
Dieta Sem Glúten e Sem Caseína no Autismo. Por Que Fazer ?
I Encontro Médico Internacional de Autismo e Transtornos do Desenvolvimento
Palestrante:
Dra Geórgia Regina Macedo de Meneses Fonseca
*Pediatra, Homeopata, Especialista em Saúde Mental
*Pesquisadora em Autismo da Federação Brasileira de Homeopatia
*Membro do Programa Estadual de Homeopatia da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro
*Ganhadora do Primeiro Prêmio Orgulho Autista 2005 em pesquisa alternativa
*Mãe de Juliana, 9 anos, com autismo
Dra. Geógia começou sua palestra explicando que vários pais chegam em seu consultório, desesperados e sem saber o que fazer, com seus filhos agitadíssimo, como mostra a figura acima. Nos identificamos muito com a figura e caímos na risada. Lu era assim antes da dieta. Então ela continuou sua explicação citando os vários mitos sobre Dieta x Autismo: dieta só serve para emagrecimento; intestino não tem na a ver com o cérebro; autismo é uma doença genética, é uma doença psiquiátrica ou de origem psicológica; pais desesperados aceitam fazer qualquer coisa pelos filhos; todos os autistas melhoram espontaneamente, médicos que aceitam essas intervenções praticam pseudociência (a dieta não foi cientificamente comprovada). A partir daí iniciou a explicação do porque se fazer a Dieta SGSC Para isso, faremos uma viagem no corpo humano e explicaremos aqui, a partir das informações de Dra Geórgia, a ótica que a biomedicina nos dá a respeito dos terríveis vilões: Sr. Glúten e Sra. Caseína! Antigamente via-se o autismo como um tripé: social, interesse e comunicação.
Social: Significa a dificuldade em relacionar-se com os outros, (a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas).
Comunicação: Dificuldade em utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal (gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.)
Interesse: Se caracteriza por rigidez e inflexibilidade e se estende às várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da pessoa. Isto pode ser exemplificado por comportamentos obsessivos e ritualísticos, compreensão literal da linguagem, falta de aceitação das mudanças e dificuldades em processos criativos.
Hoje o conceito de autismo está amplo e ele é dividido em 4 pontos: social, interesse, comunicação e SISTEMA ORGÂNICO.
Para entenderem o que o Sistema Orgânico abrange, apresentamos abaixo sintomas que maioria dos autistas possuem:
- CONSTIPAÇÃO
- DIARRÉIA
- DOR ABDOMINAL
- GASES
- REFLUXO
- FADIGA
- ANSIEDADE
- SONO ALTERADO
- HIPERATIVIDADE
- INSENSIBILIDADE DOLOROSA
- PROCESSAMENTO SENSORIAL
Esses sintomas vêm sendo estudado e muitas descobertas têm sido apresentadas como as que mostramos a seguir. Nos anos 80 alguns pesquisadores começaram a notar que o comportamento de vários animais submetidos à influência de drogas opióides como morfina e heroína eram similares aos comportamentos de alguns autistas. Dr. Jaak Panksepp propôs que autistas poderiam ter, naturalmente, elevados níveis de componentes de drogas opióides no seu sistema nervoso. Logo depois o Dr. Christopher Gillberg encontrou provas da existência de elevados níveis de substâncias parecidas com endorfinas no fluído cerebrospinal de alguns autistas. Estes níveis são mais elevados em autistas que são mais insensíveis à dor e que demonstram um comportamento mais agressivo.
Fonte: http://blog.agencialumini.com/