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PERGUNTA: E a escola Montessori, é compatível?

É importante que você escolha o ambiente escolar mais adequado para cada criança/adulto em particular. Enquanto algumas crianças desenvolvem-se mais em ambientes mais flexíveis, outras parecem se beneficiar de ambientes mais estruturados. Quando falamos de escolas para pessoas que se encontram no espectro do autismo, não há apenas UMA escola adequada. Portanto, a escola Montessori pode ser compatível com um Programa Son-Rise, mas depende também de sua criança.

RESPOSTA: Tendo observado crianças no espectro do autismo em escolas montessorianas, posso dizer que considero este um ambiente útil para se oferecer um período de tempo de convívio com outras crianças por ser um ambiente escolar menos estruturado e com maior liberdade. Eu trabalhei com muitas crianças que, depois de um período de Programa Son-Rise em tempo integral, fizeram a transição para o sistema escolar através de uma escola montessoriana (geralmente em meio período). Após 1 ou 2 anos em uma escola montessoriana, muitas mudaram para escolas mais convencionais com um ambiente mais estruturado e menos flexível. Quando as crianças estão prontas para uma maior estrutura (facilmente seguem instruções, podem se concentrar e prestar atenção por períodos maiores, podem permanecer sentadas por mais tempo), elas frequentemente se desenvolvem ainda mais em ambientes estruturados. Já para uma criança que ainda não consegue sentar-se quieta e tem dificuldade para se concentrar e seguir instruções, o ambiente mais estruturado e rígido geralmente encontrado em uma escola convencional pode ser um ambiente mais difícil para o aprendizado e, em alguns casos, um ambiente mais difícil para se passar o dia.

Fonte: Sean Fitzgerald e Mariana Tolezani (respondem)

http://www.inspiradospeloautismo.com.br

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PERGUNTAS: Quando nosso filho fica altamente conectado, é muito comum ele se comportar de maneira muito eufórica, mais especificamente, ele trinca os dentes, faz um som alto “hiiii” “hiiii”, dá tapas (não muito fortes) na sua própria cabeça, pernas e barriga além de dar chutes no chão. Qual deve ser nossa atitude neste momento já que buscamos mais momentos de alta conexão com ele? Os tapinhas e gemidos são rápidos e passageiros e logo ele volta a interagir. Existe algo que possa minimizar isso ou neste período curto é como se ele tivesse estas reações de auto-estimulação em isolamento? Devo juntar-me a ele nestes breves instantes de euforia, ou seja, repetir os mesmos movimentos dele?

RESPOSTA: Quando ele estiver altamente conectado e apresentar este comportamento, mantenha uma atitude calma e relaxada e permita que ele termine de agir daquela forma antes de continuar com a atividade (talvez de uma maneira mais calma). Algumas crianças apresentam dificuldades para auto-regular sua energia e/ou suas emoções. Estes tipos de comportamentos descritos por você podem ajudar a criança na auto-regulação quando elas se tornam hiperestimuladas. Em outros casos, a criança pode investir nestes comportamentos com o objetivo de aumentar sua energia e concentração. Quanto mais seu filho praticar interações, mais oportunidades ele terá para aprender a se regular durante atividades. Mais uma coisa para se observar: antes dele trincar os dentes, balbuciar “hiii” e se bater, o que você estava fazendo? Em alguns casos, se um dos pais ou a pessoa que cuida da criança tenta tirar a criança de alguma atividade dela ou insiste em ter a atenção da criança quando ela não quer mais prestar atenção, observamos a criança se envolver em comportamentos como os descritos acima. Se este for o caso de vocês, procure perceber mais rapidamente quando seu filho deixar de estar interessado ou altamente conectado e JUNTE-SE a ele sem fazer demandas, perguntas ou tentar chamar sua atenção. E se ele apresentar esses comportamentos enquanto estiver em isolamento, você pode se juntar a ele como uma maneira de aprender mais sobre a experiência sensorial que ele pode estar vivenciando. Daí você poderia oferecer estímulos para regular sua energia como massagens, abraços ou atividades físicas. Ofereça estas atividades para regulação de energia somente quando ele demonstrar abertura e interesse por elas.

Fonte: Sean Fitzgerald e Mariana Tolezani (respondem)

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Perguntas de pais e profissionais relativas à implementação do Programa Son-Rise® com crianças e adultos com autismo. Sean Fitzgerald e Mariana Tolezani respondem aqui às perguntas mais frequentes. Esperamos com esta página contribuir para a maior compreensão dos princípios, implantação e aperfeiçoamento do Programa Son-Rise desenvolvido por cada família e profissional.

Pergunta: Quando nosso filho solicita ajuda ele balbucia “hummm” “hummm” “hummm” (aumentando o volume e a intensidade, ele vai apertando os botões). Buscamos atendê-lo, ou seja, damos o auxílio solicitado por ele. Como devemos agir nessas ocasiões, continuar a atender ou não atender mesmo que leve a um aumento de stress de todos em casa e dele mesmo?

Resposta: Parece que “hummm” “hummm” é uma comunicação para ele. É ótimo que ele esteja se comunicando com você!

Primeiro, lide com “hummm” “hummm” como uma comunicação. Sinta-se e demonstre-se empolgado com isto! Responda ao som com uma celebração e uma ação – especialmente após ele ter ficado em isolamento por um tempo e estiver começando a interagir e se comunicar novamente.

Como um segundo passo, finja não entender quando estiver respondendo. Se você achar que ele quer uma bebida, o celebre pelo som e rapidamente pegue um carrinho e dê para ele. Quando ele empurrar o carrinho demonstrando não o querer e disser “hummm” “hummm” de novo, pegue a bebida e fale (modele) claramente a palavra “BEBIDA”, faça uma pequena pausa e dê a bebida para ele. Ele perceberá que você quer ajudá-lo, que está sendo responsivo com ele e que um som ou palavra diferente vai ajudá-lo a conseguir a bebida mais rapidamente.

Em seguida, quando ele estiver realmente muito motivado (poderia ser durante uma brincadeira/atividade favorita ou por sua bebida ou comida favorita) e você perceber que ele está relativamente mais flexível (ao contrário dos momentos em que ele está mais rígido e menos aberto às suas contribuições), após fingir não entendê-lo e oferecer o objeto incorreto, modele o nome do objeto ou ação que você acha que ele quer e faça uma pausa sem oferecer aquilo para ele. Dê a oportunidade para ele tentar fazer novos sons. O incentive a fazer os sons uma, duas, três, quatro, até cinco vezes. Ele verá que você ainda está tentando ajudá-lo, mas que leva mais tempo para conseguir algo quando ele não faz o som relacionado àquele objeto. De qualquer jeito, ele ainda consegue o objeto!

Sempre que ele fizer um som diferente de “hummm” “hummm”, celebre (elogie, faça festa) e ofereça uma resposta (ação/objeto) imediata. Faça isso mesmo que o som diferente não apresente nenhum fonema da palavra que você está modelando e solicitando que ele fale. Por exemplo, você pede para ele dizer “bebida” e ele diz “mo”. O mais importante é que ele comece a fazer novos sons.

Divirta-se com isso. Seja paciente, mantenha-se entusiasmado e acredite em seu filho. E, por último, não foque apenas na solicitação de linguagem com seu filho. De vez em quando, deixe de lado as solicitações de linguagem, e concentre-se em solicitar que ele participe fisicamente, como por exemplo, “levante o seu pé para ganhar cócegas!”, “sente-se na cadeira e eu trago a bebida”, “dê o prato para mim e eu trago a comida”, etc. Estas solicitações permitirão que seu filho se sinta confiante para ter sucesso nas suas participações em interações, em um momento em que ainda é difícil para ele ter esse êxito na área da linguagem.

Fonte: http://www.inspiradospeloautismo.com.br