O que nos pede um Asperger?

autismo- sindrome de asperger

  1. Ajuda-me a compreender. Organiza meu mundo e ajuda-me a prever o que vai acontecer. Dá-me ordem, estrutura e não caos.
  2. Não fique angustiado, pois isto também me angustia. Respeita meu ritmo. Se compreenderes minhas necessidades e meu modo especial de ver a realidade, não terás dificuldades de te relacionares comigo. Não te deprimas; o normal é eu progredir e me desenvolver cada vez mais.
  3. Não fales muito, nem depressa demais. Para ti as palavras voam como plumas, não pesam, mas para mim podem ser uma carga pesada. Muitas vezes é esta a melhor maneira de te relacionares comigo.
  4. Como todo ser humano, sinto necessidade de compartilhar o prazer e gosto de fazer bem as coisas, embora nem sempre consiga.
  5. Preciso de mais ordem do que tu, e mais do que tu, preciso prever as coisas do meu meio. Precisamos negociar meus rituais de convivência.
  6. Para mim é difícil compreender o sentido de muitas coisas que me pedem para fazer. Ajude-me a compreender. Procura pedir-me coisas que tenham sentido completo e decifrável para mim. Não deixe que eu me embruteça e fique inativo.
  7. Te envolvas comigo, embora eu tenha reações de irritação.
  8. O que eu faço não é contra ti. Quando fico irritado ou me firo; quando quebro alguma coisa ou me agito demais; quando tenho dificuldade de fazer o que me pedes, não estou querendo te aborrecer. Porque tenho um problema de intenções. Não me atribua más intenções!!
  9. Meu desenvolvimento não é irracional, embora não seja fácil de entender. Tem sua própria lógica, e muitas das condutas que chamas de “alteradas” são formas de enfrentar o mundo com minha forma especial de ser e perceber. Faze um esforço para me compreenderes.
  10. As outras pessoas são muito complicadas. Meu mundo não é complexo nem fechado, é um mundo simples. Embora possa parecer estranho o que eu te digo, meu mundo é aberto, tão sem embustes e mentiras, tão ingenuamente exposto aos outros que é difícil penetrar nele. Não vivo numa “fortaleza vazia”, mas numa planície tão aberta que pode parecer inacessível. Sou muito menos complicado do que as pessoas que considera normais.
  11. Não sou apenas um ser com dificuldades. Sou também uma criança, um adolescente ou um adulto. Partilho muitas coisas das crianças, dos adolescentes que chamas de “normais”. Gosto de brincar e me divertir, gosto dos meus pais e das pessoas que me cercam; fico contente quando faço bem as coisas. Na minha vida há mais o que compartilhar do que separar.
  12. Vale a pena viver comigo. Posso te proporcionar tanta satisfação como as demais pessoas. Pode acontecer em momento em tua vida em que eu possa ser a sua maior e melhor companhia.
  13. Não me agrida quimicamente. Se te disserem que preciso tomar medicamentos, providencie o acompanhamento periódico por um especialista.
  14. Nem meus pais nem temos culpa do que se passa comigo. Tão pouco são culpados os profissionais que me ajudam. Não adianta culpar uns aos outros. Às vezes minhas reações e condutas podem ser difíceis de entender e suportar, mas não é por culpa de ninguém. A idéia de “culpar” não faz mais do que produzir sofrimento com relação ao meu problema.
  15. Não me peças constantemente coisas que estão fora de meu alcance, de minha possibilidade. Pede-me, porém as que sou capaz de fazer. Ajude-me a ter mais autonomia para compreender melhor, comunicar-me melhor, mas não me ajude demais.
  16. Não precisa mudar completamente sua vida pelo fato de viver com uma pessoa como eu. A mim nada aproveita o estares mal, que te feches e que te deprimas. Preciso de estabilidade e de bem-estar emocional em torno de mim para me sentir melhor. Não pense tão pouco que eu tenha culpa do que se passa comigo.
  17. Ajude-me com naturalidade, sem tornar essa ajuda uma obsessão. Para me ajudar, precisas ter teus momentos de repouso ou de te dedicares a tuas próprias atividades. Fica perto de mim, não te vás, mas não te sinta sob o peso de uma carga insuportável. Na minha vida tem havido momentos difíceis, mas posso estar cada vez melhor.
  18. Aceita-me como sou. Não condicione tua aceitação a que eu deixe de ser como sou. Sê otimista sem te tornares “romântico”. Minha situação em geral tende a melhorar.
  19. Embora seja difícil comunicar-me ou compreender as sutilezas sociais, na realidade, tenho algumas vantagens na comparação com os que te chamas de “normais”. Tenho dificuldade em me comunicar, mas não costumo enganar. Minha vida poderá ser satisfatória se for simples, ordenada e tranqüila, desde que não me façam constantes exigências, mudanças e só me peçam as coisas mais difíceis para mim. Ser especial é um modo de ser, embora não seja o comum. Minha vida pode ser tão feliz e satisfatória como a tua vida “normal”. Nessas vidas podemos vir a nos encontrar e a partilhar muitas experiências.

Angel Riviere Gómez, Psiquiatra – Acessor Técnico de APNA – Madrid – Espanha

Nutrição Cerebral

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“Nutrição Cerebral” é o novo livro do Dr. Helion Póvoa, o precursor da medicina ortomoleluar no Brasil. Escrito em conjunto com o psiquiatra Juarez Callegaro a nutricionista Luciana Ayer e organizado pela jornalista Lucia Seixas – o livro mostra de que forma a falta de nutrientes no cérebro pode determinar o declínio da inteligência e, conseqüentemente, provocar depressão, doenças neurodegenerativas e até mesmo desvios de personalidade. Para os autores, maiores especialistas brasileiros no assunto, o equilíbrio nutricional do cérebro é a chave do nosso bem-estar. O livro revela como a medicina e a psiquiatria ortomoleculares podem se tornar ferramentas importantes na prevenção dos sofrimentos mentais, através da manutenção e amplificação da inteligência humana. Abaixo um resumo do capítulo 16 que trata da relação que existe entre nutrição e autismo.

Para Crianças Mais Felizes e Bondosas

Chegar ao mundo passando por um gestação tranquila, em que houve boa disponibilidade de nutrientes, é algo que aumenta as chances de felicidade de qualquer ser humano. Entretanto, como a evolução é o grande propósito da natureza, a infância, primeira etapa da vida, oferece uma oportunidade única de reparar eventuais danos da gravidez, para dar origem a uma existência feliz e criativa. A recuperação de danos é realizada, principalmente durante o sono do bebê e por isso os recém-nascidos precisam dormir tanto. Nessa fase o pequeno organismo está sob o predomínio do sistema vago, da acetilcolina, que acumula energia e produz o anabolismo. É a fase em que acontecem a reparações e a finalização da estrutura do bebê, inclusive as cerebrais.
Hoje se sabe que o metabolismo de uma criança é seis vezes mais rápido que o de um adulto. Essa descoberta, inclusive, foi a que deu o Prêmio Nobel ao cientista Pierre Le Compte du Nouy que desenvolveu modelos matemáticos de reparação de danos através de índices de cicatrização de feridas. Esse dado deixa clara a vulnerabilidade da saúde infantil e alerta para diversos perigos, inclusive o uso de medicamentos. Infelizmente, vem-se tornando comum a utilização abusiva de antibióticos e antiinflamatórios em crianças. Quase não se usa na pediatria básica dar lactobacilos para corrigir a flora intestinal das crianças e pouco se considera a importância do zinco para a formação do sistema imunológico e para a absorção e fixação das vitaminas, especialmente a vitamina A, que promove a resistência da pele e das mucosas. Por isso é tão comum que crianças apresentem infecções constantes, como as de ouvido. Na verdade, crianças com depressão imunológica sofrerão durante toda a vida, como se constata hoje na questão do autismo, distúrbio considerado como uma forma de esquizofrenia infantil. Crianças com autismo não conseguem se desenvolver normalmente em suas relações sociais e comportam-se de modo compulsivo e ritualista. Embora seja bem diferente do retardo mental, no autismo não acontece o desenvolvimento normal da inteligência. Preferir estar só é uma característica da criança autista, que não desenvolve intimidade com as pessoas e resiste às mudanças. Tem dificuldade de falar e muitas vezes não fala, assim como nem sempre entende o que lhe é dito. A doença é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas. O autismo costuma surgir por volta dos três anos de idade e com muita frequência em crianças com deficiência de zinco o que as torna muito vulneráveis às infecções. Por isso é muito comum que crianças autistas tenham um longo histórico de antibióticos, que, como sabemos, faz proliferar os microorganismos nocivos a flora intestinal.
Cerca de 50% das crianças autistas possuem a Candida albicans e, à medida que também não possuem zinco, acontece nelas a proliferação de outros germes cujas toxinas prejudicam o metabolismo, com sérios reflexos no cérebro. Além do zinco, outros minerais têm muita importância no autismo, como o cálcio. Na verdade o balanceamento do cálcio com os demais minerais no cérebro é fator de muito peso nessa doença. Existe portanto uma questão nutricional no autismo. Quando se utilizam alimentos no tratamento do autismo – e infelizmente poucos centros psiquiátricos o fazem atualmente –, o que se considera principalmente é a depressão imunológica provocada pela carência de zinco, que é agravada pelo excesso de carboidratos refinados. Como se sabe, esses dois fatores fazem proliferar tanto a Candida albicans como a Clostridium difficile,  cujas toxinas estão envolvidas também em outros distúrbios infantis, como o distúrbio do déficit de atenção (DDA). Como o autismo, o DDA vem aumentando significativamente em crianças nas últimas décadas. E as causas desse distúrbio infantil certamente podem estar nas questões alimentares, mais especificamente no aumento da permeabilidade intestinal e nas proteínas não digeridas do glúten e da caseína. Quando são absorvidas pelo intestino e passam para a corrente sanguinea, as proteínas mal digeridas do leite e do trigo podem produzir no liquor do cérebro derivados de substâncias estimulantes. É o que provoca a agitação típica do distúrbio do déficit de atenção (DDA) e a hiperatividade. É muito importante o fato de que os distúrbios mentais mais comuns da infância começam a ser relacionados com erros alimentares, e já existem diversas pesquisas provando que a utilização de smart nutrients pode produzir excelentes resultados na reversão de muitos desses distúrbios. No que diz respeito ao DDA, comprovou-se que o uso de ômega 3 associado à restrição de carboidratos refinados, corantes, chocolate, cafeína e gorduras trans e hidrogenadas, que fornecem excesso de ômega 6, pode dar ótimos resultados.
Existe uma relação na incidência da deficiência de ômega 3 como o DDA na infância, a esquizofrenia na adolescência, a depressão na vida adulta e a doença de Alzheimer na velhice.
A verdade é que à medida que aumenta na dieta infantil a quantidade de substâncias que podem gerar uma alteração neurológica, também crescem as chances de disfunções sérias no presente e no futuro. Quanto mais perde energia no lobo frontal, por falta de nutrientes, mais dificuldade a criança terá para adquirir conhecimentos e assimilar as lições que a vida oferece. Um outro cuidado fundamental que se deve ter com a saúde infantil diz respeito aos metais tóxicos. O mercúrio, por exemplo, que ainda aparece na fórmula de muitos agrotóxicos utilizados no Brasil, bloqueia as bombas injetoras que promovem a entrada da vitamina B12 no cérebro, o que pode causar distúrbios psiquiátricos graves também em crianças. Esse é um dado pouco difundido porque muitas pessoas psicóticas costumam apresentar níveis de B12 normais no sangue. Entretanto, quando a dosagem é realizada no liquor, os níveis da vitamina estão frequentemente baixos. O mesmo ocorre com o ácido fólico. Já o chumbo, comprovadamente, causa hiperatividade e DDA. Tal fato é levado tão a sério que em alguns países crianças em idade escolar devem fazer testes para verificar se estão ou não contaminadas por chumbo. Infelizmente essa prática não existe entre nós e muitas marcas de tintas ainda contêm chumbo em sua composição. Também verificou-se a presença do metal na tinta de brinquedos provenientes da China. Em alguns países, como os Estados Unidos, o cuidado com a contaminação por chumbo é tão grande que existe uma fiscalização rigorosa de solos para plantio, já que no passado a gasolina continha chumbo e muitas terras próximas a estrada estão hoje impregnadas com o metal. Também não se admite a construção de parques infantis em áreas contaminadas com chumbo. A relação entre as doenças modernas com os fatores nutricionais é bastante evidente e as poucas civilizações que ainda se alimentam de forma natural a reforçam.
Um componente da alimentação infantil que merece maiores considerações é certamente o açúcar refinado, pois é grave a permissividade com que ele é utilizado. Como vimos, o açúcar refinado faz perder cromo e ainda zinco pela urina, tornando as crianças mais predispostas à depressão e a problemas imunológicos, entre outros. A criança ainda não conhece o sabor dos alimentos e por isso a introdução de açúcar é totalmente desnecessária, assim como o sal nas comidas salgadas. É preciso dar às crianças a oportunidade de experimentar o sabor natural dos alimentos. Quanto melhor a criança se alimenta, maior a disponibilidade de nutrientes benéficos para seu cérebro.
Texto retirado do livro Nutrição Cerebral de Helion Póvoa, Juarez Callegaro e Luciana Ayer

A Mente Autista

sindrome de asperger

A mente de um típico indivíduo de alto desempenho, possui uma inteligência incrível e é extremamente ávida por conhecimento. Como uma esponja absorvendo água, a mente rapidamente absorve e processa qualquer informação recebida. O indivíduo atravessa a vida absorvendo todas as informações a que é exposto, acumulando experiências e senso comum. A mente de um recém nascido é como uma folha em branco. Desde o primeiro dia de vida, a mente da criança recolhe informações e um texto começa a ser escrito nesta folha em branco. O cérebro começa a crescer e a criança adquire conhecimento a passos largos. A criança recolhe informações através dos cinco sentidos, desde que todos estejam funcionando. Reconhece sua mãe , seu pai e outros membros da família. Ela se familiariza com o ambiente e começa a aprender sobre o mundo lá fora. Conforme o tempo passa, a criança começa a reconhecer o nome das pessoas mais próximas. Aprende a diferença entre sim e não. E o progresso continua, constante.
A criança cresce e também o cérebro. As crianças estão acordadas e totalmente alertas, adquirem conhecimento a uma incrível velocidade Rapidamente aprendem a falar, ler, escrever. Aprendem através da brincadeira e progridem da brincadeira solitária(na qual brincam sozinhos), para a brincadeira paralela (na qual brincam sozinhos ao lado de outras crianças), para a brincadeira interativa ( na qual compartilham suas atividades). Aprendem com seus pais, na escola, com a socialização, com a TV, através das atividades prazerosas e com a sociedade em geral. As crianças fazem amizades com outras da mesma idade, adquirindo experiências sociais. Elas aprendem o que precisam aprender e até coisas que os adultos prefeririam que não aprendessem. É difícil enganar ou esconder alguma coisa de uma criança. Podem ser crianças mas não são bobas, e uma mentira na última hora nem sempre funciona! As crianças são curiosas, constantemente procurando mais informações, freqüentemente enlouquecendo os adultos com suas milhões de perguntas! Se guiadas com cuidado, desenvolvem senso moral. As crianças crescem e se tornam adolescentes, seus conhecimentos continuam a aumentar. Aprendem sobre o trabalho, a lidar com dinheiro e a ganhá-lo. Começam a namorar e experimentar relações. Experimentam muitas coisas – boas e más. No entanto muitas coisas são aprendidas por tentativa e erro. A fase da rebeldia é comum para a maioria dos adolescentes, e é simplesmente uma forma de experimentação. Os pais devem ter paciência.
O ínicio dos vinte anos é muito variado, especialmente na geração de hoje. Cada pessoa amadurece num ritmo próprio, então não há regras. Muitos jovens adultos são tão inteligentes como os adultos mais velhos. Mas outros tendem a permanecer com seus comportamentos e atitudes dos tempos da adolescência. O que gera um “gap” entre inteligência e maturidade, mas eventualmente o “gap” desaparece. Acumulando todas as informações através da sua vida, o indivíduo chega à idade adulta. Já adquiriu toda a inteligência e bom senso necessários para se sustentarem, seguir uma carreira, e levar uma vida social ativa. Agora (espera-se), possui um total entendimento dos valores morais. Quando estável financeiramente, pode casar-se e formar sua família, se assim o quiser. Entretanto, ninguém jamais para de aprender. A título de dramatização, vou comparar o cérebro à ocupação de uma sala. Um cérebro de alto desempenho é uma sala grande. Dentro da sala, há um funcionário muito ativo e cheio de energia e muitos armários. Fora da sala, há uma pilha enorme de papéis (as informações). O funcionário pegará uma pilha de papéis, rapidamente os classificará, irá para o armário certo, e arrumará os papéis na pasta apropriada. Algumas vezes, devido a enorme quantidade de papéis, o funcionário pode levar mais tempo nesta separação e classificação, mas isso faz parte do trabalho. Ele trabalha a uma velocidade inacreditável e organiza muito bem a sala. Num indivíduo com o desenvolvimento comprometido, o cérebro trabalha de maneira similar, mas em escala mais simples. O cérebro terá uma capacidade limitada para o aprendizado, dependendo do grau de deficiência. As informações também se processarão em velocidade menor. O indivíduo adquirirá conhecimento e bom senso, mas não tanto quanto o indivíduo de alto desempenho. Consequentemente seu estilo de vida e seu bom senso serão mais elementares. A sala também é menor e contém apenas poucos armários. O funcionário é lento e sem energia. Ele trabalha devagar e, como não há muito espaço, só pode guardar um número pequeno de papéis. A maioria das informações é abandonada e o que entra é guardado de maneira aleatória. O cérebro de um indivíduo com TID (transtorno invasivo do desenvolvimento) é idêntico ao de um típico indivíduo de alto funcionamento. Entretanto, este transtorno forma uma obstrução entre o cérebro e os sentidos, impedindo o cérebro de absorver as informações que, de outra forma, ele seria capaz de processar. As poucas informações que o cérebro consegue registrar serão processadas de forma clara, incrivelmente precisa e detalhada. Como o cérebro de uma criança com TID só consegue retirar partes das informações que chegam, o mundo externo pode lhe parece um borrão. Nos lugares familiares, a criança pode aprender as coisas básicas, reconhecer sua casa e sua família. Como as informações adquiridas geralmente se limitam a sua casa, a criança fica restrita ao que aprende aí. Por isto, ela fica fascinada com objetos domésticos comuns que lhe chamam a atenção. Normalmente são objetos que giram, balançam ou acendem: ventiladores, luzes, CD/fitas/discos , motores e outros. Depois que a criança se familiariza e fascina com estes ítens, ela vai perceber e procurar por eles fora de casa. Este indivíduo , na infância, tenderá a desenvolver um interesse obssessivo por estes objetos. Todas as pessoas precisam de diversão, especialmente as crianças. Como a criança com TID não tem muitas informações que possam lhe alegrar a vida, ela mentalmente vai criar as suas. A criança com TID vai se divertir com sua própria imaginação. Esta imaginação aumenta e se torna mais complexa à medida que a criança cresce e a vida se torna mais complicada. A fantasia se torna a distração preferida da criança – como uma fuga do estresse e do tédio, já que ela não conhece outras maneiras de ocupar o seu tempo. As pessoas com TID são conhecidas por possuirem uma memória incrível. Isto talvez se deva a uma pequena quantidade de informações para um cérebro capaz. Numa típica pessoa de alto funcionamento, o cérebro tem que processar uma grande quantidade de informações. No entanto, o cérebro de uma pessoa com TID tem uma tarefa muito mais fácil. Como a quantidade de informações para se trabalhar é pequena, o cérebro pode processá-las detalhadamente. A vida se torna rotineira para o indivíduo com TID, e qualquer coisa nova ou diferente pode parecer estranha e assustadora. O que é conhecido é a zona segura, e a pessoa tende a relutar a ultrapassar estas fronteiras. A criança pode se sentir inconfortável em estabelecer relações e manter amizades. O indivíduo pode se intimidar facilmente ante a responsabilidade de interagir com as pessoas. Assim também a criança, que precisa de tempo e espaço em sua zona de segurança. Se os amigos se tornam agressivos ou insistem em passar um tempo maior juntos, podem afastá-la. A escola pode ser difícil para a criança, se ela não receber a ajuda necessária. Como é muito sensível, pode ficar inconfortável com o ambiente e sentir-se intimidada pelos professores. A pressão dos colegas pode se tornar uma situação muito difícil, se não for tratada adequadamente. As crianças logo notam que algumas pessoas têm certas características um tanto estranhas, e tendem a ridicularizá-las. Como as crianças com TID possuem características excêntricas, a implicância e o deboche podem ser um problema sério para elas. Trabalhar pode ser um enorme problema para o jovem com TID. O indivíduo pode se sentir inconfortável no ambiente não familiar, faltando-lhe assim confiança e motivação adequadas para as tarefas. Patrões quase sempre são autoritários. Como estão pagando os funcionários para trabalhar, espera que eles produzam. Patrões são intolerantes no que se refere a isso e não exitarão em expressar seu descontentamento de maneira ríspida. Esta pode ser uma situação crítica , se o funcionário tiver TID. Como é sensível, ficará aterrorizado pelos supervisores. Um jovem com TID pode se tornar apreensivo quanto ao trabalho. Uma criança ou um jovem com TID pode parecer preguiçoso, mas esta aparente falta de motivação resulta de falta de confiança. A criança com TID percebe que está atrás das outras crianças de sua idade, e por isto lhe falta confiança e auto-estima. Ela simplesmente não quer estar numa situação dificil de lidar, tem medo de ficar paralisada e não conseguir retornar. Responsabilidades podem se tornar experiências intimidantes, a ponto de fazerem a pessoa desistir. Se os cuidadores são impacientes e agressivos com o indivíduo, as coisas podem piorar. Paciência, reforço positivo e orientação são essenciais para que o indivíduo se motive. Por causa do bloqueio na comunicação entre o cérebro e os sentidos, a pessoa com TID não amadurece adquirindo conhecimento na mesma proporção que as pessoas típicas. Desta forma, seu bom senso é , em muitos aspectos, menor que o das outras pessoas. Se a pessoa cresceu vivendo sozinha, protegida, lhe faltará muitas experiências de vida e habilidades sociais. Esta pessoa pode lidar com certas questões de maneira errada. Parecerá ingênua e tola, o que freqüentemente atrapalha a vida em sociedade. A sala, neste caso, é a mesma daquela que descreve o cérebro de um típico indivíduo de alto desempenho. A sala é do mesmo tamanho, tem a mesma quantidade de armários, e o funcionário também é cheio de energia. No entanto, por alguma razão, a porta da sala está emperrada e o funcionário não consegue abri-la inteiramente. O funcionário apanha pela abertura da porta apenas o que está ao seu alcance, mas rápida e eficientemente processa as informações. Como não há muitos arquivos, ele cria sub-arquivos, categorizando extensamente as informações.Às vezes pode existir um arquivo para cada papel! Como a informação é arquivada tão precisamente, pode ser rapidamente encontrada. Devido ao pequeno volume de papéis para arquivar, este funcionário competente se entedia e decide criar novas informações a partir daquelas já arquivadas. Este funcionário continuará a olhar os arquivos , duplicando-os e arquivando-os novamente. Este trabalho interno chama-se imaginação. Como existem poucos papéis para arquivar, esta sala não está tão preparada para produzir como a de um típico indivíduo de alto desempenho. Para resolver este problema precisamos de um grupo de pessoas que ajude o funcionário, passando mais papéis pela abertura da porta. Isto pode ser feito, e o processo é chamado de TERAPIA.
As emoções de um indivíduo com TID são extremas, se comparadas com uma pessoa típica de alto desempenho. Emoções fortes, como raiva e medo, podem ser traumáticas para a pessoa com TID. Crises de birra são o resultado da raiva fora de controle e podem ser disparadas por qualquer tipo de incômodo. O indivíduo pode se incomodar facilmente com pequenas coisas, como certos sons. O medo comum pode se potencializar a ponto de tornar o indivíduo paranóico. Os indivíduos com TID são geralmente mais tímidos, nervosos, e mais facilmente excitáveis do que as pessoas típicas. Ruídos altos ou súbitos assustam e/ou irritam facilmente a pessoa com TID. Depressão é um problema comum e pode começar sem razão aparente. Ainda não temos todas as respostas de porquê isto acontece. Mas é evidente que estas emoções extremas estão diretamente ligadas ao distúrbio. O comportamento instável freqüentemente resulta de uma falta de experiência social. Se o indivíduo através de sua vida, não conviveu muito com outras pessoas, ele acaba não conseguindo entender o comportamento humano. Ele pode se ofender com um comentário por não saber interpretá-lo, e se colocar na defensiva. Pode não entender uma brincadeira, já que não é capaz de distinguir o que é fato do que é humor. Tende a reagir exageradamente por questões superficiais, devido a sua inabilidade para discernir adequadamente. Em geral a sensibilidade e a irritabilidade são resultado de uma inabilidade para julgar as situações, e falta de bom senso pora lidar com elas. Se o indivíduo não foi exposto ao mundo lá fora, ele pode ficar extremamente intimidado e até aterrorizado por algumas situações ( por exemplo: ser questionado por um policial; ser advertido pelo chefe, no trabalho; aprender uma tarefa nova; se ver envolvido numa discussão). As pessoas com TID confiam facilmente, o que é muito perigoso. Elas precisam entender que vivemos todos num mundo no qual precisamos manter os olhos bem abertos. A solução mais comumente usada por uma pessoa com TID é se retrair. Se ela estiver tendo dificuldade na escola, vai parar de se esforçar. Se etiver inconfortável num emprego, vai pedir demissão ou deliberadamente fazer algo para obtê-la. Se a pessoa ficar estressada ou entediada, pode começar a “sonhar acordada” para fugir da realidade. Drogas e álcool são um método comum de escape para muitas pessoas. No entanto, indivíduos com TID estão especialmente suscetíveis a ele (método). Esta é uma situação que não deve ser subestimada, especialmente nos jovens. Como já foi dito, fantasiar é um dos passatempos preferidos dos indivíduos com TID , especialmente se vivem isolados. Este passatempo começa muito cedo, quando a criança cria um mundo imaginário para se distrair. À medida que cresce e as experiências a deixam estressadas, ela escapa para o seu agradável mundo de fantasia. A criança adquire a habilidade de se “desligar” do estresse e do tédio do mundo real, e vive a vida que ela preferiria ter. A criança com TID cria com sua imaginação complexa, um mundo de fantasia extraordinário. Este mundo é brilhante, colorido, feliz e muito divertido. É um mundo perfeito, exatamente como a criança quer, oposto ao mundo real que tantas vezes é entediante e estressante. As fantasias satisfazem seus desejos e se não forem trabalhadas, podem se tornar um hábito difícil de ser controlado. Ao se lidar com ele, a questão não deve ser eliminar a fantasia, mas obter controle sobre ela. Todas as pessoas fantasiam um pouco, e freqüentemente o “desligamento” é um pausa necessária. Entretanto, o indivíduo com TID precisa aprender a priorizar. Ele pode aprender a lidar primeiramente com os assuntos importantes, e depois reservar um tempo para “sonhar acordado”, ou para outras atividades de lazer. Um indivíduo com TID tende a viver metodicamente e ter rituais. Eu acredito na possibilidade de haver uma certa área cerebral que percebe a desorganização causada pelo distúrbio, e tenta uma acomodação. A pessoa com TID pode inconscientemente estar tentando impor regras pessoais, a fim de funcionar no dia-a-dia. Pode ficar confusa sem os rituais . Então, talvez seja útil e necessário estabelecer rituais para ajudar o indivíduo. Se planejados cuidadosamente, os rituais podem ser de grande ajuda para a pessoa com TID. Existem certas responsabilidades que são prioritárias e não podem ser evitadas, como escola e trabalho. A pessoa não deve fazer outra coisa antes de cumprir estas obrigações. A pessoa com TID acha que não pode desobedecer certos rituais (por exemplo: um programa na TV; uma certa comida numa certa hora; um passatempo pessoal; a hora do banheiro) , mas com a orientação adequada, é possível estabelecer um ritual que privilegie os assuntos importantes, escola ou trabalho, sem esquecer do lazer. É muito importante estabelecer um hábito que simplifique e organize a vida, especialmente para a pessoa com TID. Eu, o autor, tenho um transtorno invasivo do desenvolvimento. Recebi o diagnóstico de Síndrome de Asperger há seis anos, quando estava na casa dos vinte anos. TID não era bem compreendido quando eu era criança, então diziam que eu apenas precisava de mais disciplina. Cresci da maneira mais difícil , tratado como uma pessoa típica de quem esperavam um comportamento típico. Passei por muitos problemas na escola; fui punido e humilhado por professores; continuamente ridicularizado pelos meus colegas. Quando jovem, também passei por várias dificuldades em empregos, de maneira que evitei trabalhar enquanto morei com meus pais. Ssentia-me inconfortável em certos empregos e não conseguia mantê-los. Atualmente, o distúrbio por vezes ainda me deixa frustrado. Complicou minha vida e diminuiu minha auto estima. Mas , por outro lado, sinto que de certa maneira o meu “caminho áspero” me fortaleceu e agora trabalho para amenizar o caminho para as outras pessoas com TID. Honestamente, eu não sei como é ser como a maioria das pessoas que não têm TID. Por outro lado, as pessoas típicas de alto desempenho não sabem como é ter este distúrbio. A experiência talvez seja bem parecida, mas também muito diferente. Quando olho a vida das pessoas típicas, vejo que é muito diferente da minha. Vejo as crianças e os jovens rapidamente tomando decisões sensatas, e me lembro de como eu era diferente naquela idade (e que diferença!). A maioria das pessoas já viveu um maior número de experiências e tenho a certeza de que suas vidas são muito mais interessantes e cheias de aventuras do que a minha. Vejo que as pessoas se divertem com algumas experiências que eu gostaria de ter, e espero encontrar uma maneira de incrementar a minha vida. Também percebo que a maioria das pessoas lida com as situações de forma muito diferente . Suas emoções parecem não causar o impacto que as minhas emoções têm sobre mim. Fico pensando se elas são realmente mais profundas ou se eu não sou tão forte como os outros, ou se existe uma técnica ou um truque que eu preciso saber para lidar adequadamente com algumas situações. Tenho certeza que as pessoas não sonham acordadas tanto quanto eu. E parecem ter a motivação que eu apenas recentemente adquiri. Já encontrei pessoas que têm uma vida altamente agitada, e sempre me pergunto como elas conseguem. O que dá tanta confiança e como é sentir-se tão seguro? Conheci muitas pessoas que, ao contrário de mim, moraram em diferentes lugares, e me pergunto como deve ser possuir esta habilidade social. Na verdade, às vezes eu invejo as outras pessoas. O que será que elas pensam quando vêem pessoas como eu? Será que elas ficam curiosas? Minha missão é dividir minha experiência para que as pessoas compreendam melhor como é o distúrbio. Espero que isto seja útil e ajude as pessoas com TID. Eu realmente acredito que as pessoas com TID podem ser treinadas e orientadas para funcionar, até certo ponto, como as pessoas típicas. Elas talvez precisem de regras adicionais para pensar e agir, incluindo dramatizações, estabelecimento de rituais e prioridades, simplificações. Não há muitas técnicas até agora, mas estamos desenvolvendo e experimentando algumas. Se já chegamos até aqui, imagine o que ainda conseguiremos atingir! O mundo cheio de responsabilidades pode ser intimidante e confuso para o jovem com TID. Para guiar a pessoa através da vida, simplifique os desafios. Há um processo simples que está se tornando prática comum : um fichário é montado para que a criança saiba a rotina diária (vestir, tomar banho, comer com bons modos). Este fichário consiste em figuras acompanhadas de frases simples para que a criança compreenda sem dificuldade. Uma outra técnica para facilitar a vida é a dramatização, que pode ajudar a criança a motivar-se. Por exemplo, cria-se um jogo a a partir das tarefas domésticas para que a criança sinta-se motivada a participar. Desta forma o trabalho transforma-se em prazer, e é mais fácil cooperar. O trabalho também se torna mais prazeroso se incorporar uma dose de imaginação. E aí a fantasia pode ser uma vantagem! Quando eu era criança, eu fantasiava enquanto realizava minhas tarefas domésticas, e isto realmente me deixava motivado. A habilidade simples de organização pode ajudar a planejar e simplificar a vida de um jovem com TID. O objetivo é ensinar o indivíduo a planejar a rotina diária, priorizando certas atividades. Num dia normal, ele deveria: (1) realizar os rituais da manhã; (2) ir para a escola/trabalho; (3) cumprir outras responsabilidades (dever de casa, tarefas domésticas, coisas pessoais); (4) horário de lazer, quando ele poderá fazer o que quiser – inclusive sonhar acordado. As prioridades, depois de um período, se tornarão bons hábitos. Isto é possível se for praticado constantemente, e , depois de estabelecida, será uma rotina da qual o indivíduo não mais se desviará. Como cada pessoa é diferente, a maneira de se estabelecer a nova rotina, se gradualmente ou não, vai depender de cada um. Estas são idéias, não regras, mas sugestões que podem ser úteis. Um importante fator quando se convive com uma pessoa com TID é paciência, porque a vida com ela é cheia de desafios e muitas vezes as pessoas em volta sentem-se contra a parede. Entretanto, é importante não perder a paciência. Está provado que agressão só piora a situação, é como tentar apagar um incêndio com fogo. A agressividade vai assustar e irritar a pessoa, fazer com que ela revide, diminuir sua confiança e auto estima. Se um membro da família ou um cuidador atuar negativamente ou com agressividade para com a pessoa com TID, poderá haver consequüências a longo prazo. Ela poderá desenvolver um ressentimento contra o agressor, o que interferirá no seu amadurecimento. Se você é um cuidador, coloque-se na posição da criança. Analise como você lida com ela e tente colocar-se no lugar dela. Considere como você gostaria de ser tratado e, talvez isto seja a idéia mais real da maneira adequada de tratar esta criança. E o que é mais importante: nunca dê prioridade a você, à sua posição, ao seu orgulho. O que deve ser sempre prioritário no relacionamento familiar é ter paciência, empatia e integridade. Em resumo, o cérebro de uma pessoa típica tem uma capacidade enorme e está sempre absorvendo conhecimento a passos rápidos. O cérebro de uma pessoa desafiada pelo desenvolvimento tem uma capacidade menor e absorve menos informações, de maneira lenta. O cérebro de uma pessoa com TID é o mesmo de uma pessoa típica, mas o distúrbio forma um bloqueio, limitando a absorção de informações. No entanto, o cérebro está altamente ativo. As emoções da pessoa com TID , comparadas com as da pessoa típica, são exageradas. Fantasiar é um hábito que se desenvolve como forma de distração e é também usado para escapar do estresse e do tédio. Os rituais podem se transformar em regras, e se planejados adequadamente, podem ser vantajosos. Eu, um indivíduo com TID, percebo o comportamento das pessoas. Entretanto, eu não sei como é ser uma pessoa típica, assim como ela não sabe como é ter TID. As pessoas com TID talvez precisem agir e pensar diferente, mas eu não acho que seja impossível superar os obstáculos. Algumas idéias são a dramatização, a simplificação, determinar prioridades e estabelecer rotinas. Paciência e empatia são extremamente importantes para lidar com estas pessoas. A maior parte do material apresentado aqui não é fato científico, mas sim hipóteses baseadas na minha vida com o distúrbio. A minha intenção é dar às pessoas uma idéia do que é ter TID e, assim, proporcionar alguma ajuda.

Fonte: http://www.maoamigaong.trix.net/

Gary Walesky
(Outubro de 1997)
Tradução de Mônica Accioly

InspiradospeloAutismo

As crianças autistas possuem mais matéria cinzenta do que as outras crianças nas áreas do cérebro que serão responsáveis pelo processamento social e pela aprendizagem através da observação. As conclusões resultam de um estudo divulgado em Chicago, durante o encontro anual da Radiological Society of North America. As diferenças existem e foi possível observá-las com recurso a técnicas de imagiologia. “Os resultados apontam para a possibilidade da incapacidade de relacionamento das crianças autistas ser o resultado de um funcionamento anormal do sistema neurológico”, refere Manzar Ashtari, autor principal do estudo que trabalha num hospital pediátrico norte-americano (Children´s Hospital of Philadelphia). Tudo estará relacionado com os chamados neurônios espelho, que são ativados quando um indivíduo está a praticar uma ação ou a experimentar uma sensação ou emoção ou ainda quando observamos estes comportamentos nos outros.

Além das diferenças nas áreas de matéria cinzenta associadas aos neurônios espelho, os resultados do estudo revelaram que o aumento da camada no lóbulo parietal estava relacionado com os QI mais elevados nas crianças normais mas não nas crianças autistas. “Nos cérebros das crianças normais, a maior quantidade de matéria cinzenta está associada a QI mais elevado mas nos cérebros das crianças autistas esta correspondência não se verifica porque a matéria cinzenta não funciona adequadamente“. As crianças autistas também mostravam uma redução significativa de matéria cinzenta na região da amígdala direita que explicará a profunda inaptidão social.A equipa de investigadores acredita que este mapeamento do cérebro será capaz de contribuir de forma significativa para a compreensão dos problemas das crianças autistas, sobretudo da percepção da estrutura e funcionamento cerebral.

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Revista Veja – 30/09/09 – páginas amarelas

Muitos já ouviram falar em TDA mas não sabem que o transtorno é um espectro do autismo.

A psiquiatra conta como sofreu com o déficit de atenção na infância e como aprendeu a conviver com o transtorno que atinge 6% da população em idade escolar

A psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva, 43 anos, especializou-se em traduzir para uma linguagem acessível o universo misterioso dos transtornos mentais. Seu último livro, Mentes Perigosas, apresentou as muitas faces dos psicopatas e há 44 semanas faz parte da lista dos mais vendidos de VEJA. Ela já havia feito uma primeira incursão vitoriosa. Seu Mentes Inquietas, sobre o transtorno do déficit de atenção (TDA), vendeu 200 000 cópias e está sendo relançado. Nesta entrevista, Ana Beatriz fala de sua experiência, da importância do diagnóstico precoce e afirma que, embora não tenha cura, o transtorno permite uma vida normal e criativa.

Como a senhora descobriu que tem o transtorno do déficit de atenção?
Eu já estava no 3º ano da faculdade de medicina. Tinha 19 anos. Fui a um seminário em Chicago sobre depressão. Consegui errar tudo: cheguei um dia e uma hora atrasada para a primeira aula. Como não apareci, minha inscrição foi cancelada. A atendente da faculdade viu meu desespero e disse que eu poderia me transferir para outro curso, com início naquele dia. O professor era John Ratey, papa do déficit de atenção. Ele começou a detalhar o transtorno e pensei que estivesse falando sobre mim. Chegou a ser incômodo. Quando a aula acabou, fui atrás dele conversar sobre meu comportamento desde a infância. No dia seguinte fiz um teste que revelou que eu tinha TDA em grau grave. Ele então me disse: “Sobreviver, você já sobreviveu. Sabe se virar, frequenta uma boa faculdade. Mas você mata um leão por dia”. Comecei então o tratamento.
Foi um divisor de águas. Senti-me como um míope que põe o primeiro par de óculos e percebe que o mundo é cheio de detalhes. Usei a medicação por cinco anos consecutivos. Hoje, quando escrevo um livro, volto a tomá-la no último mês. É a hora em que junto todas as informações e preciso ter mais senso crítico.

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O que provoca o TDA?
A pessoa que tem o transtorno nasce com uma alteração no funcionamento do lobo frontal. Essa seção do cérebro é um maestro do comportamento humano, uma área em que se cruzam sistemas neurais ligados à razão. Entre outras ações, regula a velocidade e a quantidade de pensamentos. No TDA, esse filtro funciona com eficiência menor. O resultado é a hiperatividade mental e, consequentemente, a perda de foco, de objetividade. Quem nasce com TDA não tem problema de inteligência, mas de administrar o tempo, fixar a atenção, dar continuidade ao que inicia. O transtorno é muito mais comum do que se imaginava. Segundo a Associação de Psiquiatria Americana, 6% da população em idade escolar tem esse padrão de funcionamento mental nos Estados Unidos. No Brasil, as pesquisas apontam uma média próxima a essa.

O que provoca essa alteração do funcionamento do cérebro?
É um transtorno químico, causado pela baixa de dois neurotrasmissores: a dopamina e a noradrenalina. Essa alteração diminui a ação filtrante do lobo frontal. A genética já mostrou ter papel importante, mas fatores externos acabam interferindo na evolução do transtorno. Se não é cercada por uma organização mínima, a pessoa pode ter sérios prejuízos em sua qualidade de vida. tdah_3

Como o transtorno interferiu em sua trajetória pessoal?
Sempre achei que havia algo errado comigo. Na escola, tinha horror a ditado. Meu coração disparava: sabia que precisava prestar atenção ao que a professora dizia e, simultaneamente, observar se não estava cometendo erros ao escrever. Nessas horas, eu me sentia a criança mais burra da sala. Fora do colégio, também sofria. Uma vez meu pai, que é professor, corrigiu tanto meu diário que botei fogo nas páginas depois. Vivia com as pernas roxas de tanto cair e bater nos móveis. Meu armário era uma bagunça absurda. Tenho uma irmã cinco anos mais velha, centrada, organizada. Durante muito tempo, dei a ela parte da minha mesada para que arrumasse meu armário. Todas as vezes que minha mãe reclamava comigo, eu concordava, entendia que ela tinha razão. Mas eu não sabia como tudo isso acontecia. No início da adolescência, bateu uma vontade enorme de mudar. Eu era uma criança falante e me fechei. Fiquei retraída, quietinha, para não errar. Vivia no meu quarto, lendo. Isso foi dos 12 aos 16 anos. Na infância me chamavam de pinga-fogo, porque eu não parava. Na adolescência, quando me tranquei, virei Bia Sid (de sideral). Às vezes, achava que era burra. Por outro lado, sabia que tinha conhecimento e imaginação. Acabava o dia com dor de cabeça de tanto pensar. Era uma angústia.

Mas a senhora hoje é uma psiquiatra bem-sucedida. Como conseguiu isso?
O diagnóstico foi libertador. Passei a me observar. Com a medicação, comecei a fazer mais rápido o que antes demandava muito esforço. Foquei na psiquiatria. No meu trabalho, nada me escapa hoje. Tenho um filme na cabeça sobre cada paciente. Quem tem TDA presta uma atenção acima da média naquilo que desperta seu interesse verdadeiro. É o que a gente chama de hiperfoco. Por isso, acho injusto falar de déficit de atenção. O que existe é uma atenção instável.
O menino com TDA pode sofrer na escola, mas desenhar muito bem ou tocar piano de ouvido, se essa for a sua paixão. Por isso, é fundamental que os pais descubram os talentos do filho e o estimulem a fazer aquilo de que realmente gosta. Para quem tem TDA, isso funciona como remédio.

Como sua família enfrentou o problema?
Minha mãe creditava meu comportamento a falhas do método pelo qual fui alfabetizada. Meu pai achava que era preguiça. Mas eles eram compreensivos, porque sabiam que eu não fazia nada de propósito e era honesta, sincera, assumia os erros. Voei de bicicleta no carro do vizinho e meu pai pagou o conserto sem reclamar. Quando eles buscaram um diagnóstico para meu comportamento, os médicos disseram que eu tinha uma disritmia e me passaram um remédio. Devido à sonolência que causou, parei logo de tomar essa medicação. Ainda bem.

dda-300x229Por natureza, as crianças costumam ser agitadas e inquietas. Quando os pais devem desconfiar que o filho sofre do transtorno?

Na infância, desatenção e impulsividade são normais. Mas, em geral, estão relacionadas a algum motivo específico: porque a criança dormiu mal, está preocupada com alguma coisa, apaixonou-se pela primeira vez. O que acontece é que uma criança com TDA tem esse comportamento de maneira constante e mais intensa. Ela já nasce com o cérebro funcionando dessa maneira e, antes dos 7 anos, é possível perceber isso. Na infância, existe uma profusão de sintomas – e não são notas baixas. O lençol não para na cama porque a criança se mexe demais durante a noite. Também pode falar dormindo. Os professores mandam recados dizendo que aquele aluno é extremamente inteligente, mas isso não se traduz nas avaliações. A criança também é excluída das brincadeiras na escola, porque tem dificuldade de esperar a vez nos jogos em grupo e manter a atenção nas tarefas. Olhar a agenda e os cadernos também ajuda muito: eles refletem a organização do pensamento e como a criança anota as observações que professores fazem durante as aulas. A condição fundamental para o diagnóstico de TDA é a hiperatividade mental. Ninguém adquire TDA ao longo da vida. Quem tem o transtorno já nasceu com esse tipo de funcionamento cerebral. É o histórico que leva ao diagnóstico preciso.

Como foi sua vida escolar?
Nunca repeti ano. Conseguia passar nas provas finais ou na recuperação. Nessa hora, meus pais assumiam uma função, digamos, mais executiva. Eles me ajudavam a me organizar, e aí eu estudava como louca. Quando existe planejamento, vai tudo bem com a pessoa que tem TDA.

O que a senhora aconselha a quem descobre que o filho tem TDA?
A primeira coisa é ver o grau de sofrimento dessa criança, o nível de desconforto. É preciso ir à escola conversar com professores, ouvir a babá. A partir daí, dar oportunidade à própria criança para que ajude no tratamento, participe. Tenho um paciente que enlouquecia a família. Depois de usar medicação por dois anos e ter uma melhora estupenda, ele disse: “Já tenho noção de como é meu cérebro funcionando da maneira que tem de ser e queria parar de tomar o remédio, tentar do meu jeitinho”. Ele ganhou uma percepção de seu comportamento. Outra coisa que os pais devem entender é que ser justo em questão educacional não é tratar os filhos todos da mesma maneira. Eles têm de ver o que cada um precisa. No caso do TDA, é fundamental dar ênfase à disciplina. Inclusive com a mesada. Como ele tende a gastar tudo de uma vez, o dinheiro tem de ser liberado aos poucos, para criar um limite e cumpri-lo. Com meus pacientes, por exemplo, costumo assinar um contrato toda vez que quero alguma coisa. Sempre funciona.

A senhora conta a seus pacientes no consultório que tem TDA?
Sim, e principalmente as crianças ficam muito aliviadas. Outro dia atendi um paciente que batia a cabeça na parede. A mãe pensou que o filho estivesse louco. E eu disse a ele: “É para tentar parar o excesso de pensamento, né? A cabeça pesa mesmo, mas não é assim que vai melhorar”. Ele ficou impressionado porque eu entendia exatamente o que ele estava sentindo. No livro, publiquei experiências minhas com nomes trocados. Como as da estudante de fonoaudiologia que achava que tinha alguma falha de caráter porque se distraía nas aulas, pegava cadernos emprestados com amigas, tirava notas boas e se achava uma fraude.

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Quais são as tendências mais modernas no tratamento do transtorno?
Antes, só existia o metilfenidato (a Ritalina). Mas 15% dos pacientes não respondem bem a ele. É uma substância que surte efeito quando a desorganização e a falta de foco são os fatores que mais atrapalham a vida. Ao longo desta década, a bupropiona, substância usada no tratamento para parar de fumar, mostrou-se muito eficiente também para TDA. A atomoxetina, um tipo de antidepressivo, também passou a ser usada – principalmente nos casos em que depressão e ansiedade se manifestam junto. Costumo dizer que a melhor medicação é a eficaz com a menor dose. Mesmo no tratamento de adultos, começo com dose de criança. E avalio o tratamento complementar necessário. A terapia cognitivo-comportamental tem-se mostrado muito eficaz.

Existe prescrição exagerada de medicamentos hoje?
Sim. Não se deve prescrever remédio de TDA em um momento de desatenção ou para aumentar a concentração no ano de vestibular, por exemplo. O excesso de informação pode levar o cérebro à exaustão, e a pessoa fica sujeita a distrações, falhas de memória. Mas isso é fruto de uma sobrecarga circunstancial. Quando acaba, os sintomas desaparecem. O que acontece é que, por desinformação, alguns pais solicitam a medicação antes de uma investigação cuidadosa sobre o funcionamento mental do filho. Em quem não tem TDA, o remédio cria um efeito falso, dá apenas vigor numa situação de cansaço extremo.

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TDA tem cura?
Não tem cura, mas há grandes chances de um final feliz. No momento em que você entende sua engrenagem, passa a dominá-la em vez de ser dominado por ela. Aí pode até levar vantagens. O excesso de pensamento – que causa exaustão, desorganização e esquecimento – também traz ideias. Existem ideias boas e más. O grande aliado de quem sofre de TDA é um caderninho. Em qualquer lugar, eu anoto pensamentos que já deram origem a capítulos de livros. Mesmo para ideias sem sentido, é vital ter organização. Dali pode sair algo realmente inovador.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

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BANHOS DE SAL AMARGO

O banho de sal amargo (Epsom Salt Bath) nada mais é do que sulfato de magnésio (Mg SO4). É um banho antigo muito usado por nossas bisavós para dores musculares, artrite, flebites, fibriomialgia, etc… Dá muito sono nas primeiras vezes, pois o magnésio é relaxante. E o sulfato é extremamente importante para o funcionamento de todo o organismo, especialmente o do cérebro. É um banho relaxante e, ao mesmo tempo, muito mais do que isso. Ele fornece magnésio e sulfato ao organismo, estimula a desintoxicação, normaliza o sono, diminui os problemas sensoriais depois de algum tempo de uso, tem efeitos benéficos para o sistema nervoso.
Susan Owens, uma colega de lista, neuropesquisadora, recuperou seu pai do Alzheimer com banhos de sal amargo e observou que as crianças com SID e dentro do espectro tem deficiência na sulfatação, de fato isso a impulsou a direcionar suas pesquisas ao campo da sulfatação e ela tem uma lista, a “sulfurstories”, que é para discutir esses assuntos. Vou traduzir parte de um compilação sobre os depoimentos mais técnicos de Susan Owens sobre “Epsom salt baths” ou banhos de sal amargo e colocar nos arquivos da DIS-Brasil que são públicos, portanto, pode ser acessados por quem quiser pesquisar mais.

Após umas cinco ou seis horas do banho você começa a observar os efeitos do sal. Eles se concentram melhor, perdem grande parte da ansiedade, falam melhor e menos, ficam menos hiperativos.
Quanto às contra-indicações: alguns sites contra-indicam no caso de hipertensão, problemas do coração e nos rins e diabetes, mas não são sites muito sérios. Estou ainda pesquisando esta parte, porque de todas as pessoas nas várias listas que eu freqüento que usaram o sal o depoimento único obtido sobre algum efeito colateral foi o de uma criança que teve coceira na pele, mas a criança era extremente alérgica a tudo.

Bem, a água não deve ter sabão ou xampu. De preferência, toma-se uma ducha com sabão antes e depois de enxaguar todo o corpo entra-se na banheira de água quente com o sal previamente dissolvido com as mãos. São 20 minutos “de molho”. A dosagem vai depender da quantidade de água que utilizará para diluir o sal. Para uma banheira de nenê é de uma colher de sopa cheia para uma banheira de agua quentinha. Não se deve enxaguar o corpo da água com sal. Apenas deve-se secar com uma toalha. Somente secar com a toalha.

Todo o stress e ansiedade do dia-a-dia se vai. Olha, eu sou hipertensa e ainda assim tomo um banho de vez em quando, quando sinto que estou muito ansiosa. A freqüência vai depender de sua tolerância e de sua deficiência de sulfato. O meia-vida do sal no organismo é de 4 a 9 horas. Então, o normal é de um banho por dia.
O segredo do sal é encontrar a dosagem certa para a criança. Como cada um tem graus de deficiência de sulfato diferentes as quantidades de sal tem que ser diferentes. É bom começar com uma dose menor e trabalhar em cima dela conforme as reações das crianças. Se eles ficam mais calmos com essa dose, fique nessa quantidade. Se não observar reação alguma aumente um pouco. Se a criança ficar irritada e chorona, pare com os banhos durante umas três semanas e diminua para uma colher de cafezinho e dê um espaço entre os dias tipo de uma semana.
O sal amargo (MgSO4) se encontra em qualquer farmácia e é baratinho. Tem uma marca que não funciona.É a IFAL.

Depoimento Jaqueline Schultz

EXTRAÍDOS DA LISTA DE AUTISMO DA YAHOOGRUPOS

Alimentos Orgânicos no Autismo

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Temos muitos motivos para consumir orgânicos, dentre eles o de protegermos as futuras gerações de contaminação química (A intensa utilização de produtos químicos na produção de alimentos afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas), protegemos o ambiente pois esses produtos evitam erosões no solo (através de técnicas de rotação de cultura, compostagem, dentre outras técnicas que deixam o solo mais produtivo o ano todo), não poluírmos a água (agrotóxicos usados em plantações comuns atravessam o solo e atingem os lençóis freáticos), economizarmos energia, ajudarmos pequenos agricultores, ainda assim cuidamos da nossa saúde! E para os autistas esse cuidado é uma enorme diferença em sua vida, comportamento, corpo e desenvolvimento. Como já dissemos aqui, existem diversas pesquisas baseadas na ligação entre os metais pesados e diversas síndromes do desenvolvimento, dentre elas o AUTISMO!

De acordo com Andrea Lalama, mãe que curou seus dois filhos do espectro autista e ajuda em muitos casos nos E.U.A., o autismo é causado pela proteína cristal de um biopesticida natural feito do Bacillus Thuringiensis (BT). Esse biopesticida é ou foi enriquecido com Chlorodimeform que é um pesticida a base de mercúrio (aqui nosso vilão, o metal pesado mercúrio) para potencializar o poder do BT e que depois foi substituído pelo Amitraz. Esse biopesticida anunciado como vilão somente dos insetos é também prejudicial aos seres humanos, principalmente os autistas.

Essa combinação pode estar nos destruindo e provocando não só os casos de autismo dos EUA como também todas as disfunções neurológicas e psicológicas vistas na população em geral.
O BT destrói a octopamina que controla os neurotransmissores dopamina, serotonina, noradrenalina e a istamina. É a octopamina a responsável pelo senso de direção e comunicação dos insetos. Ela descobriu isso investigando a morte das abelhas, sim as abelhas estão desaparecendo. Quando contaminadas, elas não conseguem se comunicar, o que fazem através de uma dança cheia de códigos, e perdem o rumo, não sabem o que fazer na sua sociedade. Além de não descansarem e morrerem de exaustão. (Qualquer semelhança com um autista alheio aos acontecimentos da sociedade, “perdido”, NÃO é mera coincidência) Os seus intestinos também explodem por causa de algo muito parecido com o intestino permeável.

Outro possível efeito da octopamina é no mecanismo intracelular do cálcio, ajudando na função mitocondrial e sulfatação. Tudo muito haver com nossas crianças, não é mesmo?
O biopesticida BT começou a ser utilizado na costa leste dos EUA em 1938, mesma área onde surgiram os primeiros casos de autismo, logo catalogados por Kanner em 1943. O pai de uma das crianças, trabalhava nas plantações e manipulava pesticidas. Outra coincidência: começou a ser também utilizado na Áustria em 1939 e em 1944 foi catalogada a Síndrome de Asperger.

Fonte: http://blog.agencialumini.com/

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O autismo é um transtorno do desenvolvimento, que manifesta-se tipicamente antes dos 3 anos de idade. Este transtorno compromete todo o desenvolvimento psiconeurológico, afetando a comunicação, (fala e entendimento) e o convívio social, apresentando em muitos casos um retardo mental. Segundo pesquisas, cerca de 60% dos indivíduos autistas apresentam epilepsias.

Por ainda não ter uma causa específica definida, é chamado de Síndrome (=conjunto de sintomas) e foi primeiro classificado em 1943 por Leo Karner. Hans Asperger pesquisou e em 1944 classificou a Síndrome de Asperger, um dos espectros mais conhecidos do Autismo, a grosso modo, um autismo brando. Ao conjunto de determinadas variações, chamamos de Espectro do Autismo, pois somam-se as características autísticas, outras específicas de cada grupo de outros sintomas.

Em recente estatística publicada pela revista americana Time Magazine (Maio/2002), a incidência de autismo atualmente é 1 em cada 175 nascimentos sendo 4 meninos para 1 menina. Como em qualquer síndrome o grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando e atinge todas as classe sociais, em todo o mundo.

O autismo é geralmente diagnosticado por um médico neuropediatra ou por um psiquiatra especializado em autismo.

Ainda não se tem uma causa específica, mas há várias suspeitas de possíveis causas e as pesquisas não param.

Recentes estudos apontam a contaminação por mercúrio (thimerosal) e outros metais pesados como possíveis causas. Em alguns países já é proibido o uso de vacinas com thimerosal e outros agentes portadores de mercúrio na fabricação de vacinas.

Os critérios de diagnósticos mais aceitos são avaliações completas com base na DSM IV (da Associação Americana de Psiquiatria) ou CID 10 (publicado pela Organização Mundial de Saúde), disponíveis na área de downloads deste site. Lembre-se o diagnóstico deve ser feito por profissional especializado.

Alguns espectros mais conhecidos de autismo são:

Síndrome de Angelman
Síndrome de Asperger
Síndrome do X Frágil
Hiperlexia
Síndrome de Landau Kleffner
Distúrbio Obsessivo-Compulsivo
Distúrbio Abrangente do Desenvolvimento
Síndrome de Rett
Síndrome de Prader-Willi
TDA Transtorno do Déficit de Atenção/hiperatividade

IMPORTANTE

  • Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar medicamentos.
  • As informações disponíveis no blog possuem apenas caráter educativo.
Entrevista feita com Dr. Antonucci psiquitra DAN! Italiano.
Transmissão SOS Autismo. Entrevista na Prima Tivvù di Avelino do italiano Dr.Nicola Antonucci explicando intervenções biomédicas e a importância do tratamento do autismo. Ele decidiu estudar e ser um médico DAN! pela experiência própria de ter um filho com autismo. Agradeço a Prima Tivvù di Avelino pela liberação de reprodução deste material e pela sensibilidade demosntrada sobre o Autismo.