemas uma série de disfunções gastrintestinais nos autistas. HORVATH & PERMAN (2002) descreveram alterações patológicas na permeabilidade intestinal, aumento da resposta secretória à injeção intravenosa de secretina e diminuição da atividade enzimática digestiva, o que demonstra uma conexão relativa entre as ações do cérebro e do intestino. Entretanto, também existem relatos de doença celíaca e intolerância à lactose associada à síndrome do autista, embora um grupo considerável de indivíduos que apresentam essas desordens neurológicas em concomitância com outras, sejam passíveis de problemas na digestão das proteínas do glúten e da caseína, o que acrescentaria maiores problemas aos indivíduos afetados e maiores complicações na patogênese do autismo. Diversos outros efeitos são observados quando os peptídeos opióides se elevam na corrente sangüínea, entre eles estão, a alteração do nível de acidez estomacal, alteração da motilidade intestinal e redução do número de células nervosas do sistema nervoso central e conseqüente alteração na neurotransmissão. O excesso de atividade dos peptídeos opióides no sistema nervoso central também pode resultar em um grande número de interferências neurais por elevadas alterações funcionais de atividade nervosa, o que afeta diretamente a percepção, a emoção, o humor e o comportamento do autista, entre outros sintomas. Diante das ações terapêuticas nutricionais existentes, o tratamento do autista é complexo e deve ser feito com base em uma série de abordagens clínico-nutricionais, com o objetivo também de detectar possíveis deficiências nutricionais decorrentes ou não da doença. Associado a isso deve ser feito, também, o levantamento semiológico completo da vida do paciente. Enfoques e evidências médicas que possam ser somadas as alterações neurológicas e/ou clínicas (tais como: uso de medicamentos que possam interferir no metabolismo de algum componente da dieta, distúrbios físicos e/ou psíquicos, entre outros), tornam-se importantes no tratamento geral do autista. Orientações e informações sobre a desordem do autismo e suas implicações na nutrição, inicialmente devem ser direcionadas para os pais e profissionais não-médicos da instituição que, por ventura atenda estes pacientes; – Observar a viabilização do tratamento nutricional na residência dos autistas, sempre respeitando as condições sócio-econômicas de cada família; – O tratamento Nutricional, somente deve ser iniciado, após o conhecimento da complexidade da doença, que, se faz com a retirada controlada dos principais nutrientes que resultam na formação dos opióides, que é um dos principais causadores

dos problemas neurológicos de cognição e comportamento do autista. Assim, sugere-se o seguinte protocolo adaptado e ordenado: A. Retirada da caseína e de todos os produtos derivados dessa proteína dos alimentos destinados aos autistas, com observação constante do Nutricionista por um período de 3 semanas (tempo experimental de possíveis reações adversas do procedimento);  Após o período experimental em relação à restrição da caseína e derivados, inicia-se a retirada do glúten e derivados da alimentação do autista, seguindo o mesmo critério de observação utilizado para caseína, mas agora por um período experimental de 5 meses; As observações constantes do nutricionista se fazem necessárias com o objetivo de prevenir possíveis quadros de deficiências de vitaminas e minerais que possam ser iniciadas com a retirada dos componentes alimentares conforme descritos e, principalmente, a possibilidade do aparecimento da síndrome de abstinência, ocasionada pelo bloqueio e interferência da ação opióide dos peptídeos no sistema nervoso central, a qual pode não apresentar grande conseqüência nutricional para o paciente. Mas se houver, alguma conseqüência, estas surgirão como alterações psicológicas e psicomotoras significativas, e nesse caso, deverão ser discutidos juntamente com a equipe de tratamento do paciente. A ação opióide dos peptídeos no sistema nervoso central deve ser um dos fatores mais importantes discutidos no tratamento da criança com autismo, bem como, os efeitos da síndrome de abstinência nestes indivíduos, relacionada à restrição de glúten e caseína, requerem uma atenção intensiva, não só do Nutricionista, mas também, do outros profissionais que estão vinculados ao tratamento do autista. Diante de todas as implicações do distúrbio autista associado à Nutrição, o tratamento deve ser sempre aplicado de forma interativa e multidisciplinar, bem como integração dos membros da família do paciente, objetivando, não a cura da doença, mas uma melhora efetiva nas características e sintomas da desordem.

Fonte: César Augusto Bueno dos Santos Nutricionista Prof. Patologia Geral Coordenador Curso Nutrição – UNIFENAS/BH Email: césar.santos@unifenas.br/cesarabueno@hotmail.com

alimentos autismo

Por Natasha Campbell McBride (traduzido por Cláudia Marcelino do site Autismo em Foco)

A Dra. Natasha é pediatra, pesquisadora da Universidade de Cambridge em neurologia e nutrição, tem um filho com TEA e escreveu um livro: “Gut and Psychology Syndrome: Natural Treatment for Autism, ADD/ADHD, Dyslexia, Dyspraxia, Depression, Schizophrenia”, ” O intestino e as Síndromes psicológicas: Tratamento Natural para Autismo, TDAH, Dislexia, Dispraxia, Depressão, Esquizofrenia”.

Uma dieta livre de glúten e caseína é bastante conhecida e tem bases científicas sólidas por trás. No entanto, existe muito mais que você pode fazer pela nutrição de seu filho, do que simplesmente cortar glúten e caseína.

Eu acredito na natureza. A natureza nos fez e ao mesmo tempo nos provem com todo tipo de alimento necessário para nos alimentar e nos manter saudáveis, ativos e cheios de energia. Nós devemos consumir esses alimentos da forma em que a natureza os proporciona. É quando começamos a adulterar esses alimentos, é que começamos a ter problemas. Qualquer processo a que submetemos o alimento, muda a sua estrutura química e biológica. Nossos corpos não foram planejados para consumir alimentos modificados. Quanto mais o alimento é processado, mais quimicamente alterado e com menos nutrientes eles ficam. Além de perder o seu valor nutricional, alimentos processados perdem as suas principais características de sabor e cor. Então, para compensar, várias químicas são adicionadas: enriquecedores de sabor, corantes e todos aqueles aditivos e preservativos, que finalmente tem sido mostrados como coadjuvantes nos problemas de aprendizado, desordens psiquiátricas e outros problemas de saúde. Se nós olharmos atentamente as prateleiras de supermercados, nós vamos perceber que a maioria dos alimentos processados são carboidratos. Todos aqueles cereais matinais, biscoitos, pães, massas, chocolates, doces, geléias, açúcares, frutas em calda, alimentos pré-cozidos cheios de misturas, são carboidratos altamente processados.

Todo carboidrato da alimentação ao ser digerido se transforma em glicose. A natureza nos provém com uma grande quantidade de carboidratos na forma de frutas, vegetais e cereais. Quando nós os ingerimos em sua forma original, esses carboidratos são absorvidos vagarosamente produzindo um aumento gradual da glicose no sangue, o qual o nosso corpo foi planejado suportar. Carboidratos processados são absorvidos muito rapidamente, produzindo um rápido aumento da glicose no sangue. Agora, a glicose no sangue é um daqueles fatores onde o nosso corpo produz picos bioquímicos para lidar com a situação porque seus valores altos ou baixos são perigosos. Um aumento rápido de glicose no sangue é chamado hiperglicemia, coloca o pâncreas em estado de choque para bombear muita insulina rapidamente pra lidar com esse aumento. Como resultado, depois de uma hora a pessoa chega a um nível muito baixo de glicose sanguínea, chamado hipoglicemia. Algum de vocês já percebeu que após ingerir um desses cereais matinais no café da manhã, após 1 hora estão com fome de novo? Isso é hipoglicemia. E o que essas pessoas geralmente fazem nessas horas em que estão com fome? Comem biscoitos, uma barra de chocolate, um café ou qualquer coisa parecida e todo ciclo de hiper/hipo glicemia começa novamente. Essa ciranda de glicose alta e baixa no sangue é extremamente perigosa para todo mundo, podemos deixar de lado um pouco a nossa criança autista. Tem sido provado que muito da hiperatividade, agressividade e outros problemas comportamentais em crianças de idade escolar, são resultados da ciranda de glicose. A fase hiperglicêmica produz as tendências de hiperatividade e auto-estimulação em nossas crianças, enquanto na fase hipoglicêmica eles se sentem mal, geralmente com dores de cabeça, mau humor, furor ou fadiga geral com suor excessivo. Muitos alimentos já foram apontados pelo seu índice glicêmico – um indicador de como esses alimentos podem aumentar a glicose no sangue depois de ingeridos. Carboidratos processados incluindo o açúcar, alcançaram os maiores índices glicêmicos, assim como o arroz branco, batatas, cenouras cozidas e ervilhas cozidas. É melhor dar aos autistas carboidratos com baixos índices glicêmicos – frutas e vegetais crus e alguns cereais integrais cozidos e preparados por você mesmo. Frutose tem um baixo índice glicêmico.

Outro ponto importante sobre os carboidratos processados são os seus efeitos nocivos na flora intestinal. Carboidratos processados alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu crescimento e proliferação. Fora isso eles produzem um efeito parecido com uma cola onde vários parasitas hospedeiros se agarram e se desenvolvem. Todas essas criaturas microscópicas produzem substâncias tóxicas que seguem na corrente sanguínea “envenenando” literalmente a criança. Quanto mais carboidratos processados você der a sua criança, mais “intoxicado” ela vai ficar e mais sintomas autísticos você verá.

Evidências científicas recentes sugerem que o autismo pode ser uma desordem auto-imune. Um desequilíbrio entre os dois braços do sistema imune mais importantes:  o Th1 e o Th2, com uma super produção de Th2 e uma supressão de Th1. A mesma situação é encontrada em muitas doenças crônicas – em doenças virais, parasíticas, câncer, alergias, asma e outras condições auto-imunes. Alimentos processados, particularmente carboidratos processados e açúcar, enfraquecem diretamente a função de células exterminadoras e dos glóbulos brancos e mina a resistência sistêmica para todas as infecções. Um controle nutricional apropriado é uma peça chave para controlar o desbalanceamento do sistema imune. A flora intestinal tem uma função importante no controle do sistema imune. Um probiótico potente, não vai só restaurar a flora intestinal, mas vai também equilibrar a função imune do Th1 e do Th2. Vamos dar uma olhada nas várias formas desses carboidratos processados. Vamos começar com os cereais matinais. Eles são considerados saudáveis, não são? Infelizmente a verdade é justamente o contrário. Cereais matinais são carboidratos altamente processados, cheios de açúcar e outras substâncias. Eles tem um alto índice glicêmico e são péssimos para o equilíbrio da flora intestinal. A fibra desses alimentos é cheia de fitatos – substâncias que se ligam aos minerais essenciais e os colocam para fora do sistema, contribuindo para a deficiência mineral. Não tem nada de saudável neles para uma criança autista. Salgadinhos e aperitivos (incluindo a pipoca), um hit nas dietas das crianças hoje em dia, também são carboidratos processados com alto índice glicêmico. Mas isso não é tudo sobre esses alimentos. Eles são saturados de gorduras vegetais que foram aquecidas a alta temperatura. Qualquer óleo que tenha sido aquecido,  passa a adquirir substâncias chamadas ácidos trans. Esses são gorduras insaturadas que foram alteradas quimicamente. O que essas gorduras fazem é tomar o lugar do ômega3 e do ômega6 na estrutura da célula, tornando-as incapacitadas. Consumir gorduras trans, vai aumentar a atividade de Th2 e enfraquecer a imunidade de Th1. Como você deve se lembrar, a imunidade de Th1 em crianças autistas já é baixa e Th2, já é super ativada.

Trigo. A dieta livre de glúten é amplamente recomendada  e muitas famílias com filhos autistas a avaliam como uma grande ajuda. Mas, vamos dar uma olhada no trigo como um todo, com ou sem glúten. Ninguém compra os grãos de trigo para cozinhá-lo em casa. Nós compramos alimentos feitos de farinha de trigo. A farinha chega as padarias por  exemplo, em embalagens pré-prontas de misturas variadas para pães, biscoitos e tortas. Essas misturas já foram processadas e perderam os melhores nutrientes. Depois elas são “enriquecidas” com preservativos, pesticidas para manterem os insetos  longe, substâncias químicas para prevenir a absorção de umidade, corantes e flavorizantes, amaciantes, somente para mencionar um pouco deles. Depois o padeiro fabrica pães, tortas, bolos, biscoitos… cheios desses coquetéis químicos para nós comermos. Os produtores rapidamente produziram as misturas sem glúten e fizeram os produtos livres de glúten. Então, você vai consumir todos os carboidratos processados com todos esses aditivos químicos nele, mas só que agora livre de glúten. Uma vez consumido, um pedaço de pão branco se transforma numa massa grudenta, que alimenta parasitas, bactérias patogênicas e fungos no intestino, contribuindo para o aumento da toxicidade que sua criança já tem. Eu acredito firmemente, que uma criança autista não deve consumir trigo de nenhuma maneira ou forma. Trigo é uma matéria-prima do mundo ocidental e também o causador nº1 de alergias e intolerâncias alimentares.

Açúcar e nada que seja feito com ele. Açúcar é comumente chamado de “a morte branca”. Ele merece 100% desse título. O consumo de açúcar no mundo cresceu em enormes proporções no último século. É estimado que uma pessoa ocidental comum  consuma uma média de 73 a 92kg dessa substância artificial em um ano. Açúcar está em todo lugar e é difícil encontrar qualquer alimento processado que não o tenha. Mesmo deixando de lado o sobe/desce de glicose no sangue e o efeito nocivo que ele causa no intestino, já foi mostrado que ele age mal diretamente no sistema imune (o qual já é comprometido nas nossas crianças). No topo de todas as questões, para lidar com o consumo exagerado de açúcar, o corpo tem que  usar os minerais disponíveis, as vitaminas e as enzimas em níveis alarmantes, terminando em tornar-se enfraquecido dessas substâncias. Uma criança autista não deveria consumir açúcar sob forma alguma. Bolos, doces e outras guloseimas são feitos com açúcar e trigo, como seus principais ingredientes, adicionados de várias outras químicas como corantes, preservativos, flavorizantes… Não precisa dizer que isso tudo deveria estar fora da dieta da criança (com ou sem glúten). Para os aniversários e outras ocasiões raras, podemos fazer bolos caseiros feitos com mel ao invés de açúcar e farinha de amêndoas (ou qualquer outra castanha moída). Eu recomendo o livro de Elaine Gottschall, “Breaking The Vicious Cicle”. Ele tem ótimas receitas assim como ótimas dicas de nutrição.

Refrigerantes são umas das maiores fontes de açúcar na dieta de uma criança, para não mencionar todos os aditivos químicos. Sucos de frutas são cheios de açúcar processado e fungos. Ao menos que seja de fruta fresca, eles também não devem fazer parte da dieta de sua criança.  Aspartame,  um repositor do açúcar em muitas bebidas, foi descoberto que é cancerígeno e deve ser evitado. Ele é convertido em metanol no nosso corpo. Metanol é muito bem conhecido como um veneno. Água mineral ou água filtrada com uma fatia de limão é a melhor bebida para nossas crianças. Beber água tratada com cloro futuramente irá comprometer a flora intestinal de sua criança, simplesmente porque o cloro está lá para matar bactérias em primeiro lugar. Resumindo, uma criança autista não deveria ter alimentos processados na sua dieta. Toda comida deveria ser apresentada-as da forma mais próxima da natureza possível. Peixes frescos, carnes frescas, ovos frescos, castanhas e sementes, alho e azeite extra  virgem, quinua, devem ser preparados em casa com complementos também frescos.

Frutas e vegetais deveriam ser comidos crús quantas vezes possível na forma de saladas, sticks, pedaços… Frutas frescas e vegetais não são apenas uma boa fonte de vitaminas, minerais, antioxidantes e outros nutrientes, eles são também uma excelente fonte de enzimas vitais, as quais as crianças autistas tem falta. Essas enzimas são essenciais na desintoxicação do corpo. Comer vegetais crús com carnes vai dar um suporte na digestão das carnes e dos cereais. Vegetais e frutas cozidos perdem muito dos seus valores nutricionais: enzimas e vitaminas são destruídas, carboidratos mudam a sua estrutura. Cenoura, pepino, couve-flor, brócolis, aipo são deliciosos na forma de palitos com um molho de maionese; abacate amassado com bastante azeite extra  virgem e um pouco de suco de limão. Abacate é uma fruta maravilhosamente nutritiva e deveria fazer parte regularmente da dieta de seu filho. Falando sobre frutas, existe muita confusão nessa área. Você não pode transferir achados  laboratoriais científicos feitos com um nutriente isolado para um pedaço de alimento, feito pela natureza. Existem vários exemplos para ilustrar esse ponto de vista. A propósito, nós todos sabemos que a cianida é um veneno. Entretanto, ela é uma parte importante da molécula da vitamina B12 e todos nós sabemos, que nós não podemos viver sem a vitamina B12. Outro bom exemplo é o leite de peito. Leite de peito tem uma grande quantidade de caseína. Entretanto, é um dos melhores alimentos para crianças autistas. Todos os pais reportam o quanto as suas crianças  se desenvolvera normalmente enquanto só eram alimentadas com leite de peito. Na verdade, no 5º tópico do “Autism File” tem um artigo nomeado “O milagre do leite de peito”, onde uma mãe conseguiu um enorme desenvolvimento do seu menino autista ministrando-lhe leite de peito (felizmente, ela estava amamentando seu bebê mais novo nesta época). Eu não acredito em limitar as frutas na dieta de uma criança. Um fato importante para lembrar, no entanto, é de prover a maior variedade de frutas possíveis e não cair na armadilha de comer bananas todos os dias. Frutas silvestres frescas ou congeladas deveriam ser comidas sempre que possíveis. Lembre-se, nada de açúcar para acompanhar! Dentre várias substâncias benéficas, contém nitrilosides, essencial para a desintoxicação do corpo. Abacaxi irá lhe prover de enzimas proteolíticas, a qual nossas crianças tem falta. Frutas devem ser consumidas sozinhas, nunca com as refeições, como elas tem um padrão de digestão muito diferente, elas podem dificultar o trabalho do estômago. Sirva frutas como lanche entre as refeições com suas cascas e sementes (peles e sementes tem um grande valor nutricional). Nunca cozinhe frutas!

Carnes, peixes, aves domésticas, carnes orgânicas e ovos caipira deveriam  ser a maior parte da alimentação da sua criança. Eles devem ser comprados frescos, ou os orgânicos, e cozidos em casa. Carnes, peixes e ovos são as maiores fontes de nutrientes para nós, seres humanos. Ao contrário do que popularmente se acredita, a maioria das vitaminas, dos minerais, dos aminoácidos e gorduras essenciais vem da carne, peixe e ovos. Os alimentos vegetais, como os cereais, verduras e vegetais, são cheios de vitaminas e minerais, mas a bio disponibilidade desses alimentos para nós humanos, é muito menor do que nas fontes animais. Nós não somos ruminantes, que tem bactérias especiais no estômago para digerir plantas. O nosso trato digestivo foi desenhado para consumir amplamente as carnes. Os esquimós por  exemplo, vivem basicamente de peixe, carne e gordura animal. Eles são comprovadamente um dos povos mais saudáveis do planeta.

Ovos frescos merecem uma explicação mais detalhada. De acordo com a sua facilidade em ser digerido e absorvido pelo intestino humano, o ovo é o único alimento que pode ser equiparado ao leite de peito. Gema de ovo cru  é uma das maiores fontes de aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais da forma mais pura possível. Você deve ter um fornecedor seguro de ovos caipira. A clara deve sempre ser cozida, pois consumi-la crua pode bloquear a síntese de biotina no intestino. Mas a gema é melhor crua! No entanto, se você se sentir inconfortável em comer gema crua, então cozinhe da forma que desejar. É melhor comer gemas cozidas do que não comê-las de forma alguma.Dois ovos no café da manhã irá prover sua criança com muitas vitaminas, incluindo vitamina B, A, E e D, assim como também com todos os aminoácidos que nossas crianças são deficientes. Ao invés de cereais matinais no café da manhã, dê a elas dois ovos (pochê, mexidos, cozidos ou de qualquer outra maneira) com caldo de carne puro, cebolas fritas ou vegetais crus  de todas as formas. Regue com uma boa quantidade de azeite extra-virgem  e sirva. É importante você usar muita cebola e alho quando estiver cozinhando. Cebola tem muitas propriedades imuno-estimulantes, cozida ou crua. Alho é conhecido por ter propriedades anti-fungicas, anti-parasíticas anti-virais assim como habilidades para estimular o Th1. No entanto, essas propriedades são destruídas facilmente ao serem cozidos. Esta é a razão de adicioná-lo aos alimentos somente no final da cocção (3-4 min antes de desligar o fogo). Adicione alho crú as saladas e pratos já preparados. Para começar, você pode somente esfregar um pouco de alho no fundo do prato de seu filho antes de por a comida. Conforme o seu filho for se acostumando ao gosto do alho crú, lentamente vai introduzindo mais quantidade. Comer alho crú ou cozido regularmente, vai fazer muito bem a ele ou ela.

Óleo de oliva tem muitas propriedades parecidas com as do alho assim também como é uma excelente fonte de ácido oleico – um ácido graxo essencial monoinsaturado, que vai incrementar  o braço de Th1 do sistema imunológico de seu filho. Certifique-se de que ele seja prensado a frio e virgem e use-o bastante nos pratos prontos. Não é uma boa idéia cozinhar com ele, pelo fato dele ter muita quantidade de ácidos graxos insaturados que iram se transformar com o calor em perigosas gorduras trans. É melhor cozinhar com gorduras que não insaturam como, ghee (um tipo de manteiga muito pura usada por chefes de cozinha da culinária francesa), óleo de côco, porco, simplesmente porque elas não alteram suas estruturas quando são aquecidas. Elas podem até serem reutilizadas. Nós precisamos muitos de gorduras saturadas na nossa alimentação. O ponto importante aqui é que nós devemos consumir gorduras naturais. Por exemplo, manteiga é muito mais saudável do que qualquer substituto sintético. Todo óleo vegetal foi aquecido a altas temperaturas no processo de produção e estão de cheios de gorduras trans. Consuma gorduras que a natureza nos proporciona que você não estará errado. Eu gostaria de enfatizar que a criança autista necessita muito de gorduras naturais. Deixe-a comer a gordura das carnes, a pele do frango, muito azeite ao servir os seus pratos, ministre-a um bom óleo de bacalhau ou qualquer outra fonte de ômega3 com ácidos graxos essenciais EPA/DHA todos os dias. Ácidos graxos ômega3 encontrado em peixes de águas geladas reduz o IL-6 (a citikina Th2) a imunidade de Th1. Ao contrário do que acreditam, a gordura é a principal fonte de energia do corpo humano. O cérebro e todo o restante do sistema nervoso são feitos de gordura.

O que falar dos cereais? Os cereais geralmente são muito indigestos, particularmente para um sistema digestivo que já não é muito bom. Crianças autistas não tem um sistema digestivo saudável então trigo, aveia, centeio, arroz, milho, particularmente os processados, devem ser mantidos fora da sua dieta. No entanto, existem alguns cereais os quais comidos uma ou duas vezes na semana, podem ser benéficos. Estes são o trigo sarraceno, painço e a quinua. Eles têm relativamente uma alta porcentagem de proteínas e não são processados a um mesmo nível dos outros cereais. Trigo sarraceno e painço em particular têm substâncias chamadas nitrilosides, que são essenciais para o processo de desintoxicação do organismo. Existem mais de 1500 alimentos que contém nitrilosides. Os mais importantes são: sementes de damasco, sementes de pêssego, sementes de uva, sementes de maçã, amoras, morangos, brotos e nozes macadâmia. Não se esqueça que cereais são basicamente constituídos de amido, o que irá alimentar a colônia de Cândida no intestino e possivelmente outras bactérias também. Esta é a razão de até estes ótimos cereais serem eliminados na dieta até a flora intestinal melhorar.

Castanhas e sementes são ótimas fontes de muitos nutrientes. Elas são as melhores fontes de magnésio, zinco, selênio e outros minerais essenciais na sua forma mais natural e disponível, que toda criança tem falta. Evite os amendoins, ao menos que você os compre com cascas. Todas as castanhas são melhores quando compradas nas suas cascas e quebradas somente na hora de comê-las. Desta forma elas são excelentes formas de ácidos graxos essenciais e estão livres de mofos e fungos. Você pode utilizar castanhas moídas para fabricar o seu próprio pão, panquecas e bolos. Nozes e sementes deveriam fazer parte regular da dieta de seu filho.

Não é fácil persuadir as crianças a se alimentarem de uma forma saudável. A maneira mais fácil que encontrei para introduzir novas comidas na dieta de meu filho foi colocá-las calmamente na frente dele enquanto assistia TV. Tudo fica muito mais fácil quando ele está absorvido pelos programas de televisão. A ABA também tem boas maneiras de introduzir novos alimentos. Isso tudo pode parecer completamente enfadonho e cansativo, mas o que é fácil com nossas crianças?! Então, por favor, não fique desapontado com as falhas, persevere. Afinal de contas você está fazendo uma mudança de vida. Então siga a sua estrada devagar, no ritmo que você e seu filho precisam. Se jogar de cabeça em coisas que você não domina é um passo para o fracasso. Introduza os alimentos um de cada vez, desenvolvendo a sua própria maneira de fazê-los e serví-los. Lembre-se que a regra nº 1 é cozinhe tudo o mínimo possível, não cozinhe nada que possa ser comido crú.

Um probiótico eficiente, vai ajudar a seu filho digerir e absorver a boa alimentação que você preparou pra ele. Eu acredito que esta dieta irá providenciar a nutrição que seu filho tanto precisa como merece.

Boa sorte!

A nutrição envolve 4 conceitos: ingestão, absorção, metabolização e excreção. Somos o que comemos, mas não somente o que comemos, porque também somos o que absorvemos, metabolizamos e excretamos. A nutrição funcional, por sua vez, envolve a letra R em 4 situações: Repor (déficit de nutrientes),Remover (excesso de poluentes), Reparar (consertar furos nos intestinos gerados por inflamação) e Reinocular (equilibrar a flora intestinal saudável contra a patogênica).

bolo de laranja sem gluten e sem ovos

Nessa receita não vai leite, nem ovos e nem trigo. Costumo chamar essa receita de “Receita Base”, porque faço com ela bolo de frutas, de laranja, de cenoura com cobertura de cacau, torta de banana, etc. Então vc pode fazer as substituições que quiser, no lugar da água coloque suco de frutas. Suco de laranja fica uma delícia e faça uma calda com suco de laranja e açúcar e jogue por cima, leve ao forno só p/ secar Pode tb colocar bananas amassadas na massa depois de batida, fatias de banana no meio e em cima da massa, salpique açúcar e canela e leve ao forno por mais ou menos 10 min, vira uma torta de banana deliciosa. Pode também substituir a banana por maçã ou abacaxi.

Uma observação: em outras receitas, os ovos a gente substitui por 1 colher de chá de fermento em pó p/ cada ovo.

Pode substituir a farinha de arroz por amido de milho.

“Receita Base de Bolo da Marilian”

Copo usado p/ medida : 200 ml
Assadeira usada: redonda de 35cm de diâmetro ou retangular de 30cm de largura.

Ingredientes:
- ½ copo de óleo
- 1 copo de agua ou suco de 3 laranjas
- 1 copo cheio de açúcar
- 1 pitada de sal
- 2 e 1/2 copos de farinha de arroz (ou 1 copo de farinha de arroz e 1 e 1/2 copo de fubá se quiser o bolo de fubá)
- 1 colher sopa , mais 1 colher das de chá de fermento em pó Royal

Modo de Preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador e coloque numa assadeira untada com óleo. Se for fazer com o fubá, acrescente um pouco de erva doce, fica uma delícia! Leve ao forno médio até dourar.

Fonte: http://semglutensemlactose.blogspot.com

dieta do autista - autismo

I Encontro Médico Internacional de Autismo e Transtornos do Desenvolvimento

Palestrante Drª.Geórgia Regina.M.Fonseca

O teste tradicional de alergia não detecta este problema, talvez porque isso não seja uma alergia, mas intolerância a glúten, caseína e outros alimentos que possam sensibilizar o autista. O mais recomendado é o teste de IgG ou o exame de peptídeos opióides na urina. Muitos pais relatam que mesmo com resultado negativo, seus filhos foram colocados em dieta e alcançaram bons resultados. No começo da dieta, ao remover estas proteínas pode haver uma reação negativa, como a de um viciado saindo das drogas. Crianças mais novas, com menos de três anos, têm um beneficio dramático com esse tipo de intervenção, mas muitos adultos que adotam essa dieta também notaram melhoras na concentração e na comunicação.

Alguns autistas só comem alimentos que contém glúten e caseína (leite, macarrão, bolos, bolachas…). Como um drogado o autista é viciado nestas proteínas. Muitos pais contam que depois de algumas semanas na dieta o autista começa a sair deste “fogge stage” – estado de confusão – como se os seus sentidos estivessem emergindo e também passam a comer outros alimentos que não comiam antes. Podem comer farinhas que não contenham glúten como tapioca arroz, batata, carnes, mel, frutas, vegetais. A caseína desaparece dos testes urinários em 3 / 5 dias. Pode demorar mais de 8 meses para a diminuição do padrão de peptídeos urinários do glúten. Segundo Dr Paul Shattock os testes para alergia deveriam ser feitos após a retirada do glúten e da caseína. “Esta reação de abstinência pode ser erroneamente caracterizada como uma resposta negativa à uma intervenção dietética de curto período como também à julgamento precoce e abandono da dieta.” Ronald Roggan MD / Universidade de Calgary. O desaparecimento dos peptídeos do glúten é mais gradual que os do leite. Os efeitos colaterais da retirada do glúten são mais brandos porém mais prolongados particularmente nos adultos.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

Alimentos Orgânicos no Autismo

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Temos muitos motivos para consumir orgânicos, dentre eles o de protegermos as futuras gerações de contaminação química (A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas), protegemos o ambiente pois esses produtos evitam erosões no solo (através de técnicas de rotação de cultura, compostagem, dentre outras técnicas que deixam o solo mais produtivo o ano todo), não poluírmos a água (agrotóxicos usados em plantações comuns atravessam o solo e atingem os lençóis freáticos), economizarmos energia, ajudarmos pequenos agricultores, ainda assim cuidamos da nossa saúde! E para os autistas esse cuidado é uma enorme diferença em sua vida, comportamento, corpo e desenvolvimento. Como já dissemos aqui, existem diversas pesquisas baseadas na ligação entre os metais pesados e diversas síndromes do desenvolvimento, dentre elas o AUTISMO!

De acordo com Andrea Lalama, mãe que curou seus dois filhos do espectro autista e ajuda em muitos casos nos E.U.A., o autismo é causado pela proteína cristal de um biopesticida natural feito do Bacillus Thuringiensis (BT). Esse biopesticida é ou foi enriquecido com Chlorodimeform que é um pesticida a base de mercúrio (aqui nosso vilão, o metal pesado mercúrio) para potencializar o poder do BT e que depois foi substituído pelo Amitraz. Esse biopesticida anunciado como vilão somente dos insetos é também prejudicial aos seres humanos, principalmente os autistas.

Essa combinação pode estar nos destruindo e provocando não só os casos de autismo dos EUA como também todas as disfunções neurológicas e psicológicas vistas na população em geral.
O BT destrói a octopamina que controla os neurotransmissores dopamina, serotonina, noradrenalina e a istamina. É a octopamina a responsável pelo senso de direção e comunicação dos insetos. Ela descobriu isso investigando a morte das abelhas, sim as abelhas estão desaparecendo. Quando contaminadas, elas não conseguem se comunicar, o que fazem através de uma dança cheia de códigos, e perdem o rumo, não sabem o que fazer na sua sociedade. Além de não descansarem e morrerem de exaustão. (Qualquer semelhança com um autista alheio aos acontecimentos da sociedade, “perdido”, NÃO é mera coincidência) Os seus intestinos também explodem por causa de algo muito parecido com o intestino permeável.

Outro possível efeito da octopamina é no mecanismo intracelular do cálcio, ajudando na função mitocondrial e sulfatação. Tudo muito haver com nossas crianças, não é mesmo?
O biopesticida BT começou a ser utilizado na costa leste dos EUA em 1938, mesma área onde surgiram os primeiros casos de autismo, logo catalogados por Kanner em 1943. O pai de uma das crianças, trabalhava nas plantações e manipulava pesticidas. Outra coincidência: começou a ser também utilizado na Áustria em 1939 e em 1944 foi catalogada a Síndrome de Asperger.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

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O autismo não está só na cabeça

Historicamente o autismo era considerado uma “misteriosa desordem do cérebro”, sugerindo que se inicia e termina no cérebro. Com o resultado de pesquisas de vários centros dedicados ao autismo e o trabalho pioneiro do ARI – Autism Research Institute analizando os comportamentos comuns entre autistas e procurando respostas em exames, emergiu uma perspectiva mais apropriada para o autismo como o cérebro sendo o resultado do funcionamento dos sistemas que envolvem o corpo humano. O autismo seria então o resultado de um organismo bioquimicamente desequilibrado.

Com essa perspectiva e de acordo com muitas pesquisas publicadas, existem 4 condições básicas impactadas no autismo e onde a dieta ajuda diretamente, melhorando assim as condições de como o autismo afeta o indivíduo:

1º Inflamação do intestino e Intestino Permeável;
2º Deficiência de Nutrientes;
3º Aumento de fungos;
4º Metilação e Sulfatação inadequada com aumento de toxicidade.

Vamos analisar um a um, em que afeta o autista e como ajudá-lo a melhorar.

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1º Inflamação do intestino e Intestino Permeável:

Inflamação no intestino pode ser causada por toxinas, alergia ou sensibilidade alimentar e crescimento desordenado de bactérias.
Isto pode causar dores em geral (dores de cabeça, gases, refluxo, azia, má digestão, constipação, diarréia…) que afetam o comportamento: auto-agressão, estereotipias mecânicas como situações variadas onde esteja sempre de bruços ou em posição de feto, beliscões no corpo e nos olhos, bater a cabeça, são sintomas comuns.

- Quando a digestão é pobre, o intestino muito permeável, os nutrientes dos alimentos não são adequadamente absorvidos. Isto leva a deficiência nutricional que pode afetar toda a função celular, inclusive uma baixa função cerebral.

- Opiáceos podem ser criados pela digestão incompleta do glúten e da caseína levando a sintomas de excesso de opiáceos: pensamentos conturbados e desfocados levando a falta de concentração e dificuldade de aprendizado, insensibilidade a dor, alteração dos sentidos com comportamentos inadequados e irritabilidade.

Como a dieta atua na inflamação intestinal:

Melhorando a digestão, reduzindo a inflamação e recuperando a integridade da mucosa intestinal. O comportamento, a linguagem e uma aparência mais saudável são as áreas onde notamos mais avanços.

Como agir

- Remova os alimentos que inflamam o intestino.
Glúten, caseína, soja, milho e ovos são os mais comuns. Açúcar e óleos refinados também contribuem para a inflamação. Os alimentos exatos que devem ser removidos dependem de exames de alergia alimentar de cada um. Glúten e caseína além de ser os alérgenos mais comuns, pois são largamente consumidos por nossas crianças, quando são retirados melhoram o trânsito intestinal e consequentemente a disponibilidade de nutrientes.

- Introduza alimentos que recuperam a mucosa intestinal.
Óleo de peixe, sementes de linhaça e castanhas em geral, possuem ômega 3 que tem propriedades anti-inflamatórias. Alimentos fermentados também ajudam a recuperar a mucosa.

- Introduza alimentos probióticos e prebióticos
Alimentos fermentados como o kefir e o chucrute, são alimentos que contém probióticos, bactérias do bem que ajudam a reduzir a inflamação e ajudam a restaurar o equilíbrio da flora intestinal.
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2º Deficiência de Nutrientes

A deficiência nutritiva é comum no autista devido a restrição e preferência alimentar, ou a baixa qualidade dos alimentos preferidos e consumidos. Já li vários textos utilizando uma expressão para os meninos de “carboman”, só consomem carboidratos refinados tipo massas e biscoitos.

Processos bioquímicos cerebrais complexos requerem o consumo de nutrientes e estes só estão disponíveis através do consumo da alimentação ou suplementação. Mesmo assim, o sistema gastrintestinal deve estar em bom funcionamento para que o alimento seja devidamente quebrado e absorvido. Para isso é necessário melhorar a digestão e incrementar os valores nutritivos dos alimentos consumidos.

A deficiência de nutrientes provoca uma percepção gustativa alterada e limitada e aliada a presença de metais pesados, provoca uma situação bastante comum no autismo – que é um distúrbio do paladar e onde vemos essas crianças consumirem produtos inapropriados e perigosos como: shampus, sabonetes, colas, tintas, tijolos…

Como agir

- Aumentando a qualidade e digestibilidade dos alimentos. Aumente a qualidade nutritiva praticando a pirâmide alimentar bem variada com os alimentos que fornecem realmente blocos construtores para o organismo.
Deixar grãos de molho aumenta a digestibilidade dos mesmos.

- Disfarce os vegetais para as “crianças difíceis”. Muitas crianças com autismo são difíceis de aceitar novos alimentos. Você pode esconder os vegetais em formas de purê em alimentos como: almôndegas, hamburgueres, molhos, muffins, panquecas, feijão…
Se for necessário, volte no tempo e vá apresentando os alimentos como se faz com um bebê. A comunidade Alimentação e Saúde Infantil tem dicas e cardápios valiosos.

- Adicione suplementação. As enzimas digestivas ajudam a quebrar os alimentos e deixar os nutrientes disponíveis para serem absorvidos. Através de um exame de fezes muito simples chamado coprologia funcional, seu médico pode saber quais alimentos não estão sendo devidamente processados e passar enzimas específicas de acordo. Você também pode suplementar com um complexo geral de multi enzimas. Mesmo assim, ainda pode ser difícil consumir os níveis terapêuticos adequados de nutrientes. Suplementar com multivitâminico, minerais, aminoácidos, ômegas, pode ser necessário.
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3º Aumento de fungos

Fungos são micro organismos poderosos que afetam o nível de energia, a claridade de pensamentos e a saúde intestinal. Quando há o crescimento desordenado de fungos, as toxinas produzidas entram na corrente sanguínea e seguem até o cérebro onde podem provocar sintomas como: alienação, falta de clareza mental e comportamento viciado. O crescimento de fungos é detonado pelo uso de antibióticos ou devido a um sistema imunológico desequilibrado e gera uma inflamação intestinal que requer persistência para ser controlada.

Como agir

- Retire os açúcares. A disbiose intestinal é medida através de exames num índice que vai de 1 a 5. Quando o indivíduo apresenta um índice menor que 4, geralmente reduzir drasticamente o consumo de açúcar e carboidratos refinados, aliados a procedimentos de melhora da digestão e aumento de probióticos, é o suficiente para controlar a situação. Quando a disbiose é maior que 4, geralmente é necessário tomar decisões dietéticas mais complexas. Até mesmo o açúcar de frutas, especialmente frutas secas e em sucos, pode ser um problema sério para alguns.

- Retire o fermento. Alimentos que contém fermento (fermento é fungo) como: pães, uvas, ameixas, carnes maturadas e vinagres, alimentam os fungos e devem ser removidos.

- Retire os amidos. Algumas famílias escolhem seguir a Dieta dos Carboidratos Específicos que elimina os amidos como: batatas, milho e grãos. Amidos se transformam em açúcar no organismo e alimentam as bactérias do mesmo jeito.

- Adicione alimentos fermentados. Alimentos fermentados contém bactérias probióticas vivas que combatem as bactérias patogênicas e ajudam a restaurar a integridade intestinal.

- Aumente a imunidade. Um tratamento com suplementos para aumentar a imunidade corporal, com acompanhamento médico, pode ser benéfico. Desta forma diminue-se a necessidade de consumo de medicação e antibióticos que fazem piorar ainda mais a situação.
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4º Metilação e Sulfatação inadequada com aumento de toxicidade

Metilação, Transulfatação e Sulfatação é um conjunto de atividades bioquímicas que não funcionam bem em muitas pessoas com autismo. Quando a metilação não funciona adequadamente, os neurotransmissores não podem ser metilados, portanto não são “ativados” como deveriam ser, aumentando ou detonando sintomas como: ansiedade, depressão, déficit de atenção e problemas com o sono.

Quando o processo de sulfatação não funciona bem, não é adequado, as toxinas e as químicas provenientes do ambiente e do consumo alimentar como: alumínio, mercúrio, glutamato, e toda sorte de ingredientes artificiais, não são eliminadas corretamente, provocando um acúmulo no organismo. A sulfatação inadequada enfraquece a barreira hemato encefálica e essas toxinas podem chegar até o cérebro e causar sintomas como: irritabilidade, agressão, hiperatividade e comportamento auto-lesivo. Além de aumentar as possibilidades de danos celulares e cerebrais.

Como agir

- Remova os alimentos que contém fenol.
Fenóis são encontrados em aditivos alimentares derivados do petróleo como: todos os corantes artificiais, sabores artificiais e preservativos. Até mesmo os fenóis de origem natural, chamados de salicilatos, presente nos alimentos tanto de origem convencional ou orgânica, devem ser eliminados quando uma séria deficiência de sulfatação é constatada. A lista de alimentos com salicilatos é grande e inclui alimentos como: uvas, pêssegos, cerejas, morangos, amoras, maçãs, amêndoas, mel …

- Evite os aditivos químicos.
Além dos preservativos, corantes e sabores artificiais como já citado, a retirada do glutamato monosódico, aspartame, nitritos e nitratos é crucial.

- Evite as toxinas provenientes da preparação dos alimentos.
O nível de toxina ingerido pode ser ainda maior com o uso de panelas de alumínio, enlatados, alimentos feitos em microondas com a utilização de recipientes plásticos ou armazenados em caixas plásticas.

- Dê preferência aos orgânicos.
Existem pesquisas comprovando que alimentos orgânicos tem maior quantidade de nutrientes do que os convencionais, além de você ficar livre de pesticidas e alimentos geneticamente modificados, ou antibióticos e hormônios quando come carne orgânica, aves e ovos caipiras.

- Adicione alimentos que dão suporte ao fígado.
Os antioxidantes dão suporte ao trabalho do fígado: beta caroteno, vit. A, C, E, B, ácido fólico e selênio. Alimentos ricos em enxofre são especialmente benéficos no processo de desintoxicação feito pelo fígado: brócolis, repolho, couve-flor…
Temperos como a canela e a curcuma também ajudam o fígado. A glutationa é um poderoso antioxidante e naturalmente abundante no fígado. Alimentos que dão suporte a níveis adequados de glutationa são: aspargos, melancia, brócolis, a erva silimarina, papaya e abacate.

- Aumente a Metilação e Sulfatação através de suplementação.
Doadores de metil e suplementos que dão sustentação ao processo de transulfatação, devem ser considerados. Vit. B12, folato, B6, DMG, TMG, magnésio e zinco são importantes nesses processos. Determinar quais suplementos são necessários, através de um acompanhamento médico e adicioná-los, pode ser de grande ajuda para reduzir o impacto do autismo.
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COMO COMEÇAR? COLOCANDO A DIETA EM PRÁTICA

Quanto mais lenta a mudança, mais segura você se sentirá e mais duradouras serão estas mudanças. A proposta é de reeducação alimentar seguindo os moldes das explicações anteriores Você pode começar por onde quiser e se sentir mais confortável, mas um bom roteiro seria:

1º- Retire toda a alimentação vazia.
Balas, pirulitos, refrigerantes, caramelos, jujubas, gelatinas, salgadinhos (amendoins confeitados, cheetos, doritos, baconzitos), pipocas… Pra quê serve tudo isso? Você estará fazendo um grande favor a seu filho!!
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2º- Higienize sua cozinha

Troque as panelas de alumínio por panelas de inox, vidro, ou ágata (estas devem ser mantidas sempre em perfeitas condições). Panelas de barro também são boas opções, mas não são práticas para a vida moderna.

-Utilize somente água mineral tanto para beber como para preparar os alimentos. O tratamento de água das grandes cidades inclui grandes quantidades de cloro para esterilizar a água, só que o cloro também esteriliza nossos intestinos, matando tanto as bactérias más quanto as boas deixando-nos sem defesas.

- Substitua a pasta de dentes com flúor por outra marca sem flúor. O flúor é altamente neurotóxico e não é raro ver autistas que comem pastas de dentes, meu filho era um. A água de muitas cidades também apresentam altos índices de flúor.

- Evite o uso do microondas ao máximo. Não cozinhe em materiais plásticos.

- Não armazene alimentos em potes plásticos, especialmente se estiverem quentes. O calor desprende toxinas do plástico que se transferem para os alimentos. Existem no mercado potes em inox ou vidro para armazenar os alimentos.
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3º- Diminua o uso dos alimentos industrializados

Diminua drasticamente o uso de alimentos industrializados ou exclua-os da dieta completamente, isto seria o ideal. Esses alimentos seriam: hambúrgueres, salsichas, embutidos, enlatados, sorvetes, nuggets, envazados do tipo: sopas de pacotinhos, caldos knorr, comidas prontas para ir ao forno, sucos de caixinhas e garrafas… Existem ótimas receitas substitutas de todas estas guloseimas e você pode congelá-las para facilitar o dia-a-dia.
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4º- Diminua o consumo de açúçar

Quando falamos no consumo de açúcar, não estamos falando apenas do açúcar branco, mas também e principalmente do consumo de carboidratos refinados: biscoitos, pães, pizzas, massas em geral, bolos, cereais matinais…

- Aumente o consumo de “comida verdadeira” e estabeleça horários definidos para 6 refeições diárias: café da manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia. Assim você diminuirá a falta de bobagens e a vontade de consumir alimentos inadequados.

- Aproveite este estágio para apresentar novos alimentos ao seu filho. Pode ser difícil, mas não desista. Até mesmo as crianças neurotípicas tem muitas dificuldades em aceitar novos sabores e texturas. Há pesquisas em que crianças precisam ser apresentadas a diferentes alimentos em média de 15 vezes antes de aceitá-lo. Persistir sem se descabelar é o lema.
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5º- Substitua o açúçar

Substitua o açúcar branco por stévia pura. Em alguns casos e ocasiões, pode-se utilizar açúcar mascavo orgânico ou mel direto do produtor, sem processamento industrial. Nesses casos, não ultrapasse o limite de 4 colheres de chá por dia no total.

- Não esqueça que em casos sérios de disbiose intestinal, procedimentos mais restritos em relação ao açúcar devem ser tomados. Nestes casos, há recomendações de dietas mais apropriadas.
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6º – Retire todo o leite animal e seus derivados

Substitua o leite animal por leite vegetal, tanto o leite consumido puro, como o leite utilizado na fabricação de outras receitas.
O leite utilizado em receitas é mais fácil de ser substituido.
Quando a criança bebe muito leite e é difícil de aceitar uma troca, a forma mais fácil é ir misturando o leite vegetal ao leite animal aos poucos, para ela ir se acostumando ao gosto, até que você consiga retirá-lo por inteiro.
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7º- Retire os alimentos com glúten

O glúten é encontrado em alimentos feitos com trigo, aveia, cevada, malte, centeio. No Brasil é fácil identificá-los pois todos os rótulos devem ter escrito se o alimento contém ou não contém glúten. Também existem ótimas receitas com todo tipo de pratos sem glúten. As opções de alimentos comprados prontos estão crescendo. Nossos grandes aliados são as lojinhas de produtos naturais. Se não encontrar os produtos que deseja, sugira ao dono ou gerente que passe a comercializá-los, muitos irão agradecer suas dicas.

Fonte:  http://blog.agencialumini.com / texto: Cláudia Marcelino

Nutrição Funcional e Autismo

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O autismo é uma doença que vêm freqüentemente crescendo e há fortes indícios que seria por causa de fatores ambientais, já que a proporção desse aumento não pode ser justificado apenas pela genética, pois alterações genéticas sempre mantém a mesma proporção.

Muitos estudos, então, vêm tentando desvendar outros fatores que levam ao aparecimento desta doença. Dentre as alterações que constantemente aparecem em autistas estão alterações gastrintestinais, como a má digestão de certos alimentos, hiperpermeabilidade intestinal, o que facilita a passagem de alimentos mal digeridos pelo intestino, alcançando a corrente sanguínea, desencadeando reações alérgicas, e /ou inflamatórias, que ativam o nosso sistema imunológico.

O sistema imunológico é o segundo pilar que deve ser estudado quando se trata de autismo, que pode ser modulado, através de nutrientes, além de outras alternativas, como tratamentos antifúngicos, extremamente relacionados com esta patologia. E em terceiro lugar temos as alterações no sistema cerebral, que pode ser influenciado pelos outros fatores já descritos.

A desintoxicação de metais pesados também parece ser extremamente necessária em pacientes autistas, então, este deve ser mais uma linha de pesquisa na busca do tratamento destes pacientes.

Quando se pensa em nutrição para autistas dependerá muito das causas, história do desenvolvimento dos sintomas, se foi após uso de antibióticos, se foi após alguns tipos de vacinas, ou se não houve motivo aparente. Então o tratamento nutricional destes pacientes deve ser muito individualizado, e de preferência, depende de uma série de exames para identificação desde alergias alimentares (nunca desprezando sintomas clínicos), até a presença de crescimento de fungos no intestino e/ou aumento de toxinas ou compostos análogos (parecidos com os que encontramos normalmente no organismo), mas que interrompem ou prejudicam as vias metabólicas normais destes indivíduos.

Os alimentos que foram mais relacionados com o autismo são os que possuem glúten (trigo, cevada, centeio, aveia) e caseína (laticínios), mas outros também podem ser prejudiciais dependendo da individualidade bioquímica, como: ovos, tomate, berinjela, abacate, pimenta soja, milho e nozes.

Devem ser evitados aditivos químicos como os corantes, conservantes, nitratos, sódio e adoçantes. Portanto, evitar o consumo de alimentos industrializados e procurar uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos integrais e legumes. Além disso, é importante evitar consumir cafeína e nem bebidas alcoólicas.

Procurar manter os níveis de glicose no nosso sangue constantes, pois é importante para a função cerebral. Para isso, consumir alimentos a cada 3 horas em pequenas quantidades, assim, o organismo tem suprimento constante de energia e não vai ter picos e nem quedas de glicose ao longo do dia.

Uma dieta antioxidante que ajudará a eliminar as toxinas e nutrir o organismo, além de manter glicemia é fundamental. Estas condutas também auxiliarão no bom funcionamento do intestino que é fundamental nestes pacientes, tanto para melhorar a sensibilidade alimentar, quanto para diminuir hiperpermeabilidade intestinal e melhor a imunidade. A utilização de produtos antifúngicos também pela nutrição é de grande valia.

Com isso, podemos perceber que invariavelmente a nutrição está envolvida com o tratamento do autismo, sendo que, muitos profissionais acreditam que a nutrição individualizada nestes pacientes deve vir antes de outras alternativas, tanto pela sua melhora do quadro, quanto por preparar o organismo para responder melhor aos outros tipos de tratamentos.

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Uma outra intervenção popular para o autismo é a dieta livre de Glúten e da caseína. Milhares de pais em todo o mundo colocaram suas crianças nesta dieta restrita e observaram melhoras dramáticas. Em conseqüência, muitas receitas foram publicadas em livros de receitas especializados, boletins de notícias, e na Internet.

Intestino Permeável.: Muitos indivíduos autistas têm intervalos intestinais permeáveis, e isto é referido frequentemente como leaky gut = “intestino permeável”. Parece haver muitas razões para o problema do intestino permeável em indivíduos autistas, tais como infecções por vírus, (por exemplo, o vírus do sarampo), infecção da levedura (isto é, um crescimento anormal da candida albicans), e uma redução na transferase do enxofre do fenol (PST; que linhas o intervalo intestinal e o protege da permeabilidade). Há também algumas especulações que os metais pesados no intervalo intestinal podem enfraquecer as membranas; e isto, por sua vez, pode causar o intestino permeável .

Para tratar as potenciais causas do intestino permeável:

Viral – Não há nenhuma droga que pode destruir os vírus no corpo mas há as drogas anti-virais que podem “retardar” os vírus.

Candida Albicans — Muitas crianças testaram positivo ao super crescimento da candida albicans e foram tratadas com medicamentos contra fungos (ver a seção candida albicans nesta edição).

Níveis baixos do PST — Alguns pais dão a suas crianças banhos de Sais de Epson para aumentar o nível do  PST.

•  As crianças estão recebendo também procedimentos do desentoxicação dos metais para livrar seu corpo de metais pesados em excesso.

Glúten e caseína. O Glúten é uma proteína e está presente nos alimentos, tais como o trigo, a cevada, o centeio e a aveia. A Caseína é também uma proteína e é encontrada em produtos tais como o leite, o sorvete, o queijo e o yogurt, enfim todos os derivados do leite. No intervalo intestinal, o Glúten e a caseína se transformam em peptídeos; e estes peptídeos se transformam em aminoácidos.

Atualmente, nós não sabemos porque a dieta livre do Glúten e da caseína ajuda a muitos indivíduos autistas. Uma teoria popular é que quando o Glúten e a caseína são transformados em peptídeos, eles podem passar com as imperfeições no intervalo intestinal. Estes peptídeos são denominados o gliadinomorphin (a quebra a proteína do glúten) e o casomorphin (a quebra da proteína da caseína). Ambos os peptídeos agem como a morfina no corpo. Estes podem também passar através da barreira do sangue-cérebro e causar um impacto negativo no desenvolvimento do cérebro.

Como indicado mais cedo, o tratamento o mais útil para este problema é colocar a criança em uma dieta livre de Glúten e da caseína. Quando colocadas na dieta, as crianças, especialmente com menos de 5 anos de idade, podem apresentar alguns sintomas. Isto é, se todos os alimentos com os ingredientes glúten e caseína forem removidos de repente da dieta da criança, isto poderia conduzir a sintomas do autismo, isto é, a primeira impressão seria que a criança estivesse muito pior. Lisa Lewis, Ph.D., mãe de uma criança autista que está envolvida ativamente na disseminação da informação sobre a dieta livre do glúten e da caseína, sugere que as crianças com menos de seis anos devem ser colocadas em uma dieta experimental por três meses para ver se há alguma melhora; e as crianças com seis anos e mais velhos devem ser colocadas em uma dieta experimental por seis meses.

Algumas pessoas sugerem que o estado de saúde do intervalo intestinal da criança deva ser examinado primeiramente; e se houver uma evidência de um intestino permeável,  então a criança deve ser colocada em uma dieta livre de Glúten e da caseína. O teste do Intestino Permeável é é a única maneira de determinar se uma criança tem um intestino permeável. Este teste envolve beber uma solução com sabor doce e então coletar amostras da urina. A maioria dos médicos podem administrar este teste. Os pais emitiram também amostras da urina de suas crianças aos laboratórios para testar para a presença dos peptídeos anormais associados com o glúten e com a caseína na urina. Entretanto, muitas pessoas sentem que estes testes não são necessários e sugerem que os pais devem simplesmente colocar a criança em uma dieta restrita e então observar se ou há alguma melhora na criança.

Traduzido por Simone Filomeno

Revisado por Dr Gentil Alves Jr. e Dr. João Felipe Franca.

Escrito por Stephen M. Edelson, Ph.D.

Centro Para o Estudo de Autismo, Salem, Oregon