Cândida e a Influência da Dieta

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Os fungos crescem com o açúcar, principalmente a sacarose. O consumo de grandes porções de carboidratos refinados como balas, chocolates, bolos, biscoitos, pão branco, bebidas alcoólicas e cafeína podem levar a um supercrescimento da cândida. Mesmo o açúcar contido nas frutas e nos seus sucos, se consumidos em excesso, favorecem também o seu crescimento. O excesso de açúcar e de lipídios diminui a fagocitose de leucócitos e a função linfocitária, respectivamente, tornando o ambiente próprio para o seu ótimo crescimento. As deficiências nutricionais frente a uma alimentação desequilibrada e uma função digestiva precária também estimulam o seu crescimento.

Muitos alimentos, mesmo que considerados saudáveis, podem estar grandemente colonizados por fungos e suas toxinas. Estes incluem milho, amendoim, castanha de caju, e côco ralado. Fungos também podem ser encontrados na cevada, centeio, trigo, arroz, milho e em praticamente todos os grãos de cereais. Uma dieta rica em cereais e oleaginosas contaminadas, portanto aumentam a colonização de fungos no trato digestivo. Animais que se alimentam destes grãos contaminados também tem um crescimento de fungos aumentado e nós, portanto podemos ingeri-los de maneira indireta através do consumo de sua carne. Além disso, esses animais podem ter sido alimentados com antibióticos, o que de alguma forma pode influenciar no desequilíbrio da nossa ecologia intestinal.

A exposição a toxinas ambientais (pesticidas, herbicidas, petroquímicos e metais pesados) também aumenta a sua prevalência. Alguns estudos apontam para uma relação da cândida com uma sensibilidade aumentada ao mercúrio derivado dos amálgamas dentários e com uma prevalência aumentada de alergias alimentares.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

Nutrição Cerebral

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“Nutrição Cerebral” é o novo livro do Dr. Helion Póvoa, o precursor da medicina ortomoleluar no Brasil. Escrito em conjunto com o psiquiatra Juarez Callegaro a nutricionista Luciana Ayer e organizado pela jornalista Lucia Seixas – o livro mostra de que forma a falta de nutrientes no cérebro pode determinar o declínio da inteligência e, conseqüentemente, provocar depressão, doenças neurodegenerativas e até mesmo desvios de personalidade. Para os autores, maiores especialistas brasileiros no assunto, o equilíbrio nutricional do cérebro é a chave do nosso bem-estar. O livro revela como a medicina e a psiquiatria ortomoleculares podem se tornar ferramentas importantes na prevenção dos sofrimentos mentais, através da manutenção e amplificação da inteligência humana. Abaixo um resumo do capítulo 16 que trata da relação que existe entre nutrição e autismo.

Para Crianças Mais Felizes e Bondosas

Chegar ao mundo passando por um gestação tranquila, em que houve boa disponibilidade de nutrientes, é algo que aumenta as chances de felicidade de qualquer ser humano. Entretanto, como a evolução é o grande propósito da natureza, a infância, primeira etapa da vida, oferece uma oportunidade única de reparar eventuais danos da gravidez, para dar origem a uma existência feliz e criativa. A recuperação de danos é realizada, principalmente durante o sono do bebê e por isso os recém-nascidos precisam dormir tanto. Nessa fase o pequeno organismo está sob o predomínio do sistema vago, da acetilcolina, que acumula energia e produz o anabolismo. É a fase em que acontecem a reparações e a finalização da estrutura do bebê, inclusive as cerebrais.
Hoje se sabe que o metabolismo de uma criança é seis vezes mais rápido que o de um adulto. Essa descoberta, inclusive, foi a que deu o Prêmio Nobel ao cientista Pierre Le Compte du Nouy que desenvolveu modelos matemáticos de reparação de danos através de índices de cicatrização de feridas. Esse dado deixa clara a vulnerabilidade da saúde infantil e alerta para diversos perigos, inclusive o uso de medicamentos. Infelizmente, vem-se tornando comum a utilização abusiva de antibióticos e antiinflamatórios em crianças. Quase não se usa na pediatria básica dar lactobacilos para corrigir a flora intestinal das crianças e pouco se considera a importância do zinco para a formação do sistema imunológico e para a absorção e fixação das vitaminas, especialmente a vitamina A, que promove a resistência da pele e das mucosas. Por isso é tão comum que crianças apresentem infecções constantes, como as de ouvido. Na verdade, crianças com depressão imunológica sofrerão durante toda a vida, como se constata hoje na questão do autismo, distúrbio considerado como uma forma de esquizofrenia infantil. Crianças com autismo não conseguem se desenvolver normalmente em suas relações sociais e comportam-se de modo compulsivo e ritualista. Embora seja bem diferente do retardo mental, no autismo não acontece o desenvolvimento normal da inteligência. Preferir estar só é uma característica da criança autista, que não desenvolve intimidade com as pessoas e resiste às mudanças. Tem dificuldade de falar e muitas vezes não fala, assim como nem sempre entende o que lhe é dito. A doença é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas. O autismo costuma surgir por volta dos três anos de idade e com muita frequência em crianças com deficiência de zinco o que as torna muito vulneráveis às infecções. Por isso é muito comum que crianças autistas tenham um longo histórico de antibióticos, que, como sabemos, faz proliferar os microorganismos nocivos a flora intestinal.
Cerca de 50% das crianças autistas possuem a Candida albicans e, à medida que também não possuem zinco, acontece nelas a proliferação de outros germes cujas toxinas prejudicam o metabolismo, com sérios reflexos no cérebro. Além do zinco, outros minerais têm muita importância no autismo, como o cálcio. Na verdade o balanceamento do cálcio com os demais minerais no cérebro é fator de muito peso nessa doença. Existe portanto uma questão nutricional no autismo. Quando se utilizam alimentos no tratamento do autismo – e infelizmente poucos centros psiquiátricos o fazem atualmente –, o que se considera principalmente é a depressão imunológica provocada pela carência de zinco, que é agravada pelo excesso de carboidratos refinados. Como se sabe, esses dois fatores fazem proliferar tanto a Candida albicans como a Clostridium difficile,  cujas toxinas estão envolvidas também em outros distúrbios infantis, como o distúrbio do déficit de atenção (DDA). Como o autismo, o DDA vem aumentando significativamente em crianças nas últimas décadas. E as causas desse distúrbio infantil certamente podem estar nas questões alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína. Quando são absorvidas pelo intestino e passam para a corrente sanguinea, as proteínas mal digeridas do leite e do trigo podem produzir no liquor do cérebro derivados de substâncias estimulantes. É o que provoca a agitação típica do distúrbio do déficit de atenção (DDA) e a hiperatividade. É muito importante o fato de que os distúrbios mentais mais comuns da infância começam a ser relacionados com erros alimentares, e já existem diversas pesquisas provando que a utilização de smart nutrients pode produzir excelentes resultados na reversão de muitos desses distúrbios. No que diz respeito ao DDA, comprovou-se que o uso de ômega 3 associado à restrição de carboidratos refinados, corantes, chocolate, cafeína e gorduras trans e hidrogenadas, que fornecem excesso de ômega 6, pode dar ótimos resultados.
Existe uma relação na incidência da deficiência de ômega 3 como o DDA na infância, a esquizofrenia na adolescência, a depressão na vida adulta e a doença de Alzheimer na velhice.
A verdade é que à medida que aumenta na dieta infantil a quantidade de substâncias que podem gerar uma alteração neurológica, também crescem as chances de disfunções sérias no presente e no futuro. Quanto mais perde energia no lobo frontal, por falta de nutrientes, mais dificuldade a criança terá para adquirir conhecimentos e assimilar as lições que a vida oferece. Um outro cuidado fundamental que se deve ter com a saúde infantil diz respeito aos metais tóxicos. O mercúrio, por exemplo, que ainda aparece na fórmula de muitos agrotóxicos utilizados no Brasil, bloqueia as bombas injetoras que promovem a entrada da vitamina B12 no cérebro, o que pode causar distúrbios psiquiátricos graves também em crianças. Esse é um dado pouco difundido porque muitas pessoas psicóticas costumam apresentar níveis de B12 normais no sangue. Entretanto, quando a dosagem é realizada no liquor, os níveis da vitamina estão frequentemente baixos. O mesmo ocorre com o ácido fólico. Já o chumbo, comprovadamente, causa hiperatividade e DDA. Tal fato é levado tão a sério que em alguns países crianças em idade escolar devem fazer testes para verificar se estão ou não contaminadas por chumbo. Infelizmente essa prática não existe entre nós e muitas marcas de tintas ainda contêm chumbo em sua composição. Também verificou-se a presença do metal na tinta de brinquedos provenientes da China. Em alguns países, como os Estados Unidos, o cuidado com a contaminação por chumbo é tão grande que existe uma fiscalização rigorosa de solos para plantio, já que no passado a gasolina continha chumbo e muitas terras próximas a estrada estão hoje impregnadas com o metal. Também não se admite a construção de parques infantis em áreas contaminadas com chumbo. A relação entre as doenças modernas com os fatores nutricionais é bastante evidente e as poucas civilizações que ainda se alimentam de forma natural a reforçam.
Um componente da alimentação infantil que merece maiores considerações é certamente o açúcar refinado, pois é grave a permissividade com que ele é utilizado. Como vimos, o açúcar refinado faz perder cromo e ainda zinco pela urina, tornando as crianças mais predispostas à depressão e a problemas imunológicos, entre outros. A criança ainda não conhece o sabor dos alimentos e por isso a introdução de açúcar é totalmente desnecessária, assim como o sal nas comidas salgadas. É preciso dar às crianças a oportunidade de experimentar o sabor natural dos alimentos. Quanto melhor a criança se alimenta, maior a disponibilidade de nutrientes benéficos para seu cérebro.
Texto retirado do livro Nutrição Cerebral de Helion Póvoa, Juarez Callegaro e Luciana Ayer

Brinquedos Tóxicos e Autismo

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Agora você precisa ter muito mais cuidado ao comprar presente de Natal para as crianças este ano, pois uma organização encontrou elementos tóxicos como chumbo, mercúrio e cloreto de polinivil (PVC) em uma grande parcela dos brinquedos vendidos. O site estadunidense Healthy Toys permite que os consumidores pesquisem em uma base de dados com mais de 1.500 brinquedos que foram testados com um analisador de fluorescência de raios X para descobrir o que há na superfície, ou próximo da superfície dos brinquedos. Neste ano apenas o chumbo já foi encontrado em 20% de todos os brinquedos testados. Muitos deles eram fabricados na China e outros nos EUA. Segundo o Professor Mustafá Ali Kanso, engenheiro químico pela Universidade Federal do Paraná, o chumbo e o mercúrio provocam danos no sistema nervoso central, problemas motores, dificuldades de aprendizado, equilíbrio, etc. em adultos. Em crianças a preocupação deve ser ainda maior, pois seu cérebro está em desenvolvimento. Apesar do chumbo ser o tóxico mais comum detectado, 289 brinquedos (19,3%) mostraram traços de arsênico e 62 (4%) de mercúrio. Em geral, mais de seis a cada 10 brinquedos mostraram algum nível destes materiais tóxicos. Quando perguntamos para o professor Mustafá, que não tem relação com a Helthy Toys, se lavar os brinquedos poderia ajudar a evitar qualquer tipo de contaminação ele afirmou que “Lavar é sempre bom por causa da contaminação por bactérias”. Como os brinquedos geralmente são manipulados por muitas pessoas no ponto de venda, a lavagem é importante. Mas a lavagem não ajudaria contra a contaminação química feita com elementos tóxicos. Estes elementos químicos tóxicos estariam integrados à superfície do brinquedo que, em níveis moderados, não devem preocupar. Mas já ocorreu, no ano passado, o recolhimento de brinquedos nas prateleiras das lojas brasileiras, pois a sua superfície era pintada com tinta que continha chumbo. Segundo o professor, o ideal é sempre comprar brinquedos com selo adequado à idade da criança, que contenham certificação no Inmetro, de marcas idôneas e que não sejam excessivamente baratos. “Sempre desconfie do brinquedo muito barato, pois ele pode ser fabricado sem responsabilidade social e com trabalho escravo.” O governo dos EUA fará o recolhimento, naquele país, dos brinquedos que mostraram quantidades alarmantes dos produtos químicos.

Healthy Toys, Live Science

metais toxicos

Quelação
(Ou desintoxicação de metais pesados)
Trata-se de uma terapia simples e utilizada há vários anos com muito sucesso por milhares de famílias nos Estados Unidos e Europa.  Consiste num protocolo de administração de agentes queladores, produtos capazes de se agregarem a minerais tóxicos e excretá-los do organismo através das fezes e urina.

Autismo x Mercúrio
A terapia de quelação tem demonstrado excelentes resultados em indivíduos autistas.  Já é sabido que os autistas tem uma predisposição para reter mercúrio no organismo provocando sérios danos principalmente ao sistema nervoso central.  O mercúrio é a segunda substância mais tóxica do planeta, e tem por característica se instalar no cérebro.  Daí a importância de se desintoxicar o organismo.  A terapia dura em média de 6 meses a 2 anos, dependendo da quantidade de mercúrio acumulado no cérebro.

Agentes Queladores
E consiste basicamente na administração de agentes queladores como ALA (alpha lipoic acid) que é um antioxidante e/ou DMSA (

dimercapto succinic acid).   Muitos pais decidiram por não utilizar o DMSA devido ao risco de danos ao fígado.   Nos EUA o ALA é vendido sem receita médica, podendo ser adquirido em supermercados, lojas de vitaminas e farmácias.   Já o DMSA é de uso controlado e necessita de receita médica para ser adquirido.

Thimerosal x Vacinas
Já é sabido que os autistas são mais sensíveis a certos agentes tóxicos do que outras, em especial ao mercúrio, utilizado em vacinas infantis sob a forma de Thimerosal que é usado como conservante em vacinas múltiplas (mais de uma vacina num mesmo frasco), vacinas multidose (várias doses extraídas de um mesmo frasco), vacinas para gripe, sprays nasais, etc.   Nos Estados Unidos, desde 2001 está proibida a produção de vacinas contendo Thimerosal como conservante.

Quelação no Brasil
No Brasil, esta terapia ainda é nova, enquanto que em outros países já é utilizada com muito sucesso já há alguns anos. Os profissionais indicados para acompanhamento seriam os chamados médicos ortomoleculares, porém não conhecemos no Brasil profissionais desta especialidade que sigam os protocolos DAN (DAN Protocol) e Protocolo Andy (Andy Protocol) amplamente utilizados nos Estados Unidos.

Exames
A partir da realização de exames como o mineralograma (feito com amostras de fios de cabelo) e outros de sangue e fezes pode-se fazer a contagem do nível dos minerais, essenciais, etc. presentes no organismo.   E com isso determinar a necessidade ou não de agentes queladores e/ou compostos vitamínicos específicos.  É recomendado o acompanhamento médico para verificar o progresso na desintoxicação, o que normalmente consista na realização de exames de fezes e urina para detectar o que (minerais tóxicos) e quanto está sendo excretado.

Nos Estados Unidos
O tratamento está sendo amplamente utilizado nos EUA com muito sucesso.  Crianças autistas tem apresentado melhoras significativas no seu quadro geral, muitas delas, inclusive, voltando a falar e recuperando outras habilidades relacionadas ao desenvolvimento, chegando até mesmo a deixarem de ser “rotuladas” com autistas.

Para maiores detalhes sobre assuntos relacionados a quelação, tais como: mineralograma, regras de contagem, protocolo, lista de médicos, etc. basta clicar nos links.


Nota:
As informações aqui constantes não representam aconselhamento médico, refletem única e exclusivamente a opinião do autor.  Para esclarecer suas dúvidas ou recomendar tratamento, sugerimos que procure um profissional.

Fonte: http://www.autistas.org

Os Metais Tóxicos no Autismo

metais e autismo

OS METAIS TÓXICOS EM AUTISMO E TDHA

Em diferentes debates científicos sobre o autismo e meios de comunicação, se tem falado de uma epidemia dentro do espectro autista. Podemos encontrar uma criança autista nascendo a cada 3 horas, segundo relatos no estado da Califórnia.

O que está acontecendo?
Uma das respostas mais fortes, dadas pelos cientistas, é que o risco ambiental nesta doença é igual ao risco genético.

Ao se falar em risco ambiental, devemos considerar 3 aspectos principais:
1- uso indiscriminado de antibióticos;
2- Vacinas múltiplas;
3- Contaminação química: Metais pesados e outros contaminantes

O que são metais pesados?
São metais de alto peso molecular que entram no organismo por inalação, ingestão ou exposição cutânea. São bioacomulados, que se podem unir a moléculas dentro do organismo e por serem de difícil excreção, vão passando através da cadeia alimentar; e quando os metais entram e se acumulam nos tecidos do organismo, mais rápido do que o organismo pode excretar, é criado um estado de intoxicação desenvolvendo assim danos aos tecidos e células nervosas.

Com certeza, estamos expostos aos metais pesados, mas a fragilidade nas crianças autistas e TDHA, são maiores, mas por que é tão alta?

Podemos citar diversos fatores :
Sistema imunológico comprometidos
Existem danos nas vias de detoxificação
Bio-acumulação de toxinas multiplas ( amalgámas dentárias.. )
Alta exposição ( vacinas, pintura de unha -esmalte…)
Exposição em fases críticas ao nascimento( pre e pos natal)

Como saber se seu filho tem intoxicação com metais?
Existem muitas possíveis manifestações, porém é difícil reconhecer pela simples observação, pois se requer uma analise de metais no cabelo. Exame que comprova estes contaminantes, principalmente o mércurio, alumínio, chumbo, cobre.

Estas intoxicações, se expressam em grande quantidade no comportamento dentro do espectro autista.

Como podemos eliminar os metais pesados?
Através de uma técnica chamada quelação, que consiste na remoção por meio de um quelante (íon químico) , fazendo com que estes, sejam excretados na urina e nas fezes.

A quelação do Mércurio, como todos os outros são feitos através de um longo período, mas, com um tratamento nutricional e médico, podemos notar melhora na atenção, linguagem e motricidade, a fase do tratamento.
Os metais pesados e suas fontes principais de intoxicação, estão descritos na tabela abaixo:

Metal tóxico
Fontes principais

Alumínio (não é metal pesado)
Latas, utensilios de cozinha, antitranspirantes, antiácidos

Antimônio
Usado en pijamas, sabão, tendas resistentes ao fogo. Produtos antiparasitários

Arsênico
Como arsenato de cobre em conservadores de madeira para jogos infantis. fumaça de cigarro

Cádmio
Pigmentos, pinturas, pilhas recarregáveis

Níquel
Botões,zippers, instrumentos odontológicos. fumaça de cigarro

Estanho
Pastas de dentes, pinturas corrosivas de embarcações marinhas provocando intoxicação de peixes e mariscos

Chumbo
Altamente tóxico!: provoca dano cerebral e do sistema nervoso..
Pinturas, combustão de hidrocarburadores. Água em tubo de chumbo (parte hídrica em construções antigas )

Mercúrio
Altamente Tóxico! Tanto a forma inorgânica como orgânica .
Pode cruzar a placenta e penetrar no cérebro do embrião provocando dano cerebral severo.
Mercúrio inorgânico: minério, incineração de dejetos médicos. Atividades industriais.

Mercúrio orgânico: Consumo de salmão, atum, Amalgamas dentárias da gestante que passa para o feto.

Etilmercurio como conservante em vacinas principalmente múltiplas.

É importante assistência de profissionais como médicos e nutricionistas, para o tratamento da quelação e também para uma dieta sem glúten e caseína.

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O mineralograma é feito no Brasil principalmente a partir de fios de cabelo. Mas no exterior, a análise do sangue e da urina também é muito utilizada. Há diferenças entre esses três tipos de exames.

O fio de cabelo mostra a quantidade de minerais presentes por um período pequeno, menor que uma semana. Seu cabelo contém todos os minerais presentes em seu corpo. Na maioria dos casos, o cabelo reflete também a quantidade desses elementos que há em seus tecidos. Os resultados do mineralograma (análise mineral) do cabelo, fornecem informações precisas sobre a situação interna de seu organismo. No cabelo normalmente podem ser encontrados metais tóxicos como: chumbo, alumínio, mercúrio e cádmio.

O sangue permite o diagnóstico do estado por até 60 dias.

O diagnóstico por meio da urina serve para verificar durante o tratamento, se as substâncias  tóxicas em excesso, estão sendo liberadas do organismo e por consequência se o tratamento empregado está dando resultado. O resultado do exame indicará a necessidade ou não de agentes queladores e/ou compostos vitamínicos específicos.

metais toxicos

By John Green, M.D.

The EverGreen Center, Oregon City, Oregon

Revisão Internacional da Pesquisa sobre Autismo, 2006, Vol. 20, No. 1

Dr. Green é especialista em ecologia clínica e nutrologia. Médico DAN, compromete sua atenção total ao tratamento de crianças autistas desde 1999.

O que é terapia de quelação? Como ela funciona? Como é realizada? Porque esta terapia em autismo tem tantos defensores e oponentes?Quais são os riscos e benefícios da terapia de quelação? Porque ela é a que recebe a melhor avaliação de efetividade por parte dos pais entre todos os tratamentos atualmente disponíveis?

A quelação funciona como o sistema de defesa natural  de sulfuração onde pequenas moléculas se ligam aos metais tóxicos para sequestrá-los e eliminá-los. Os quelantes comumente utilizados para o tratamento do autismo são DMSA, DMPS e EDTA. Os três são efetivos para remover chumbo e cádmio enquanto o DMPS E DMSA  são efetivos também para mercúrio, alumínio e  arsênico. EDTA é também algo efetivo para alumínio. EDTA e  DMSA estão disponíveis nos EUA e o DMPS em países do Leste Europeu. Estes três agentes podem ser usados por Via Oral ou retal, o DMPS e cálcio EDTA podem ser administrados por Via Endovenosa. DMPS é também efetivo por injeção intramuscular. Formulações transdérmicas  dos três estão disponíveis com eficácia comprovada para DMPS E DMSA  e incerta para o EDTA.

O melhor teste para intoxicação por metais é o teste de desafio da quelação. A droga quelante é administrada seguida de um teste de urina para determinar a eliminação dos elementos tóxicos. Este teste é repetido periodicamente para avaliar o progresso do tratamento.Em nosso consultório usamos o DMPS , o mais potente agente quelante para retirada do mercúrio (que deve ser preparado em farámcia de manipulação) uma vez que este pode ser injetado junto com a glutationa e evita o problema de baixa absorção oral. Outros preferem o DMSA uma vez que este não atravessa a barreira hemato encefalica e é aprovada pelo FDA para chumbo.Testes de desafio transdérmicos não são confiáveis.

A escolha do agente quelante e da via de administração deve ser individualizado para cada criança. Após iniciar o tratamento é importante avaliar tanto a eficácia quanto a tolêrancia.

Não é necessário iniciar a terapia muito vigorosamente a melhor regra é seguir o aforisma “devagar e sempre”. Métodos trandérmicos de aplicação do DMPS ou DMSA  são sempre preferidos uma vez que diminuem a exposição intestinal complexo quelante/toxina. Se houver probelmas com um metodo é razoável mudar para outro. Após os níveis de mercúrio cairem para um nível baixo , o acido lipóico por via trandérmica é frequentemente ministrado em conjunto com DMPS ou DMS para acrescentar maiores benefícios.

Há fortes evidências de que as crianças autistas tem deficiências em seus sistemas de desintoxicação causando aumento da vulnerabilidade a intoxicação por metais. Em adição aos metais pesados (particularmente mercúrio , chumbo, arsênio, antimonio e alumínio) nos encontramos elevados niveis plasmáticos de PCB e solventes organicos voláteis em todas as crianças autistas testadas em nosso consultório. Estas outras toxinas enfraquecem ainda mais seus sistemas de desintoxicação causando estresse oxidativo , disfunções imunes, deficiência de enzimas e energia , disrupção da comunicação celular e início e agravo da inflamação crônica.

O resultado destas pertubações é um complexo de ciclos viciosos de dano tissular.Desintoxicação por quelação e tratamentos de suporte ajudam a quebrar estes ciclos e restaurar o processo fisíologico.

Quelação com o EDTA intravenoso tem sido usada com segurança por décadas em pacientes idosos e em crianças intoxicadas por chumbo. Entretanto questões sobre segurança cresceram nos últimos anos porque duas crianças morreram em decorrência do uso inapropriado de EDTA dissódico ao invés do Cálcio-EDTA. Eles receberam a medicação errada ( um erro causado pela similaridade dos nomes dos medicamentos) através de uma técnica de aplicação venosa inadequada e morreram de depleção severa de cálcio.Se uma criança é tratada com EDTA deve ser com o cálcio-EDTA que já se provou segura.

Os riscos da terapia de quelação propriamente dita são poucos. Os princípais problemas vistos são infecções fungícas ou bacterianas no intestino e depleção de oligoelementos- especialmente o zinco. Isto tende a provocar aletrações de comprotamento geralmente previníveis por suporte intestinal , suplementação mineral e /ou troca do sistema de qualação. Os rashes podem necessitar troca da medicação ou da via de administração.Reações alérgicas graves são raras. Preocupações  refrentes aos efeitos da quelação no figado, rins e medula óssea são frequentes mas não existe nenhum evidêcia de danos irreverssíveis a estes orgãos em crianças submetidas a quelação. Ao contrário, testes de segurança e experiências com milhares de crianças demonstraram extraordinária segurança destas drogas.

Em nosso consultório preferimos utilizar o DMPS pela via trandérmica (com doses intermitente via oral para ajudar a limpar o intestino). Nós também podemos variar os quelantes e a via de administração  para otimizar os efeitos de cada um e assegurar qual destes é mais efetivo. Por exemplo, nós podemos utilizar o DMPS transdérmico por três dias numa semana, DMSA trandérmico por três dias na próxima semana e DMPS via oral por dois dias na outra semana. Se a criança apresenta mais benefícios com algum deles nós vamos continuar  com este agente. Enquanto alguns médicos utilizam um esquema de tratamento em dias alternados , nós achamos mais efetivo usar estas medicações de forma intermitente, três dias de administração seguidos de 4 a 11 dias de repouso,  e um “washout”  de três ou mais dias é necessario entre medicações diferentes.

Porque existem tão ávidos defensores e oponentes? Os defensores são profissionais que utilizam a quelação rotineiramente e tem visto excelentes resultados em seus pacientes. Os oponentes são pessoas que não se utilizam da quelação na prática e levantam argumentos teóricos contra seu uso.

Por que a quelação tem os mais altos indíces de efetividade na avaliação dos pais de acordo com o Autism Research Institute – Instituto de Pesquisa sobre Autismo (ARI)? A resposta simples é que a terapia de quelação é extremamente útil  para as crianças autistas com muito poucos efeitos colaterais. A quelação ajuda a quebrar muitos ciclos auto perpetuados que contribuem para o dano tecidual e os complexos sintomas do autismo abrindo caminho para reparação e recuperação.

Se o seu filho teve o diagnóstico de autismo, e particularmente se ele regrediu/perdeu aquisições é extremamente possível que fatores ambientais tenham causado o dano. No grupo DAN! Acreditamos que  predisposições  genéticas e provavelmente epigenéticas (genes mudando devido a influencias ambientais) interagindo com exposição a toxinas , causam a síndrome do autismo. O tratamento de desintoxicação se inicia com a otimização da dieta e da nutrição, redução à exposição a toxinas ambientais e suporte para as funções digestivas e imunes conforme o Protocolo DAN!.Alem dessa terapia fundamental de suporte a quelação vai acelerar a cura de seu filho. Pode chegar o dia em que seu filho agradecerá por todos os esforços em trazer o melhor tratamento biomédico para facilitar sua recuperação.

Para maiores informações no tratamento de quelação para crianças autistas veja : “ Opções de tratamento para intoxicação por mercúrio/metais no autismo e doenças do desenvolvimento relacionadas : artigo de Consenso” em AutismMercuryDetox